quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Dia 19, plenária da MMM-PA. Participe!


Participe da Plenária da Marcha Mundial das Mulheres – Comitê Pará. Acontecerá no dia 19 de dezembro, às 18 horas, no Sindicato dos Bancários e Bancárias (Rua 28 de seembro, 1210 – Reduto).

2013 foi um ano intenso: preparação para o Encontro Internacional, MDV, formações, participação em diversas mesas e atos públicos, dentre outros. Nacionalmente avançamos em alguns pontos importantes como o Plebiscito da Reforma Política de verdade e na luta pela efetivação dos direitos das empregadas domésticas.

Acontece que muitos ainda são os nossos motivos para lutar. O Pará é o 4° Estado do país em assassinato de mulheres, com a taxa de homicídios de 6,1 assassinatos para o grupo de 100 mil mulheres, acima da média nacional que é de 4,6. Temos a desonra de abrigar o município que mais assassina mulheres – Paragominas; além do que outras 6 cidades estão na lista das 100 que mais cometem este tipo de crime, são elas Ananindeua (19,6), Tucuruí (18,5), Redenção (16,1), São Félix do Xingu (11,7), Novo Repartimento (10,2) e Barcarena (10,1). Os dados são do Mapa da Violência 2012, elaborado pelo intituto Sangari/Ministério da Justiça. Em Itaituba 36 mulheres foram estupradas em 2013, as mulheres da cidade estão em pânico e o poder público nada faz.

Nossos corpos e nossas vidas continuam sendo mercantilizados e oprimidos. Estamos no mercado de trabalho, mas ainda recebemos até 30% a menos do que os homens que ocupam cargos semelhantes.

Não podemos permitir que as violências e opressões avancem na naturalização. Sendo assim, a presença de TODAS é elementar para o fortalecimento de nossa auto-organização e fortalecimento de nossas lutas para o próximo ano.


Repartir o poder para mudar a sociedade: plesbiscito já!

*Por Camila Paula

No dia 15 de novembro, a batucada feminista adentrou o auditório central da Universidade Católica de Brasília no lançamento oficial do plebiscito popular por uma constituinte exclusiva e soberana para a reforma do sistema político do país. Em junho deste ano, como resposta às manifestações nas ruas, Dilma Rousseff propôs a convocação de uma constituinte para debater a reforma política, coisa que a direita rebateu sem medir esforços e, no momento, a esquerda fragmentada não teve força para replicar à presidenta. Porém, junto aos mais de 100 movimentos sociais que estão encampando o plebiscito, a Marcha Mundial das Mulheres acredita que é preciso democratizar a participação da sociedade, em especial das mulheres, na política.

No dia 15 de novembro, a batucada feminista adentrou o auditório central da Universidade Católica de Brasília no lançamento oficial do plebiscito popular por uma constituinte exclusiva e soberana para a reforma do sistema político do país.
Em junho deste ano, como resposta às manifestações nas ruas, Dilma Rousseff propôs a convocação de uma constituinte para debater a reforma política, coisa que a direita rebateu sem medir esforços e, no momento, a esquerda fragmentada não teve força para replicar à presidenta. Porém, junto aos mais de 100 movimentos sociais que estão encampando o plebiscito, a Marcha Mundial das Mulheres acredita que é preciso democratizar a participação da sociedade, em especial das mulheres, na política.

Como estamos e o que queremos?
Nosso sistema político serve para atender aos interesses das elites políticas, econômicas, sociais e culturais. Queremos o interesse público acima do privado. Para isto, a reforma não pode se restringir às mudanças eleitorais, mas, garantir leis e mecanismos de maior participação popular nas decisões políticas. Assim, devemos trabalhar por um aperfeiçoamento do sistema eleitoral e fortalecimento da democracia direta e participativa com controle social.
De acordo com dados do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), dos 549 parlamentares (513 deputados e 81 senadores), 273 são empresários, 160 compõem a bancada ruralista, 66 são da bancada evangélica e apenas 91 são da bancada sindical e representação de trabalhadores e trabalhadoras que mesmo sendo a maioria da população, não é maioria no parlamento.
A imposição do poder econômico, oportunismo eleitoral e a sub-representação de gênero e de raça impedem diretamente maior representatividade democrática e mudanças estruturais. Então, o financiamento público de campanha, o sistema de votação, mecanismos para aumentar a transparência da aplicação dos recursos públicos e o fortalecimento da democracia direta através de plebiscitos, referendos e projetos de iniciativa popular para que o poder seja para o povo em oposição ao Estado mínimo neoliberal são propostas para a nova constituinte.
O sistema eleitoral do Brasil é o de representação proporcional baseado em listas de partidos. Estas listas podem ser abertas ou fechadas. A lista aberta é o sistema utilizado no Brasil nas eleições proporcionais (deputados e vereadores).  Nesse sistema, o eleitor tem a possibilidade de votar em seu candidato preferido ou na legenda do partido. Essa votação nominal e não em um programa partidário faz com que a disputa seja em torno de projetos individuais e não coletivos.
O financiamento privado de campanha beneficia somente aqueles que são ou compactuam com a elite que patrocina homens, héteros, brancos, empresários e latifundiários que não representam e não resguardam os interesses do povo. A proposta do financiamento público serve para enfrentar o poder do dinheiro e do patriarcado racista e homofóbico.
Hoje, mais da metade da população brasileira é de mulheres que ocupam apenas 9% dos mandatos na câmara dos deputados e 12% no senado. Da mesma forma, 51% da população brasileira se declara negra e menos da metade das unidades federativas tem representantes negros na câmara. Sem falar que a população indígena não possui nenhuma representação no Congresso Nacional.
Por isto, vemos no processo do plebiscito uma boa oportunidade para radicalizar a democracia e participação popular que não é possível sem colocar a questão da paridade de gênero e de debater nossas pautas com relação à divisão sexual do trabalho, saúde e autonomia da mulher dentro da própria esquerda e na sociedade, de um modo geral. São muitos os desafios, mas não vamos abrir mão de um projeto feminista, classista, anti-homofóbico e anti-racista.

*Camila Paula é militante da Marcha Mundial das Mulheres em Mossoró/RN.

Matéria reproduzida do Blog: www.marchamulheres.wordpress.com

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

De quantos quilos é preciso para ser feliz?

Por Lorena Abrahão


Só uma mulher acima, quer dizer, bem acima do peso padrão é capaz de entender a intensidade deste questionamento.

Pois é mesmo verdade que há os que acreditam que gorda é sinônimo de inFELICIDADE. E o que é pior, há casos em que é a pura verdade.


Me chamo Lorena, 27 anos e cheguei na casa dos 100kg. Desde sempre tive tendência para engordar. Para uns isto quer dizer que sempre comi muito e nunca fiz atividade física. Disciplinada?! Hum...bem longe das gordinhas.

Por alguns anos, vivi o lado mais fácil da pressão da sociedade, para a sociedade. Fazia dos mais diversos sacrifícios para manter-me... como dizer?! Gostosona. Sim, era isso que eu era. A felicidade na minha vida ainda era relativa. Acho que resumia-se a “ficar” com o carinha que eu queria quando queria. Ir à casa de praia vez em quando. E não sei o que mais.

Só sei que felicidade era muito pouco para o estado de espírito que hoje consolido na minha vida.

Sendo a vida uma caixinha de surpresas, aos 23 anos submeti-me a uma cirurgia de relativa emergência, por ter sido diagnosticada com câncer na tireóide. Não, meu mundo não caiu. Aliás, até acho que caiu, mas não passou nem mesmo de 24 horas. Cirurgia, radioiodoterapia, isolamento, reposição hormonal, mudanças fisiológicas diversas...um turbilhão de coisas.

Onde mais houve um turbilhão de mudanças, foi na ordem de prioridades das coisas, da vida. Aos poucos percebia que a vida tinha um sentido bastante diferente do que imaginava (pouco imaginava) antes.

A retenção de líquido começou a me assustar. Os quilos foram somando-se, somando-se, somando-se. 30kg a mais na balança. Todos notavam. O mais curioso é que aqueles quilos pouco importavam para quem estava descobrindo um novo sentido.

Não virei evangélica, nem autora de auto-ajuda. Mas o segundos, os minutos, as horas...o tempo, a vida tornaram-se tão mais intensos. De uma forma que as mudanças estavam permitindo-me uma segunda chance. Um recomeço de vida a ser vivida com bem mais intensidade.

O “não” passou a ser a palavra menos pronunciada. Comecei a dizer “sim” e este sim não era para quem esperava por uma resposta, era um sim para a vida, para as coisas a serem vividas. O tempo começou a apresentar-se curto demais, pois, muita coisa eu tinha (e tenho) para fazer.

Ta ficando muito dramático o desabafo?! Desculpem-me, não era esta a intenção.

Quis apenas falar para o mundo que ser gordinha, como intitulo-me, é o que menos incomoda-me na vida. E que é muito chato quando perguntam o por quê de não emagrecer! Ainda mais sendo eu o suficiente educada para não devolver com as respostas mais homéricas possíveis.

Se você estiver acima do peso estipulado como ideal e quiser elimina-los: elimine-os, mas faça isso por você e que seja prazeroso. Se não quiser, seja apenas feliz, mas não esqueça que a felicidade é efêmera demais para depender apenas de um item.

É óbvio que ter corpo e mente saudáveis são essenciais para viver com qualidade, mas isso nem todos conseguem. Sabem a gordinha que vos escreve?! Ah, ela consegue ter a alma leve e a auto-estima pesadíssima, de tão pesada transborda de alegria e transborda amor próprio ao ponto de conseguir compartilha-lo com muitos ao seu redor.

Então, vos deixo-lhes com os seguintes questionamentos:

  • É preciso estar magra para estar de bem com a vida?
  • Não estar de bem com a vida 24h/dia, 365d/ano, todos os dias de sua vida é o fim dos tempos?
  • Só as mulheres magras conseguem ter prazer e dar prazer ao fazer sexo? Você ficará sem resposta se for daqueles que acha que gordas não fazem sexo.
  • De quantos quilos você precisou para formar-se na universidade e conseguir um bom emprego?
  • De quantos quilos você precisou para conhecer o amor de sua vida?
  • De quantos quilos você precisa para considerar-se o ser mais incrível do mundo?
  • De quantos quilos a gente precisa para ter um bom convívio familiar?
  • De quantos quilos você precisa para se respeitar e respeitar as pessoas?
  • De quantos quilos a gente precisa para conseguir ter alma e consciência leves?
  • De quantos quilos você precisará para atingir a realização dos seus sonhos?

E por último: De quantos quilos é preciso para ser feliz?!


 *Lorena Abrahão é letrada, assessora sindical e militante da Marcha Mundial das Mulheres desde 2008.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Brechó, Formação, Tarde Cultural, Feijoada... UFA! Agenda de Atividades!

Feminismo em marcha para mudar o mundo

         Entre os dias 25 e 31 de agosto de 2013, o Brasil sediará pela primeira vez um Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres. Este será um momento importante para a Marcha porque iremos definir a próxima ação internacional de 2015 e também será iniciada a transição do secretariado internacional da Marcha, que está no Brasil desde 2006. Além das delegadas da Marcha de cerca de 50 países, o Encontro terá a presença de um grande número de militantes da MMM do Brasil e da América Latina, em um espaço de intercâmbio de práticas políticas e experiências de construção de alternativas, de formação e aprofundamento das nossas reflexões sobre temas constitutivos da nossa agenda política.

        Nós da MMM - PA estamos à todo vapor na preparação da delegação para o Encontro Internacional. Já realizamos várias atividades e continuaremos em pleno pique até a ida para SP! Nossa agenda de atividades nos próximos dias está bastante movimentada!

Formação da Marcha Mundial das Mulheres - PA


        No dia 10 de agosto, realizaremos mais uma etapa de preparação, a nossa formação para encontro! A formação será um momento de muito diálogo, reflexão e trocas sobre os nossos desafios e perspectivas sobre o feminismo. Todas estão convidadas à essa tarde de muita conversa e formação! Lembrando que as que irão para o Encontro Internacional a presença é obrigatória!

     Solicitamos para as Mulheres que irão participar da Formação, se inscreverem AQUI! A inscrição é necessária para que possamos providenciar o lanche das participantes.

   A Formação acontecerá no dia 10, de 14h às 20h, Endereço: SDDH, na José Malcher entre Generalíssimo e 14 de março, número 1381, em frente ao supermercado Nazaré. 

Obs: este é um momento de auto organização das mulheres da Marcha Mundial das Mulheres.

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/562461933816799/

Brechó Feminista


         O Comitê Estadual da Marcha Mundial das Mulheres está batalhando para levar cerca de 40 mulheres do Pará para o Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres,  maaaas, como vivemos em um mundo capitalista (um dia isso muda!), precisamos de dindin e grande esforço militante. Então, decidimos realizar brechós e outras atividades financeiras 

            O brechó é uma atividade de finanças muito legal. Por que?

- Não custa nada separar coisas que você não precisa, doar e ter mais espaço (e menos poeira); 
- outras pessoas darão utilidade ao que você não precisa mais;
- reciclaremos o que "não presta", pintando, costurando etc.;
- esse dinheiro será muuuuuito útil para nós!!!
- o que não for vendido será doado para pessoas que necessitam

            Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/649985715030041/

Tarde Cultural: Oficinas de Carimbó, Batucada, Malabares e mais!!


No dia 15, quinta feira, às 15h, teremos uma tarde muito animada em pleno feriado! Às vésperas do Encontro Internacional vamos nos preparar para ensaiarmos a oficina de Carimbó com a Batucada, com direito ao batuque do carimbó saindo direto das nossas latas e bumbos!

Vai rolar muito mais, oficina de bambolê e malabares para uma comissão de frente que arrase! Vamos fazer também a nossa faixa do Pará para o Encontro Internacional, confeccionar e reciclar nossos batuques!

A tarde vai ser boa! Não dá pra perder!

Feijoada Solidária e Feminista!

          Dia 18/08 realizaremos mais uma Feijoada!! A primeira tava muito boa né? Pois é, prometemos que a segunda estará melhor ainda! Estamos acertando o cultural da Feijoada, mas a cartela da feijoada já estão nas mãos das companheiras da MMM, não perca e compre logo sua! 

         Vamos comer uma deliciosa feijoada, com boa companhia, uma cervejinha e ainda vamos ajudar a delegação da MMM - PA rumo a SP! Tem coisa melhor??

            Dia 18/08, no Sindicato dos Bancários, Rua 28 de Setembro, 1210, próximo à Doca!

Em breve mais informações!!!

sábado, 13 de julho de 2013

Se joga no feminismo! Vem com a Marcha!

Marcha das Vadias - Belém/PA (29/06/13). 


O 9º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres está chegando (25 a 31/08) e aqui no Pará a gente tá ralando a beça pra levar nossa delegação. Vale a pena: quem já participou de espaços de ação e formação da MMM é unânime em dizer que a experiência é única. Voltaremos fortalecidas pra enfrentar o machismo e outros "ismos" excludentes deste mundo cruel.

Ainda há espaço pra quem quiser se juntar ao nosso esforço militante e ir pra São Paulo. Fica aqui o convite: SE JOGA NO FEMINISMO, MULHER!

Afinal, o que a gente quer não é quase nada, é muito pouco mesmo, só mudar o mundo. Tarefa super revolucionária, alcançável apenas com a inclusão e o protagonismo feminino.

Vem com a Marcha! Próxima reunião: 17 de julho (quarta), 17h, no Sindicato dos Bancários (Rua 28 de setembro, 1210 - próximo à Doca).

sábado, 25 de maio de 2013

9º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil- 25 a 31 de agosto de 2013 no Memorial da América Latina São Paulo



Feminismo em marcha para mudar o mundo! 
Entre os dias 25 e 31 de agosto de 2013, o Brasil sediará pela primeira vez um Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, reunindo representantes vindas dos cinco continentes do mundo, ativamente envolvidas na luta pela erradicação da pobreza e da violência contra as mulheres. São esperadas 1600 mulheres para participar durante todos os dias do Encontro e muitas delegações para realizar uma grande mobilização do dia 31 de agosto. O Encontro será no Memorial da América Latina em São Paulo.
 Em marcha até que todas sejamos livres! 
Este Encontro será um momento especial para expressar a contribuição brasileira ao feminismo da MMM, demonstrá-lo na prática e avançar em sua construção teórica. Ao mesmo tempo, é um momento para aprofundar nossa visão comum sobre os desafios que enfrentamos nesta conjuntura repleta de ofensivas conservadoras do capitalismo patriarcal, racista e lesbofóbico contra nossos corpos, nossas vidas e nossos territórios. 
Juntas, vamos fortalecer nossa auto-organização e as estratégias de construção de um feminismo enraizado em processos locais que se conectam internacionalmente, em aliança com movimentos sociais anti-capitalistas e com uma forte solidariedade internacional que se expressa no nosso lema “seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!” 
O 9º Encontro Internacional será combinado com uma grande programação de intercâmbio e formação político e cultural, onde além dos debates teóricos também recorreremos a outros instrumentos como uma exposição sobre o histórico da Marcha e do feminismo. O evento está pensado como um espaço dirigido à participação de um grande número de militantes da Marcha do Brasil e da América Latina e mulheres dos movimentos parceiros.
 Programação 
O Encontro se inicia com uma abertura entre as delegadas internacionais (dia 25), segue com dois dias comuns de formação política e debate entre teóricas e pesquisadoras feministas e ativistas da MMM, relacionando teoria e prática feminista como partes de um mesmo processo (dias 26 e 27). Nos dias 28 a 30, enquanto as delegadas internacionais se concentram em debates sobre a vida democrática da MMM, as demais participam de atividades simultâneas como debates de formação e oficinas. 
No dia 31, todas se reúnem em uma Assembléia para compartilhar análises e decisões,  o Encontro se encerra com uma grande mobilização. 
Durante todo o período iremos realizar uma Mostra de Economia Solidária e Feminista que permite o intercâmbio de idéias e produtos e a visibilidade das mulheres como atoras econômicas.
As interessadas em participar devem procurar os comitês estaduais da MMM, no caso de estados onde não temos comitê organizado, fale com a SOF (sof@sof.org.br) secretaria da Marcha no Brasil.
 Contamos com o apoio na divulgação desse importante evento para a construção do feminismo militante e popular.
 Maiores detalhes, consulte o site www.sof.org.br e ou http://marchamulheres.wordpress.com


Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!




quarta-feira, 17 de abril de 2013

Não há liberdade enquanto for nossa a responsabilidade.



Uma licencinha para um post de opinião...

Estava eu assistindo um programa muito curioso chamado “Mundo sem mulheres” da GNT, um reality show onde as esposas saem por uma semana e deixam a casa e os filhos aos cuidados dos maridos. Eu só assisti alguns episódios e me deparei com a triste realidade que a divisão coletiva dos trabalho doméstico é um imbricado de mecanismos multifatoriais de dominação.
                Que existe uma Divisão Sexual do Trabalho, todo mundo sabe, que o trabalho doméstico profissional é uma forma de exploração patriarcal e capitalista está bem claro, mas eu queria falar sobre as relações individuais e privadas, e principalmente do caráter psicológico da dominação, que faz com que cada mulher e homem, por mais consciente que seja, reproduza o patriarcado.
                Mulheres com consciência da sua exploração e homens solidários e com o mínimo de “vergonha na cara”, tentam estabelecer uma relação mais igualitária da divisão das tarefas domésticas. Atualmente é menos incomum os homens lavarem a louça, darem banho nas crianças, levar na escola, ajudar com o dever de casa... tem até casais que dividem de maneira totalmente igual as tarefas domésticas.  Mas será que isso significa que estamos avançando gradativamente em uma mudança cultural para a coletividade solidária em relação ao trabalho doméstico? Será que isso é um processo natural de evolução social?
                No reality percebemos muito claramente que independente de o homem fazer o tipo machão, que não sabe fazer nada em casa, ou se faz o tipo avançado e “se vira bem” no trabalho doméstico, a necessidade do trabalho doméstico é flexibilizada, assim como as exigências em relação à sua realização.
 No primeiro dia da saída das mulheres, eles se reuniram para comemorar, comer churrasco e beber cerveja até tarde da noite... As crianças estavam lá com eles, no mesmo espaço, só que sem nenhuma atenção, as mais velhas cuidando das mais novas, dando o seu jeitinho para passar o tempo... ok, eles são homens, então podem ser egoístas e ‘esquecer’ os filhos.   No outro episódio a alimentação foi bem flexibilizada, pizza e miojo se fizeram presentes, a rotina de limpeza da casa foi esquecida, as exigências foram diminuídas e a galera começou a “fazer o que dá”. Afinal, o que é possível para uma mulher não é o mesmo para um homem no que se refere a trabalho doméstico... os homens não são capazes de viver sem mulheres, porque não dão conta de multitarefas.
                Mas o principal tema do programa não era a capacidade de realizar as tarefas em si, mas o envolvimento emocional com as atividades ligadas à família, o quanto aquilo afetava a mente e fazia parte da preocupação dos homens e mulheres envolvidos no programa... As mulheres, que estavam se divertindo num spa, tinham uma preocupação verdadeira e real sobre se o trabalho doméstico estava sendo feito de maneira adequada, isso ocupava as suas mentes, era objeto de estresse mesmo de longe. Para os homens, o trabalho doméstico é algo secundário na sua rotina, que é feito num intervalo entre coisas importantes e que não precisa ter uma rigidez.
                A ligação emocional com o trabalho doméstico era constantemente associada à maternidade, aos cuidados com a prole, e como boas mães se preocupam com os filhos. ‘Naturalmente’, as mães tem uma ligação emocional maior com a família e isso toma mais espaço em suas mentes.

Só que não.... (como diriam os facebookianos)

                A divisão sexual do trabalho encontra-se internalizada de tal forma, que mesmo uma ruptura de padrão consentida e aplaudida não produz libertação e igualdade. A construção histórica de papéis sociais sobre os sexo ocorreu ao mesmo tempo que outros processos, entre eles a cristalização e a reificação. Na cristalização, os papéis são percebidos como fixos e como estáticos, na reificação, estes mesmos papéis são percebidos como inatingíveis e transcendentais, como se estivessem além da capacidade humana de intervenção ou de modificação (Berger & Luckmann, 1966). A incrustação desses papéis na psique humana, longe de ser explicada por determinismo biológico, foi construída num processo histórico de naturalização, onde o estrito cumprimento do dever social era condição de sobrevivência para as mulheres.
Nesse sentido, o trabalho doméstico não é só uma tarefa de mulher por uma imposição do capitalismo, mas é parte da consciência do ser mulher, ou melhor, do dever-ser mulher. São poucas as que conseguiram se libertar plenamente do afazer doméstico como obrigação física (sem explorar totalmente uma outra mulher), menos ainda são as que se livraram do trabalho doméstico como condição de humanidade. 
A questão fundamental da libertação das mulheres da divisão sexual do trabalho está não somente no tempo gasto na realização das tarefas, ou no esforço físico e no trabalho que elas exigem, mas principalmente no caráter de autorresponsabilização que ela representa na vida das mulheres. Muitas vezes conseguimos dividir completamente as tarefas domésticas, mas não conseguimos dividir a responsabilidade pelo trabalho doméstico, a participação masculina não consegue sair do âmbito da ajuda. Nesse ponto a tecnologia não é uma saída pro trabalho doméstico como forma de dominação, porque embora a tecnologia facilite o trabalho e estimule a divisão das tarefas, traga talvez mais tempo livre, não desrresponsabiliza as mulheres. Somente a responsabilização da coletividade pela reprodução da vida humana vai libertar as mulheres da opressão física e psicológica do patriarcado.
A maioria das mulheres não adora fazer trabalho doméstico, nem fazemos isso porque as mulheres pré-históricas varriam as cavernas, mas é inegável que o dever do trabalho doméstico está implantado na nossa mente, muitas vezes sem que a nossa consciência possa alcança-lo com facilidade. Acredito que esse seja o grande trunfo do patriarcado que precisamos combater.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Inscrição para o IV Pré-EME

O Pré Encontro de Mulheres Estudantes é um espaço de organização das mulheres que acontece a cada dois anos. A idéia é discutirmos um pouco sobre a vida das mulheres nas Universidades, dialogar sobre os avanços e retrocessos que houveram em relação à Educação, Sexualidade, esteriótipos de gênero, dentre outras coisas.

Então, anota aí! Nosso encontro será dia 16 de março (sábado), no Auditório do ICJ ( Instituto de Ciências Jurídicas da UFPA), no horário de 09h às 18h. 

Estão organizando este Encontro: a Diretoria de Mulheres da União Acadêmica Paraense, a Marcha Mundial de Mulheres e Centro Acadêmico de Direito da Estácio/FAP.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A 1ª médica mulher, que (não) foi esquecida no Pará

Em um tempo em que as mulheres não podiam exercer diversas profissões e que a academia estava fechada para nós, algumas mulheres pioneiras conseguiram a façanha de exercer profissões masculinas aqui no Pará.
Anna Turan Machado foi uma dessas, e foi a 1ª Médica a exercer a profissão nas nossas terras.

Ela estudou no EUA, que dispunha de faculdades de medicina específicas para mulheres, e conseguiu revalidar o seu diploma na Universidade da Bahia.

A história dela está muito bem contada em um artigo publicado na Revista Pan-Amazônica de Saúde. Um dos autores é o Prof. José Maria, médico patologista e historiógrafo, e eu gostaria de agradecê-lo por contribuir para a construção da história das mulheres no Brasil.

O artigo "Anna  Turan  Machado  Falcão  (1862-1940):  a  pioneira médica esquecida da Amazônia." é um primor em termos históricos e nos faz lembrar porque a luta por igualdade é tão importante para nós.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Isso não é sobre fé, é sobre violência


* Por Mariah Aleixo e Rafaela Rodrigues
Impossível não ter reação – qualquer que seja – após assistir o vídeo “como ser submissa a uma pessoa omissa?” do II Congresso de Mulheres Diante do Trono. Aliás, é impossível não deixar de se indignar ao assistir qualquer vídeo deste Congresso. As atividades desse grupo de mulheres são transmitidas pela “Rede Super de Televisão”, um canal ligado às igrejas evangélicas.
É importante deixar claro que a discussão que se propõe aqui nada tem a ver com religião, com a defesa de uma igreja A ou B, mas com política. Se é certo que “o pessoal é político”, acreditamos que os argumentos que defendem a submissão da mulher à Deus e ao marido, que reiteradamente são pregados por esse grupo, não tem relação direta com a fé, mas com a desigualdade entre mulheres e homens. São argumentos frequentemente suscitados para justificar uma conduta violenta do marido, pai, padrasto para com as mulheres.
No vídeo citado acima, as pastoras conversam sobre o papel da mulher na família, comentando que nos dias atuais as meninas estão sendo criadas mais para a carreira que para o lar. Dizem as pastoras que é preciso educar as mulheres para o casamento e, principalmente, para a submissão, não somente a Deus, mas ao marido. O marido, segundo elas, é o chefe da casa e é preciso honrá-lo e, ao que parece, honrá-lo significa parar tudo o que se está fazendo quando ele chega em casa para fazer somente as vontades dele. A educação dos filhos também deverá ser diferenciada com o menino aprendendo desde cedo que o seu papel é (supostamente) central (e estanque) na família.
Além disso, afirmam também: “A menina não sabe cozinhar, não sabe pregar um botão, não sabe passar, nunca arrumou uma cozinha”, “ela não está sendo preparada para o lar”, “a submissão é um princípio que abrange algo muito mais profundo e maravilhoso… sonhem em ser esposas… sonhem em ser mães…e que possamos preparar nossas meninas para o casamento.”
Em outro vídeo do culto de Mulheres Diante do Trono, chamado “A mulher deve respeitar o seu marido” pregado pela Pra. Ana Paula Valadão, a mesma afirma que o casamento é uma decisão definitiva e que a felicidade do casamento e da família é somente responsabilidade e (ou na falta de) culpa da mulher: “Você (mulher) não precisa amar seu marido, você precisa somente respeitá-lo”(sic).Por diversas vezes a Pastora Ana Paula dá exemplos extremos e afirma que a mulher não deverá desistir do casamento e deverá “pagar o mal, com o bem”, “Não caminhe pelos seus sentimentos, caminhe pela sua decisão”(sic).
A indignação é enorme quando se ouve isso de mulheres, pois são muitos anos de resistência do movimento feminista lutando contra a desigualdade e a submissão. Temos inúmeras vitórias e avanços. O papel da mulher na sociedade do século XXI é central, com máxima participação no mercado de trabalho, aumento significativo das líderes mundiais, maior representação legislativa, direito ao voto, entre outros tantos exemplos. Porém ainda vivemos sob os pilares do machismo, onde nosso modo de ser, de pensar e nossa sexualidade são moldados segundo padrões impostos, não nos dando o direito de decidir nosso próprio destino! Ter filhos, casar, ser dona de casa, não tem problema algum, contanto que seja uma escolha, não uma imposição. Se essa for a única possibilidade colocada às mulheres, conforme pregam as Mulheres Diante do Trono, aí está o grande problema.
Outro grande problema – aliás, o problema central – é que o discurso da submissão pregado por essas mulheres guarda íntima relação como o problema da violência contra as mulheres. Nossa vivência no movimento feminista tem mostrado que geralmente os agressores das mulheres dizem que tem razão em fazer o que fizeram/fazem porque elas não estão/estavam cumprindo o seu papel dentro da família, que é o de ser submissa ao marido, fazendo sempre as vontades dele, ou seja, colocando-se em último lugar na escala de prioridades. Não é de hoje que pesquisas como a que resultou no famoso livro “Cenas e Queixas – um estudo sobre mulheres, relações violentas e a prática feminista” e o recente artigo “As políticas de combate à violência contra a mulher no Brasil e a ‘responsabilização’ dos ‘homens autores de violência’” publicado na revista Sexualidad, Salud y Sociedad mostram que a violência sofrida pelas mulheres é justificada – pelas que sofrem com o problema e por seus algozes – como uma punição aceitável em face do não cumprimento do “papel de mulher.”
A doutrina do dever de submissão a Deus não pode ser transformada, por analogia, no (suposto) dever de submissão das mulheres aos homens, conforme este grupo prega. Isso é perigoso pois propaga os argumentos justificadores de todo o tipo de violação da dignidade das mulheres, e é por isso que afirmamos isso não é sobre fé, é sobre violência!
Perguntamo-nos se por acaso essas mulheres não estão sendo beneficiadas pela luta feminista, ao serem reconhecidas enquanto pastoras e debaterem sobre a palavra de Deus num congresso tão grande, que reúne cerca de 6 mil mulheres. Não seria uma incoerência pregar a submissão ao marido (e tantas outras ideias retrógradas que vem a reboque) nesse contexto de protagonismo dentro da igreja? Certamente, há uma enorme contradição nesse discurso, pois muito dos avanços que elas mesmas desfrutam advém do duro embate às ideias anacrônicas que elas pregam.
Importante lembrar, por fim, que faz pouco mais de quatro séculos que as mulheres conquistaram, em nossa sociedade, o direito de falar em público, de emitir suas opiniões, de se alfabetizar… A bíblia, no entanto, tem passagens escritas a mais de dez mil anos, que foram traduzidas muitas vezes e para as mais diversas línguas. Há de se fazer a devida adequação da leitura bíblica à realidade atual. Estamos certas de que isso é possível, uma vez que se o cristianismo sobrevive até hoje é porque leu as escrituras sempre à luz do tempo presente. Nossa sociedade corre para frente, direitos já conquistados pelas mulheres não podem sofrer golpes como esses. A emancipação das mulheres é necessária e justa e envolve o direito de decidir, de ter autonomia e o direito de não sofrer violência, até porque somos gente!
O debate está colocado. Esse assunto, ao que parece, está na ordem do dia e merece ser cada vez mais amadurecido. De todo modo, esperamos que possamos estar juntas – mulheres, negras, lésbicas, evangélicas, indígenas, ubandistas e católicas – diante de toda a sociedade, lutando por igualdade.
Mariah Aleixo é Advogada e Mestranda em Direitos Humanos pela UFPA
Rafaela Rodrigues é Mestranda em Direito Constitucional e Teoria do Estado pela Puc-Rio

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

CPMI da Mulher faz diligências e audiência pública no Pará

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional que investiga a violência contra a mulher realizará nos dias 6 e 7 de dezembro diligências e audiência pública no Pará. 

No dia 6 de dezembro vão ocorrer diligências em órgãos de atendimento à mulher em situação de violência em Belém, além de reunião com o movimento de mulheres do Estado. 

No dia 7 de dezembro, a partir das 9h, acontece a audiência pública para ouvir gestores públicos, representantes do Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, movimentos sociais e sociedade civil organizada. Às 13h, as integrantes da CPMI concedem entrevista coletiva. 

A audiência pública e a entrevista coletiva vão ocorrer na Assembleia Legislativa do Estado, na rua na Rua do Aveiro, 130, Praça Dom Pedro II, Bairro Cidade Velha, Belém.

Em funcionamento no Congresso Nacional desde fevereiro, a CPMI tem como objetivo investigar a situação da violência contra a mulher no Brasil e apurar denúncias de omissão do poder público. 

A CPMI é presidida pela deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG), tem em sua relatoria a senadora Ana Rita (PT-ES) e na vice-presidência, a deputada Keiko Ota (PSB-SP). A audiência no Estado do Pará conta a participação da procuradora Especial da Mulher da Câmara dos Deputados, deputada federal Elcione Barbalho (PMDB-PA), uma das autoras da proposta de criação da Comissão Mista de Inquérito. Violência em números no Pará O Pará é o 4º estado do País em assassinatos de mulheres, com taxa de homicídios de 6,1 assassinatos para grupo de 100 mil mulheres, acima da média nacional, que é de 4,6. O primeiro colocado é o estado do Espírito Santo (9,8), o segundo Alagoas (8,3) e o Paraná aparece na terceira colocação (6,4). 

Paragominas é a cidade onde mais se mata mulheres no Estado e no Brasil. O município ocupa a primeira colocação entre as 100 cidades mais violentas do País onde vivem mais de 26 mil mulheres. A taxa de homicídios de mulheres em Paragominas é de 24,7. 

Outras seis cidades paraenses aparecem na lista das 100 mais violentas para as mulheres. São elas: Ananindeua (19,6), ocupando a 9º colocação; Tucurui (taxa de 18,5%) e 11ª colocação; Redenção (16,1), no 15º lugar, seguidos de São Feliz do Xingu (11,7) e 40º lugar; Novo Repartimento (10,2), na 64ª colocação e Barcarena (10,1), no 65º lugar. 

Em Belém, a taxa é de 4,9 assassinatos para grupo de 100 mil mulheres. Número muito acima da média nacional, que é 4,6. A cidade é a 21ª entre as capitais do País. 

Os dados são do Mapa da Violência 2012, elaborado pelo Instituto Sangari/Ministério da Justiça. O relatório completo do Mapa da Violência atualizado em 2012 pode ser acessado no site www.mapadaviolencia.org.br. 

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que a violência doméstica é a principal causa de lesões em mulheres de 15 a44 anos no mundo.

Segundo a relatora da CPMI, senadora Ana Rita, o Brasil é o 7º país que mais mata mulheres no mundo. El Salvador com taxa de 10,3, Trinidad e Tobago e a Guatemala, ambos com taxa de 7,9 aparecem nas posições seguintes. As armas de fogo e os objetos cortantes são os principais os são os mais usados para os assassinatos. 

“Nos últimos 30 anos foram assassinadas mais de 92 mil mulheres, 43,7 mil só na última década”, afirma Ana Rita. “O lar, doce lar não é mais seguro: 68,8% dos homicídios ocorrem dentro de casa e são praticados pelos cônjuges”, diz a senadora.

Roteiro 

Em seu plano de trabalho a comissão previu visitas aos Estados mais violentos do Brasil para as mulheres, além dos quatro mais populosos do país. A CPMI já esteve no Distrito Federal e em 14 estados: Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Alagoas, Paraná, São Paulo, Bahia, Paraíba, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Amazonas.

Programação no Pará
6/12 - 
Pela manhã e à tarde Diligência à Delegacia da Mulher 
Diligência ao Centro de Referência Diligência à Vara de Violência Contra a Mulher 
Diligência à Promotoria de Violência contra a Mulher
Reunião com o movimento de mulheres 

7/12 
9h – Audiência pública
13h – Coletiva de Imprensa 
Assembleia Legislativa do Pará Local: rua do Aveiro, 130, Praça Dom Pedro II, Bairro Cidade Velha, Belém