segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Mais mulheres em Marcha

No último sábado, dia 28/11, fizemos nossa plenária. Participaram mulheres estudantes, comunitárias, sindicalistas urbanas e rurais. Todas lideranças em seus movimentos.
Na pauta, a construção da Marcha Mundial das Mulheres no Estado, além das atividades políticas e financeiras para garantir uma delegação de 50 mulheres em Campinas, quando marcharemos por 10 dias até São Paulo. Na agenda:

Dezembro
Dia 12, dia todo - evento da ACBEL (a confirmar)
Dia 17, às 18h, no Sindicato dos Bancários - Próxima plenária da MMM
Dia 21, das 16h às 21h, no Sindicato dos Bancários - Brechó da MMM (gente, dia 22 já estava ocupado...)
Dia 26, pela Loteria Federal - corre a nossa rifa (R$ 2,00 / 2 prêmios - 1 bicicleta e 1 TV)

Janeiro
Reunião com mulheres cutistas, com comunitárias do Barreiro e com assentadas de Castanhal (dia a definir).
Dia 29 ou 30 - Grande-show com artistas da terra

Em breve mais notícias!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Já nas bancas!

As revistas direcionadas ao público feminino não passam muito longe dessa aí, não é mesmo?

Faltou apenas a leve contradição de estapar na mesma capa alguma dieta milagrosa (dica imperdível de alguma celebridade) do lado de um receita de comida beeeem gordurosa... Não tinha prestado atenção nisso? Repare as revistas do gênero nas bancas.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A plenária da MMM é neste sábado.

Esta foto é do 8 de março de 2005, quando reunimos 30mil mulheres na Av. Paulista (SP).
Em 2010, a Marcha Mundial das Mulheres realizará sua terceira ação internacional (veja o post aí embaixo). Tá, o número de mulheres será menor desta vez (umas 3.000)... mas, em compensação não caminharemos só uma tarde, mas sim 10 dias!
Várias companheiras já confirmaram presença na plenária, venha você também.

A plenária da MMM é neste sábado (28/11/09), às 15h, no Sindicato dos Bancários (Rua 28 de Setembro, Nº 1210 - entre Doca e Quintino

Informações:
91 81196110 (Tatiana) ou 91 82537009 (Gisele)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Participe da nossa plenária!


Como falamos aí embaixo, já estamos trabalhando para levar uma delegação paraense à Campinas. Participe de nossas ações. Venha para plenária da Marcha.

PLENÁRIA SOBRE AÇÃO DE 2010 - MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES
Dia: 28/11/2009 (sábado)
Hora: 15h
Local: Sindicato dos Bancários (Rua 28 de Setembro, Nº 1210 - entre Doca e Quintino)

Informações:
91 81196110 (Tatiana) ou 91 82537009 (Gisele)
Se você quer saber mais sobre a ação de 2010 da MMM, é fácil. Basta clicar aqui.

domingo, 22 de novembro de 2009

3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres


Em 2010, a Marcha Mundial das Mulheres vai organizar sua terceira ação internacional, que contará com mobilizações de diferentes formatos e em vários países do mundo.
No Brasil, celebraremos os 100 anos da declaração do Dia Internacional das Mulheres, marchando de 8 a 18 de março de 2010, de Campinas à São Paulo. Já estamos trabalhando para levar uma delegação paraense para participar, fique atenta ao calendário de atividades locais que divulgaremos em breve.
Ah, clique no título e leia o Jornal da nossa 3ª Ação Internacional.
Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!

Genial...

Encontramos isso no blog do Coletivo Feminista "Maria Maria - Mulheres em movimento", lá de Juiz de Fora - MG. Clique no título e visite o blog delas. Vale a pena!

Nota de repúdio da UNE à violência sexista na Uniban

Clique no título e leia!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Parada Gay em Castanhal

No próximo domingo, 08, Castanhal será agitada pela 4ª Parada do Orgulho Gay, realizada pelo Grupo Diversidade e pela Prefeitura de Castanhal, através da FUNCAST. O evento terá início às 14 horas. A concentração da Parada será em frente ao Oyamota Arena Show. Cerca de 40 mil pessoas estão sendo esperadas para o evento que encerra a Parada na Praça do Estrela.
Durante toda a semana, o Grupo Diversidade vai realizar uma vasta programação cultural. Nesta quarta-feira, 04, a partir das 19h00, no Auditório da FUNCAST, acontecerá o Seminário Pará sem Homofobia, com a participação de representantes da Secretaria de Justiça dos Direitos Humanos.
No dia 05, quinta-feira, exibição do filme “Meninos não choram”, às 16h00 e de “Uma família bem diferente”, às 19h00, no Auditório da FUNCAST. Na sexta-feira, 06, acontecerá palestra com o Movimento Estadual LGBT, a partir das 19h00.
No sábado, 07, acontecerá a Festa Pré-Parada, com a escolha da Drag Parada, Mister Gay & Miss Gay Castanhal, no Betocas Bar, a partir das 22h00.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

IBGE: apesar de estudar mais, mulheres ganham menos

As mulheres têm mais escolaridade, mas ganham menos em todas as posições na ocupação, revela a Síntese de Indicadores Sociais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje. Em 2008, na área urbana do País, a média de escolaridade das mulheres ocupadas foi de 9,2 anos de estudos, enquanto para os homens foi de 8,2 anos. Na área rural, a média de anos de estudo, "apesar de estar em patamares mais baixos", também é favorável às mulheres (de 5,2 anos de estudo, ante 4,4 anos para os homens). Porém, em todas as posições na ocupação, o rendimento médio dos homens é maior que das mulheres.

A maior diferença de rendimento médio é na posição de empregador, onde os homens auferem, em média, R$ 3.161, enquanto as mulheres recebem apenas R$ 2.497, ou seja R$ 664 a mais para os homens, "o que corresponde a dizer que as mulheres empregadoras recebem 22% a menos que os homens", segundo o documento de divulgação da pesquisa.
De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais, os brasileiros brancos tinham, em média, em 2008, quase dois anos a mais de escolaridade que pretos e pardos. Mas a pesquisa revela também que, de 1998 a 2008, houve "significativa melhora" na distribuição da frequência por níveis de ensino entre a população de cor preta e parda.



FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/s/09102009/25/manchetes-ibge-apesar-estudar-mulheres-ganham.html

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Mulheres avançam no mercado de trabalho, mas ainda sofrem com dupla jornada



Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra avanços das mulheres no mercado de trabalho brasileiro. No entanto, a divisão do trabalho doméstico continua penalizando muito mais as mulheres do que os homens, revelando a cultura machista do país.

Dados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) mostram que a participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro, que saltou de 42 para 47,2% entre 1998 e 2008. Além disso, o número de famílias chefiadas por mulheres subiu de 25,9% há 11 anos para 34,9% no ano passado.

Mesmo quando há um homem presente, 9,1% das mulheres são consideradas a pessoa de referência da casa, contra 2,4% delas em 2008, apontou o levantamento feito com base em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Os dados levam em consideração apenas a opinião dos próprios membros da família.

As mulheres também levam vantagem na escolaridade média - o que influencia na entrada mais tardia delas no mercado de trabalho e, por consequência, tem peso sobre o número feminino na condição de chefe de família. Em 2008, em áreas urbanas, a média das mulheres foi de 9,2 anos de estudos, contra 8,2 anos para os homens. No campo, elas somam 5,2 anos de escola na média, contra 4,4 anos deles.

No entanto, a pesquisa mostra também que a evolução na vida econômica não acabou com a desigualdade no que diz respeito às tarefas domésticas. Entre as mulheres que têm emprego, 87,9% cuidam dos afazeres do lar, enquanto entre os homens esse número chega a 46,1%. O número médio de horas semanais dedicado a tarefas domésticas pelas mulheres é de 20,9. Para os homens, 9,2 horas.

Para Deise Recoaro, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, o aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho é importante, mas precisa ser acompanhada de uma mudança cultural que garanta a igualdade de condições em todos os níveis. "Neste dia da Criança, é importante revermos a maneira de educar nossos filhos e filhas. Enquanto continuarmos a dar boneca e fogãozinho para as meninas, e carrinho e bolas para os meninos vamos continuar reproduzindo este padrão de exploração e sobrecarga da mão de obra feminina", afirma a dirigente.


Fonte: Contraf-CUT, com Maurício Savarese - UOL Notícias ( http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=19154 )

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Tráfico Internacional de Mulheres

Prostitutas brasileiras na Espanha


Emir Sader *


A história é a seguinte: um casal, Domingo Fernandez e Gilda Borges, dirigiam duas casas de prostituição em Vigo, chamadas Mamba Negra e Skorpio, assim como participavam da gestão do Sheraton, na cidade de Verin, dirigida por Manue Atanes. Levavam moças do Brasil para trabalhar como prostitutas nesses locais, sem esconder as atividades que elas iam ter. Pagavam suas passagens e agiam para que elas chegassem como turistas.
Chegadas à Espanha, se impunham as normas de funcionamento dos locais, que incluíam horários e os preços da bebida e dos serviços sexuais oferecidos aos clientes. Estes pagavam aos garçons e no fim de cada noite elas recebiam sua parte, se é que tivessem direito. Porque durante os primeiros meses tinham descontado o preço da passagem, o que fazia com que elas não recebessem nada, além das multas que poderiam receber, por chegar tarde ao trabalho, por falar alto (sic), por dar o numero de telefone a clientes e por sair sem autorização. Além disso, elas tinham obrigação de morar nos locais de trabalho e pagar pelo aluguel e pela comida.
O casal foi condenado pela Audiência Provincial de Pontevedra a seis anos de prisão por tráfico ilegal de pessoas com fins de exploração e a dois anos e meio por um delito contra os direitos dos trabalhadores. O Supremo Tribunal Federal da Espanha ratificou a primeira condenação, mas absolveu o casal do segundo delito, alegando que as condições de trabalho, as multas por atrasos e falar alto “são normalmente penalizadas pela lei no mundo dos hotéis e que as outras condições “são normais”.
O Tribunal decidiu que “à margem de razões de moralidade”, a prostituição por conta alheia pode ser “uma atividade econômica que, se é realizada em condições aceitáveis pelo Estatuto dos Trabalhadores, não pode ser enquadrada no delito 312 do Código Penal, que castiga aos que oferecem condições de trabalho enganosas ou falsas ou empregam a cidadãos estrangeiros em condições que prejudiquem, suprimam ou restrinjam os direitos que fossem reconhecidos por disposições legais, convênios coletivos ou contrato individual.”
O Supremo Tribunal Federal da Espanha considera assim que pode haver uma relação, mesmo que atípica, no exercício da prostituição por conta alheia? O Código Penal espanhol tipifica como delito o proxenetismo, mesma se a mulher o consente. Mas os juízes fazem uma declaração de principio afirmando que “a questão da prostituição voluntária em condições que não suponham coação, engano, violência ou submissão, ainda que por conta própria ou dependendo de um terceiro que estabelece umas condições que não atentem contra os direitos dos trabalhadores, não pode ser decidida com enfoques morais ou com concepções ético-sociológicas, dado que afetam a aspectos da vontade (das mulheres) que não podem ser coibidas pelo direito sem maiores matizes.”
Diante dessa situação, pergunta-se o jornal espanhol "El Pais":
“É possível explorar sexualmente uma mulher e ao mesmo tempo dar-lhe condições de trabalho `normais´? Se pode falar de relação de trabalho nestes casos?” Responde que as leis sobre tráfico de mulheres e prostituição não têm uma resposta clara, fazendo com que as sentenças dos juízes sejam, às vezes, tão confusas como a própria legislação.
Chega-se a uma situação tal de mercantilização do corpo das mulheres, como se fosse normal, que a discussão se transfere para a legislação laboral, aceitando-se implicitamente que a venda ou o aluguel do corpo feminino é uma atividade comercial como uma outra qualquer. (Há poucos anos Fernando Gabeira aventou até a possibilidade de apresentar uma proposta de lei que legalizaria a prostituição infantil.)
Que sociedade é essa que discute com frieza e “normalidade” a redução do ato sexual a uma mercadoria? A defesa dos direitos das prostitutas torna-se uma reivindicação normal, dado que a prostituição passou a ser um elemento compensatório da frustração tanto dos casamentos, quanto das outras formas de relação amorosa.
Na era da globalização, enquanto os espanhóis nos mandam seus bancos, empresas de telefonia celular, de exploração de petróleo e gás, importam nossos jovens jogadores de futebol e moças brasileiras para atender as demandas e as carências da afluente sociedade capitalista espanhola.
Não há nenhuma indicação sobre quem são as brasileiras, quantas são e o que aconteceu com elas depois do processo.

* Texto publicado no "Blog do Emir"

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O Congresso Nacional e a função social da maternidade




Há décadas os movimentos feministas reivindicam que a maternidade seja reconhecida em sua amplitude - como trabalho realizado pelas mulheres, que contribui para a reprodução da mão-de-obra e, conseqüentemente, cumpre uma função social e econômica. Sob a égide de sociedades machistas e patriarcais, a maternidade acabou sendo historicamente instituída como obrigação das mulheres; classificada como trabalho reprodutivo, nunca foi reconhecida nem remunerada. À custa do trabalho desempenhado pelas mulheres, outros atores foram beneficiados: os homens, que ficaram liberados para o trabalho remunerado e reconhecido, e o Estado, que omitiu parte de sua responsabilidade sobre a criação e manutenção dos aparelhos sociais necessários à reprodução da vida.

O debate retomado recentemente na Câmara dos Deputados, através da PEC no 30 - proposta pela Deputada Ângela Portela ainda em 2007 - permite resgatar essa bandeira. Esse talvez seja o principal mérito do projeto, e o que o diferencia estruturalmente da Lei 11.770. Promulgada em 2008, a Lei 11.770 instituiu o Programa Empresa Cidadã, prorrogando por 60 (sessenta) dias a duração da licença-maternidade prevista na Constituição Federal.

No entanto, diversos fatores limitam sua efetividade. Pela proposta, as empresas que aderem ao programa assumem os custos do benefício garantido às trabalhadoras pelo período da prorrogação em troca de isenção fiscal. Como a adesão não é compulsória, a prerrogativa de decidir sobre o assunto é das empresas, o que acaba gerando uma desigualdade de acesso entre as trabalhadoras desse setor.

Em relação à Administração Pública Direta e Indireta, o problema persiste, já que a Lei autoriza, mas não obriga, a prorrogação da licença. A nova proposta mantém o prazo de prorrogação (de 120 para 180 dias) e avança ao estender o benefício a todas as mulheres com vínculo empregatício, obrigando igualmente os setores público e privado a assumi-lo; além disso, responsabiliza integralmente o Sistema Previdenciário pelas despesas geradas.

Também é acertada a justificativa do Projeto, que alega haver fundamentos técnico-científicos e jurídicos suficientes para alterar a Constituição Federal no intuito de "proteger a infância, valorizar a mulher e destacar a função social do trabalho". No entanto, o texto atual ainda carece de importantes reparos, pois desconsidera as mães desempregadas e trabalhadoras informais, assim como desconsidera o papel do pai, abstendo-se do debate sobre a licença-paternidade, que permitiria, potencialmente, o compartilhamento das tarefas de cuidado com a criança nos primeiros meses de vida.

Justamente por se tratar de uma alteração no texto constitucional, é imprescindível que essas e outras questões sejam consideradas e amplamente debatidas. Reconhecendo a função social da maternidade, a CUT defende o compartilhamento da responsabilidade sobre a reprodução da vida entre família, Estado e sociedade. Por isso, reivindica, além da universalização da licença-maternidade de 180 dias, a criação de uma licença-paternidade, a ampliação e estruturação das creches públicas e a redução da jornada de trabalho.


* Graça Sousa é secretária de mulheres da CUT-DF

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Ação direta na Parada Gay


Ontem o Coletivo de Mulheres Estudantes fez uma ação direta de colagem no percurso da Parada Gay.
As frases contra a mercanilização do nosso corpo, contra o machismo, o racismo, a homofobia e pelo direito ao aborto legal, público e seguro foram coladas nos postes, bancas de revista, paredes, em qualquer lugar onde possa ser lidas e refletidas.
Nosso objetivo é quebrar o tabu desses debates, leva-los pra rua e mostrar que eles precisam ser debatidos e questionados, e apresentar a nossa mobilização em defesa dos nossos direitos.

sábado, 26 de setembro de 2009

Parada GAY 2009



PARTICIPE DA PARADA GAY 2009

...PORQUE O AMOR NÃO TEM PADRÃO...


27 de setembro de 2009
Concentração às 12hrs
Na Escadinha do Ver-o-Peso

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Você é favorável ao ensino religioso facultativo nas escolas públicas?

O Senado brasileiro está realizando em seu website a enquete: Você é favorável ao ensino religioso facultativo nas escolas públicas?, relacionada ao Acordo assinado entre Brasil e Santa-Sé. Aprovado em agosto pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara, o texto do Acordo tem 20 artigos que criam um estatuto jurídico e dão direitos à Igreja Católica no Brasil. Entre outros pontos, regulamenta a forma do ensino religioso nas escolas públicas: conforme o Acordo assinado, o modelo adotado deve ser confessional.

Pesquisa do instituto Ibope encomendada pela organização Católicas pelo Direito de Decidir aponta que 75% dos católicos entrevistados discordam ou pelo menos têm restrições a um acordo fechado com apenas uma religião. Entre os católicos, 44% acreditam que um acordo bilateral não deveria existir porque o Estado brasileiro não tem religião oficial. Outros 31% acham que aprovar um acordo desse tipo desrespeita as demais religiões. O porcentual sobe quando as perguntas são feitas a pessoas de outra fé, como os evangélicos. Entre aqueles que se dizem agnósticos, ateus ou de religiões com menos expressão no Brasil, como espíritas e budistas, 82% reprovam o acordo.

Uma vez que a concordata ainda precisa ser ratificada pelo Senado, o CLAM entende ser fundamental que a sociedade se manifeste a respeito do assunto. Clique aqui e opine na enquete do Senado. Até o momento desta publicação, a enquete havia totalizado 23.300 respostas, 73% favoráveis à proposta e 27% contra.

SE VOCÊ NÃO CONCORDA COM O ACORDO, SE VOCÊ NÃO QUER QUE ESSA VIOLAÇÃO DO ESTADO LAICO POR SEJA RATIFICADA, ENTRE NO SITE E VOTE NÃO! http://www.senado.gov.br/agencia/

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Manifesto contra a criminalização das mulheres


Dia 28 de Setembro é o Dia de luta pela Legalização do aborto na América Latina e Caribe! Por isso vamos postar hoje o manifesto da Frente pelo fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. A Frente é composta por diversas organizações e indivíduos. Nós da Marcha Mundial das Mulheres construimos também a Frente! Conheça mais no blog http://frentepelodireitoaoaborto.blogspot.com/
.
Centenas de mulheres no Brasil estão sendo perseguidas, humilhadas e condenadas por recorrerem à prática do aborto. Isso ocorre porque ainda temos uma legislação do século passado – 1940 –, que criminaliza a mulher e quem a ajudar.
A criminalização do aborto condena as mulheres a um caminho de clandestinidade, ao qual se associam graves perigos para as suas vidas, saúde física e psíquica, e não contribui para reduzir este grave problema de saúde pública.As mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, são as que mais sofrem com a criminalização. São estas que recorrem a clínicas clandestinas e a outros meios precários e inseguros, uma vez que não podem pagar pelo serviço clandestino na rede privada, que cobra altíssimos preços, nem podem viajar a países onde o aborto é legalizado, opções seguras para as mulheres ricas.
A estratégia dos setores ultraconservadores, religiosos, intensificada desde o final da década de 1990, tem sido o “estouro” de clínicas clandestinas que fazem aborto. Os objetivos destes setores conservadores são punir as mulheres e levá-las à prisão. Em diferentes Estados, os Ministérios Públicos, ao invés de garantirem a proteção das cidadãs, têm investido esforços na perseguição e investigação de mulheres que recorreram à prática do aborto. Fichas e prontuários médicos de clínicas privadas que fazem procedimento de aborto foram recolhidos, numa evidente disposição de aterrorizar e criminalizar as mulheres. No caso do Mato Grosso do Sul, foram quase 10 mil mulheres ameaçadas de indiciamento; algumas já foram processadas e punidas com a obrigação de fazer trabalhos em creches, cuidando de bebês, num flagrante ato de violência psicológica contra estas mulheres.
A estas ações efetuadas pelo Judiciário somam-se os maus tratos e humilhação que as mulheres sofrem em hospitais quando, em processo de abortamento, procuram atendimento. Neste mesmo contexto, o Congresso Nacional aproveita para arrancar manchetes de jornais com projetos de lei que criminalizam cada vez mais as mulheres. Deputados elaboram Projetos de Lei como o “bolsa estupro”, que propõe uma bolsa mensal de um salário mínimo à mulher para manter a gestação decorrente de um estupro. A exemplo deste PL, existem muitos outros similares. para agravar mais a situação em dezembro de 2008 a mesa diretora da Câmara dos Deputados criou uma CPI - Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a pratica do aborto clandestino no Brasil.
A criação dessa CPI penalizará ainda mais as mulheres pobres e negras , assim como os movimentos que defedem este direito.
A criminalização das mulheres e de todas as lutas libertárias é mais uma expressão do contexto reacionário, criado e sustentado pelo patriarcado capitalista globalizado em associação com setores religiosos fundamentalistas. Querem retirar direitos conquistados e manter o controle sobre as pessoas, especialmente sobre os corpos e a sexualidade das mulheres.
Ao contrário da prisão e condenação das mulheres, o que necessitamos e queremos é uma política integral de saúde sexual e reprodutiva que contemple todas as condições para uma prática sexual segura.
A maternidade deve ser uma decisão livre e desejada e não uma obrigação das mulheres. Deve ser compreendida como função social e, portanto, o Estado deve prover todas as condições para que as mulheres decidam soberanamente se querem ou não ser mães, e quando querem. Para aquelas que desejam ser mães devem ser asseguradas condições econômicas e sociais, através de políticas públicas universais que garantam assistência a gestação, parto e puerpério, assim como os cuidados necessários ao desenvolvimento pleno de uma criança: creche, escola, lazer, saúde.
As mulheres que desejam evitar gravidez devem ter garantido o planejamento reprodutivo e as que necessitam interromper uma gravidez indesejada deve ser assegurado o atendimento ao aborto legal e seguro no sistema público de saúde. Neste contexto, não podemos nos calar!
Nós, sujeitos políticos, movimentos sociais, organizações políticas, lutadores e lutadoras sociais e pelos diretos humanos, reafirmamos nosso compromisso com a construção de um mundo justo, fraterno e solidário, nos rebelamos contra a criminalização das mulheres que fazem aborto, nos reunimos nesta Frente para lutar pela dignidade e cidadania de todas as mulheres.
 Nenhuma mulher deve ser impedida de ser mãe. E nenhuma mulher pode ser obrigada a ser mãe. Por uma política que reconheça a autonomia das mulheres e suas decisões sobre seu corpo e sexualidade.
 Pela defesa da democracia e do principio constitucional do Estado laico, que deve atender a todas e todos, sem se pautar por influências religiosas e com base nos critérios da universalidade do atendimento da saúde!
 Por uma política que favoreça a mulheres e homens um comportamento preventivo, que promova de forma universal o acesso a todos os meios de proteção à saúde, de concepção e anticoncepção, sem coerção e com respeito.
 Nenhuma mulher deve ser presa, maltratada ou humilhada por ter feito aborto!
 Dignidade, autonomia, cidadania para as mulheres!
 Pela não criminalização das mulheres e pela legalização do aborto!Frente nacional pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto

terça-feira, 12 de maio de 2009

FOTOS DO PRÉ-EME

Pré-EME:

Pará é sempre marco na organzação feminista dentro do ME, sempre com as maiores delegações do EME, em 2009 não poderia ser diferente, uma mostra disso foi a etapa estadual que contou com a presença de mais de 100 meninas!!!












sexta-feira, 8 de maio de 2009

Fanzines do Pré-EME

Fanzine do GD de Violência contra a Mulher :




A violência contra mulher,Não é o mundo que a gente quer!!

Fanzine do GD de Legalização do Aborto :






"Legalizar o aborto direito ao nosso corpo"

Fanzines do GD de Mercantilização do Corpo e da Vida das Mulheres :






"A nossa luta é todo dia somos mulheres e não mercadoria"



Fanzines do GD de Mulher na Política :

  • Fanzine n°1:


  • Fanzine n°2:




"A nossa luta é por respeito mulher não é só bunda e peito!!!"

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Mulheres, Rumo ao III EME!!

“Somos mulheres e não Mercadoria!!”, “O Movimento que eu faço tem mulheres em todos os espaços!!”. Essas foram algumas das palavras de ordem gritadas por diversas estudantes ao final do Pré – Encontro de Mulheres Estudantes – Etapa Pará.
O Encontro aconteceu no dia 18 de abril e contou com a presença de mais de 100 estudantes de diversos cursos e de várias Universidades do Pará, que se reuniram em Belém para debater e combater as diversas manifestações de machismo dentro da universidade, além de discutir um novo modelo de Educação que não reforce a falsa verdade de um mundo masculino superior ao feminino, e que não limita a capacidade e a autonomia feminina.
Pela parte da tarde, ocorreram os grupos de discussão onde foram abordados temas importantes para o combate ao machismo e pela autonomia das mulheres, como a legalização do aborto, a violência doméstica, a mercantilização do corpo e vida das mulheres, e a importância da participação das mulheres na política. Ao final de cada GD foram confeccionados fanzines, que serão levados ao III EME, como o resultado do nosso Pré-EME.
O sucesso do Encontro, só foi possível devido à colaboração de todas as meninas do coletivo de mulheres estudantes que ajudaram na mobilização em várias Universidades do Pará, ajudaram na criação do cartaz, correram atrás de estrutura e tornaram possível a sua realização. Agradecemos também, a todas as meninas que participaram do Pré – encontro enriquecendo as discussões e contribuindo para construir a força necessária para combater o machismo em todas as esferas da sociedade.
Rumo ao III EME!!!



Em breve fotos do Pré EME.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

II Encontro de Mulheres Estudantes – Etapa Pará

A Universidade é um espaço privilegiado de produção e circulação de conhecimento, portanto, um espaço fundamental para a construção de uma sociedade sem machismo, onde homens e mulheres sejam iguais em direitos e oportunidades. Entretanto, ainda hoje, a Universidade tem sido reprodutora de desigualdades que estruturam a sociedade, entre elas a desigualdade entre homens e mulheres.

Em virtude disso, a luta por uma Educação Feminista é fundamental para a mudança da sociedade. Uma Educação que implemente idéias e valores novos que não reforcem a falsa verdade de um mundo masculino superior ao feminino, e que não limita a capacidade e a autonomia feminina; ao contrário, estabelece condições de igualdade de oportunidades para ambos os sexos. É isso que queremos!

Nós, estudantes, temos papel fundamental na construção de uma educação não sexista. Por isso, discutir a educação que queremos será o tema prioritário no II Encontro de Mulheres Estudantes – Etapa Pará.

A auto-organização das mulheres é fundamental, pois somente com um forte movimento de mulheres é possível construir a força necessária para combater o machismo em todas as esferas da sociedade.

Convidamos todas a participar do II Encontro de Mulheres Estudantes – Etapa Pará, este será um espaço importante de debate e de formulação do olhar feminista sobre a Universidade.

Programação:


09h –Abertura e Vídeo


10h –Painel: “Novas Alternativas para uma Educação Feminista”


12h - Almoço


13:00h – Painel: “A mercantilização e a vida das mulheres: do padrão de beleza ao tráfico internacional”


14:30h - Grupos de Discussão Temáticos

· Aborto: Pelo Direito de decidir!

· Violência Doméstica e a Pedofilia

· Lugar de Mulher é na política!

· As faces da mulher na mídia


16:00h – Encerramento: “Mulheres em Movimento: Rumo ao III EME