quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Bloco Feminista Dona Yayá

O Bloco Feminista de Dona Yayá está completando 11 anos!!!

Quem estiver em São Paulo nesse domingo pode acompanhar a tradição do bloco nas ruas.

DOMINGO: dia 27 de fevereiro de 2011
concentração às 9h00h (manhã) saída às 10h00.
Local: União de Mulheres de São Paulo - Rua Coração da Europa, 1395 - Bixiga/SP

Quem foi Yayá?
Yayá, como era carinhosamente tratada Sebastiana de Mello Freire, nasceu em 21 de janeiro de 1887. Uma dentre os cinco filhos de uma tradicional família paulistana, perdeu seus pais aos 14 anos, passando a ser criada por sua madrinha e tendo seu tutor Manoel Joaquim de Albuquerque. Yayá foi interna do tradicional Colégio Nossa Senhora de Sion, onde desenvolveu grande religiosidade. Falava francês, tocava piano, pintava, dominava regras de etiqueta, realizava trabalhos manuais, tinha a fotografia como um hobie. Os que a conheceram de perto apresentam Yayá como uma pessoa de hábitos simples e vida social restrita a pequenos grupos, o que se contrapõe à imagem que era difundida na época, cuja a qual ela seria uma senhora de hábitos avançados para a época, protetora de artistas e frequentadora de rodas sociais. De sua vida afetiva pouco se sabe, apenas que teria recusado muitas propostas de casamento por considerar que os pretendentes estavam mais interessados em sua fortuna que nela própria. No final de 1918, Yayá teve a primeira manifestação de desequilíbrio emocional, quando achou que iria morrer e redigiu à lápis um testamento e distribuiu suas jóias entre as mulheres da casa. No ano seguinte, nova crise. Yayá desconfiava de todos, recusava alimentos, tentando inclusive o suicídio. Acabou sendo internada no Instituto Homem de Mello, aos 32 anos. Durante os anos seguintes foi perdendo sua inteireza. Esquecida pela quase totalidade dos amigos, afastada dos espaços e objetos que constituíam seus referenciais afetivos, tornou-se gradativamente mais agressiva e, ao mesmo tempo, mais indefesa. Mudou-se para a chácara da Rua Major Diogo em meados dos anos 20, onde ficou até sua morte, em 04 de setembro de 1961. Yayá faleceu aos 74anos de insuficiência cardíaca, no hospital São Camilo.

Fonte: Ícone - Pesquisa de História, dezembro 1998. 

Um comentário:

Mariah Aleixo disse...

Muito legal o Bloco da Dona Yayá! Bacana a gente postar essas coisas aqui, assim mostramos que o carnaval é feito por mulheres de luta e mulheres em carne, osso e, principalmente, cárebro, como a dona yayá e tantas outras; não somente por bundas e peitos como os grandes meios de comunicação querem nos faze crer!
Deu vontade de pesquisar os outros blocos, as outras histórias (invisibilizadas) de mulheres no carnaval!