segunda-feira, 5 de abril de 2010

Taí! Boa idéia.

As mulheres vivem dizendo que, se os homens podem tirar a camisa em público, elas também deveriam poder. Todo mundo já ouviu isso pelo menos uma vez na vida. Só que, neste sábado, em Portland, Maine (nos EUA), 24 mulheres se reuniram para mostrar que é possível.

A ideia foi da ativista Ty MacDowell e sua intenção era justamente esta – mostrar que as mulheres e os homens deveriam ter direitos iguais no que diz respeito a andar sem camisa.

Entretanto, MacDowell se irritou com a quantidade de curiosos que o evento atraiu e, principalmente, com o tanto de gente que tirava foto das mulheres de topless sem ao menos pedir permissão.

- Quando todo mundo está vestido, qualquer pessoa pede autorização para tirar uma foto. Por que é que agora, quando as mulheres fazem topless, ninguém pede nada?

De acordo com o jornal Portland Press Herald, cerca de 500 pessoas acompanharam a marcha. Mulheres tiraram suas camisetas e desfilaram de peito aberto em nome da liberdade, mas os fotógrafos de celular eram maioria.

Não houve problemas com a polícia e ninguém foi detido porque, em Maine, não há nenhuma lei que impeça as mulheres de mostrar os peitos em público.

Comentário nosso: com o calor que faz por essas bandas, até que não seria má idéia, né? Hahaha! O único problema, grande diríamos, é que nossa sociedade machista já culpa as mulheres pela violência sexual que sofremos, sem camisa então...

Fonte: Maine Sunday Telegram / com edição do Mulheres em Marcha

sábado, 3 de abril de 2010

Foi Apenas um Sonho

Titulo original: Revolutionary Road
Lançamento: 2008 (Estados Unidos)
Gênero: Drama
Duração: 119 min
Direção: Sam Mendes
Roteiro: Justin Haythe
Elenco: Zoe Kazan, David Harbour, Kate Winslet, Leonardo DiCaprio, Michael Shannon, Kathy Bates, Dylan Baker, Kathryn Hahn
Montagem: Tariq Anwar
Trilha Sonora: Thomas Newman

Sinopse:
Frank e April sempre se consideraram especiais, diferentes, prontos e dispostos a levar uma vida baseada em altos ideais. Assim, quando se mudam para o novo lar na Revolutionary Road, eles orgulhosamente declaram sua independência e prometem jamais ficarem presos aos limites sociais de sua época. Mas mesmo com todo o seu charme, os Wheeler se veem tornar exatamente o que não esperavam: um bom homem preso num trabalho de rotina e uma insatisfeita dona-de-casa sedenta por realização e paixão - uma família americana com sonhos perdidos, como outra qualquer. Determinados a mudar o destino, April arma um ousado plano para recomeçar: deixar o conforto de Connecticut para trás e ir para Paris. Porém, quando o plano é colocado em prática, eles são levados a seus extremos - um para fugir, seja qual for o preço, o outro para salvar tudo o que eles têm.
Fonte: cinemaemcena.com.br

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Abacaxi, xixi, xixi...

O que o ser humano não é capaz de fazer para se aliviar de uma bexiga transbordante? Diríamos que quase tudo, não é mesmo? Para as mulheres, então, o negócio se complica muito pela ausência do tal "aparelhinho-de-fazer-xixi-em-pé"(será que Freud se referia a isso quando falava da inveja feminina do pênis? Sim, porque só assim ele acertaria em cheio a questão...)

Bem, o jeito para nós, mulheres, é fazer uso banheiros públicos, né? Leia sobre o sofrimento que passamos! Se você é mulher, vai se ver neste texto. Se é homem, vai entender esta complexa realidade e, quiçá, ser mais solidário.

Aprecie esta republicação do post que fez sucesso aqui no Blog em dezembro passado, sob o título Pra descontrair no feriadão.

Olha que situação! Ou Abacaxi, xixi, xixi!
Na marcha, o jeito era fazer as barreirinhas com as bandeiras ao longo da Anhanhuera (foto: Marcela Mattos). Para isso, contamos com a solidariedade das companheiras e muito bom humor.

quarta-feira, 31 de março de 2010

LUTA: SUBSTANTIVO FEMININO (PARTE II)



Mulheres,

Disponibilizamos no blog para vocês o link para baixar o livro "Luta: Substantivo Feminimo" já comentado aqui por nós.

Para baixar: http://portal.mj.gov.br/sedh/livromulheres.pdf

"Seguiremos em marcha, até que todas sejamos livres"

Diálogos Juvenis: A jovem mulher na atualidade

Hoje, ás 17:30 na Casa da Juventude, vai haver um debate muito interessante sobre mulheres jovens. Esse é um dos debates promovidos pela Casa da Juventude no projeto Diálogos Juvenis, onde vários temas sobre a juventude paraense serão apresentados.

terça-feira, 30 de março de 2010

Foi legal!

Na reunião de ontem, tiramos responsáveis pela organização e mobilização da nossa confraternização. Além de termos trocado muitas fotos da Ação de 2010 da MMM.

Quem tiver fotos da Ação, leve no dia 10, pois queremos registrar todos os momentos marcantes da nossa participação.

Aí vai mais um. Esta foto é da abertura, lá em Campinas.

segunda-feira, 29 de março de 2010

LUTA, SUBSTANTIVO FEMININO

Foi Lançado no dia 25 de março esse livro, que trás a história de 45 mulheres mortas pela ditadura, e o relato de 27 sobreviventes...

São histórias de terror, não existem adjetivos, por isso, abaixo alguns trechos para entendermos do que se trata essa importante obra, para nunca esquecermos o que foi a luta das mulheres por direitos e democracia

”Eu sabia que estava com um cheiro de suor, de sangue, de leite azedo. Ele [delegado Fleury] ria, zombava do cheiro horrível e mexia em seu sexo por cima da calça com olhar de louco.” De Rose Nogueira, jornalista em São Paulo. Da ALN, foi presa em 1969, semanas depois de dar à luz.

“No quinto dia, depois de muito choque, pau de arara, ameaça de estupro e insultos, abortei. Quando melhorei, voltaram a me torturar.” De Izabel Fávero, professora de administração em Recife. Da VAR-Palmares, foi presa em 1970.

“Eu passei muito mal, comecei a vomitar, gritar. O torturador perguntou: “Como está?”. E o médico: “Tá mais ou menos, mas aguenta”. E eles desceram comigo de novo.”   De Dulce Chaves Pandolfi, professora da FGV-Rio. Da ALN, foi presa em 1970 e serviu de “cobaia” para aulas de tortura.

“Eu não conseguia ficar em pé nem sentada. As baratas começaram a me roer. Só pude tirar o sutiã e tapar a boca e os ouvidos.”  De Hecilda Fontelles Veiga, professora da Universidade Federal do Pará. Da AP, foi presa em 1971, no quinto mês de gravidez.

“Eu era jogada, nua e encapuzada, como se fosse uma peteca, de mão em mão. Com os tapas e choques elétricos, perdi dentes e todas as minhas obturações.” De Marise Egger-Moellwald, socióloga, mora em São Paulo. Do então PCB, foi presa em 1975. Ainda amamentava seu filho.

“Eu estava arrebentada, o torturador me tirou do pau de arara. Não me aguentava em pé, caí no chão. Nesse momento, fui estuprada.”  De Gilze Cosenza, assistente social aposentada de Belo Horizonte. Da AP, foi presa em 1969. Sua filha tinha quatro meses.

Hoje tem reunião!!!

Meninas, não esqueçam que hoje teremos reunião da MMM-Pa no Sindicato dos Bancários, às 18hrs.

Vamos debater a confraternização da delegação do Pará que foi pra ação de 2010, nossa organização após a ação e a agenda desse período.

Não faltem!!!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Mais de 3200

Pelo título, você achou que era sobre a Marcha que estavamos falando, né? Não, não. Agora se trata do Blog mesmo.

Pouco mais de 3 meses de contador e já passamos a marca de mais 3.200 acessos (pessoas diferentes em dias diferentes). Isso sem falar que dos 5.800 pageviews (número de vezes em que o Blog foi visualizado).

Seguimos com grande acesso do Pará, São Paulo e Portugal. Valeu!
Atualizado em 29/03, às 14h.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Livro: As Origens e a Comemoração do Dia Internacional das Mulheres

Durante a 3º Ação internacional da Marcha Mundial das Mulheres foi lançada a tradução para o português de um livro muito interessante de Ana Isabel Alvarez González, “ As Origens e a Comemoração do Dia Internacional das Mulheres”. Diversas são as histórias que existem sobre esse dia, que é comemorado no 08 de março, e a autora nos apresenta uma possibilidade de desvendarmos esses fatos e mitos sobre uma data tão simbólica para a luta das mulheres e para a sociedade como um todo.

A pesquisa realizada pela autora vai a fundo conhecer a história do movimento de mulheres socialistas do final do século 19 e início do século 20. Revela embates e contradições dentro do movimento socialista quanto ao reconhecimento da importância da igualdade entre os sexos e da libertação das mulheres.

A luta das mulheres reivindicava o direito ao voto, ao reconhecimento como portadoras de bens e direitos, o acesso ao trabalho e ao espaço público. A autora relata os acontecimentos do trágico e marcante incêndio em uma fábrica nos Estados Unidos, onde mais de cem operárias foram mortas. Tal evento foi de suma importância para o desenvolvimento do movimento operário estadunidense, no entanto, a autora desconstrói o mito que o vincula à criação do Dia Internacional das Mulheres.

Ao se completar um século desde que as mulheres socialistas reunidas em Copenhague aprovaram a proposta do Dia Internacional das Mulheres, a recuperação do significado dessa data é uma contribuição importante para a reflexão sobre os desafios, as formas de organização e as reivindicações que mobilizam a lutadas mulheres ainda hoje.

Se liga nas novidades

Conforme anunciado, colocamos as palavras de ordem na lateral direita do Blog. Também está lá a música da 3ª Ação, composta pela Gerusa (RS).

Quem tiver fotos, mande para mulheres.em.marcha@gmail.com que, de repente, a gente faz um álbum da delegação... Mande aí!

quarta-feira, 24 de março de 2010

As imagens também falam







Olha, clicando no título deste post você viaja até muitas fotos da Marcha. Aí embaixo? Apenas um aperitivo.

Relato sobre a Ação de 2010

Um dos mais emocionantes relatos do que foi a Marcha de Campinas à São Paulo, porém nem perto do que cada militante sentiu durante a caminhada ou na chegada à São Paulo. Vale a pena dar uma lida.


Com a presença de mulheres de todo o País, marcha mundial encerra jornada de 10 dias

”Boa tarde, Osasco. Estamos aqui para dizer que se a mídia não mostra porque estamos em marcha desde o dia 8, viemos falar para vocês que o feminismo é a luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres”.
Foi assim que as cerca de três mil manifestantes anunciaram a chegada ao centro do município da grande São Paulo, no início da tarde desta quinta-feira (18). A cidade foi a última pela qual passou a 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial de Mulheres (MMM), antes de terminar na praça Charles Miller, diante do estádio do Pacaembu, com um grande ato político.
Por dez dias, companheiras de diversas etnias e de todos os estados do País percorreram mais de 100 km no Estado paulista passando por Campinas, Valinhos, Vinhedo, Louveira, Jundiaí, Várzea Paulista, Cajamar, Jordanésia e Perus.
Com o tema “Seguiremos em marcha até que sejamos todas livres”, a mobilização construída por entidades como a CUT, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), celebrou os 10 anos da Marcha e debateu os eixos que compõem a ação: autonomia econômica das mulheres, o acesso a bens comuns e serviços públicos, a paz e a desmilitarização e o fim da violência contra as mulheres.

Por que não vai pilotar fogão?
Um sol forte recebeu a imensa onda lilás organizada em duas gigantescas filas indianas. Pelas vias principais de Osasco, elas entregavam panfletos explicando a origem e a motivação da passeata e tratavam de cada bandeira de luta. “O machismo é a causa da violência contra nós. Queremos políticas públicas para coibir essa prática e o fim da impunidade”, afirmou Sônia Coelho, militante da MMM, que em sua intervenção também defendeu a legalização da prática do aborto “como último recurso daquela mulher que não pode ou não deseja ter um filho em determinado momento da vida.”

Munidas de bandeiras, cartazes, cabos de vassoura transformados em baquetas e latas e tambores fazendo as vezes de instrumentos musicais, elas encerraram a primeira parte do trajeto na estação Comandante Sampaio, rumo à Barra Funda, de onde partiriam para o Pacaembu.
Uma composição exclusivamente destinada às marchantes aguardava enquanto passavam pelas catracas. Antes de prosseguir a viagem, a maquinista Andréia Melo contou o preconceito que enfrenta quase que diariamente no exercício da profissão. “Já ouvi diversas vezes passageiros dizendo “por que não vai pilotar fogão?”, ainda mais quando há atraso, isso quando não falam “tinha que ser mulher” ao ver que sou eu a maquinista”, explica ela, responsável por transportar uma média de 10 mil pessoas diariamente.
Por volta das 16h30, as manifestantes, separadas por estados nos vagões, partiram rumo à última parada.

Sem comida não há revolução
Pouco antes das 17h, de mãos dadas elas subiram as escadas da estação Barra Funda. Nesse trecho, companheiras que não puderam fazer parte da caminhada se uniram à batalha e outras ganharam visibilidade.
A chegada à praça Charles Miller foi emocionante. Muitas se abraçavam e a sempre citada comissão de cozinha pode cantar o grito de guerra: “a cozinha é o coração, sem comida não há revolução”. Direto do Rio Grande do Norte, a assistente social Cláudia Lopes coordenou uma equipe de voluntárias composta por 80 mulheres fixas e outras 20 que se revezavam na preparação dos alimentos. A cada café da manhã, almoço e jantar, a correria era imensa para preparar duas mil refeições. “Volto para casa com a sensação de tarefa cumprida”, comentou.

Os números da manifestação deixam clara a grandiosidade da passeata: além das 100 mulheres que cozinharam, outras 200 cuidaram da limpeza, inclusive nos alojamentos, e mais 60 eram responsáveis por oferecer todo o suporte necessário. Foram consumidas cinco toneladas e meia de legumes, seis toneladas de carne, duas toneladas de arroz, uma tonelada de feijão e 200 quilos de farinha de mandioca. Na estrada, foram 50 mil copos de água e no alojamento, 200 mil litros.

Nos discursos em cima do carro de som, as lideranças apontavam que a próxima missão será difundir tudo que aprenderam nos locais onde viviam. “O ideal de que seguiremos em marcha até todas sejamos livres deve virar realidade em nossas vidas e reverberar nos espaços onde vivemos”, lembrou Bernadete Monteiro, da executiva nacional da Marcha Mundial de Mulheres.
“Nossos temas não são das mulheres apenas, mas de todos que querem construir uma sociedade livre e com justiça social”, disse Etelvina Maccioli, representando o MST e a Via Campesina.

Em nome das indígenas das tribos Macuxi, Cariri, Pataxó Hãhãhãe, Tupinambá e Baré, presentes na marcha, Iranilde 'Olga' Barbosa, destacou a importância da jornada no embate diário. “São nas nossas bases, onde somos violentas e onde a população indígena vê seus direitos serem desrespeitados, que o combate recomeça. Em 2005, quando participei da 2ª ação internacional, conseguimos fortalecer a luta e espero que o mesmo aconteça agora.”

Enquanto não houver igualdade, a marcha continua
Secretária de Meio Ambiente da CUT e também representante da Contag, Carmen Foro, ressaltou que o movimento feminista sai fortalecido. “Deixamos nossas casas e nossos afazeres porque acreditamos que podemos mudar o mundo. Vamos seguir em marcha até que tenhamos o fim da violência, a reforma agrária para fortalecer a agricultura familiar, a divisão sexual do trabalho, salário justo e para que todas tenham direito a decidir sobre o próprio corpo. Cada uma de nós voltará para o lugar onde vive e construirá um feminismo mais forte.”

A Secretária da Mulher Trabalhadora, Rosane Silva, afirmou que a mudança exige unidade. “Nesses 10 dias mostramos que somos capazes não apenas de organizar as mulheres, mas também a classe trabalhadora e promover a transformação do mundo para um modelo feminista e socialista. Porém, sozinhas não vamos chegar a lutar algum e por isso a CUT compõe desde o início a Marcha Mundial de Mulheres. Acreditamos em um outro modelo de desenvolvimento mais justo, solidário e igualitário.”

A seguir, a Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP, Sônia Auxiliadora, lembrou da relação dos movimentos sociais com o poder público paulista. “Foi muito importante a luta ter passado pelas cidades de um Estado marcado pelo neoliberalismo, pelo capitalismo e pela falta de diálogo. Vivemos numa sociedade muito diversificada e ao mesmo tempo, extremamente desigual. Por isso, a CUT tem lutado para que o lugar da mulher não seja atrás de um fogão, mas sim na política e no movimento sindical.”Coordenadora nacional da MMM, Nalu Farias, mostrou a satisfação com a comemoração no ano do centenário da declaração do Dia Internacional da Mulher. “Estamos muito orgulhosas porque celebramos de forma digna os 100 anos do 8 de março e resgatamos o passado de nossas antepassadas socialistas. Nos 10 anos da marcha, quisemos construir um campo de movimento das mulheres onde coubessem todas e consolidamos esse desejo, além de exercer uma visão crítica ao modelo opressor do racismo, do patriarcado, do machismo, da homofobia, da lesbofobia e do desrespeito ao meio ambiente”, afirmou.

Por fim, da mesma forma que Rosane, ela também enalteceu a necessidade de aproximar todos os defensores da liberdade no mundo. “Neste 18 de março, mais 50 países estão encerrando esse movimento internacional e uma de nossas bandeiras é a defesa da soberania dos povos. A verdadeira integração regional entre Caribe e a América Latina só acontecerá quando houver a soberania da mulher. Enquanto existir uma única oprimida, violentada ou explorada, seguiremos em marcha.”

Escrito por Luiz Carvalho

segunda-feira, 22 de março de 2010

One, oone, o Pará tem megafone!

Pessoas, finalmente compramos nosso megafone! Adquirido nesta segunda a tarde, em São Paulo, ele é lilás e foi pago com a arrecadação das nossas atividades financeiras.

Agora a Zoada Feminista tem algum profissionalismo... rsrsrs.

Vamo lá: One, oone, o Pará tem megafone! One, oone, o Pará tem megafone!

Joãozinho e Raimundo

Essas foram enviadas pela Lorena, na tarde de ontem. Quem lembrar de outras, é só dizer!

'Faz o trabalho doméstico, Joãozinho,
Lava a roupa e põe o lixo, Joãozinho,
Faz o trabalho doméstico, Joãozinho,
Ouuuuuu fica sozinho.'

'Raimundo, Raimundo,
Limpa esse chão imundo!'

Quando estavamos já no final da caminhada, com muita fome já, era assim:

'João, João,
Cadê o meu feijão?"

PS. tem outra do João que não dá pra publicar, né?

domingo, 21 de março de 2010

Mais palavras

Mais algumas palavras de ordem que embalaram nossos passos desde Campinas rumo à São Paulo.

Pisa ligeiro, pisa ligeiro,
Quem não pode com as mulheres
Não atiça o formigueiro,

Mulher não foi feita pra serviço de cozinha,
Salsa, cebola e cebolinha,
Mulher não foi feita pra levar tapinha,
Na cara, no braço, ndm na bundinha.

Sou feminista, não abro mão,
Do socialismo e da revolução.

Se tem violência contra a mulher
A gente mete a colher.

Novas palavras de ordem

Criamos e aprendemos novas palavras de ordem durante a marcha. Veja algumas!

Zeca, Zeca,
Lava a tua cueca

Cadê o homem
Que engravidou?
Porque o crime é da mulher que abortou?

Legalize,
O corpo é nosso,
Nossa escolha,
É pela vida das mulheres.

Tem socialista?
Tem, tem, tem, tem, tem!
Tem feminista?
Tem, tem, tem, tem, tem!
Todas as raças?
Tem, tem, tem, tem, tem!
Quem é do povo,
Vem, vem, vem, vem, vem!

Quem lembrar de outras, se pronuncie. Depois, vai tudo pra lateral direita do Blog. Vamos compartilhar mais coisas que vivemos por aqui.

sábado, 20 de março de 2010

Ato público encerra 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil

O fim da caminhada de Campinas a São Paulo representa o fortalecimento da luta feminista e contribui para a integração dos movimentos sociais no país, tendo a solidariedade mundial como um dos valores.

Após onze dias de caminhada desde Campinas, de onde saíram no dia 8 de março, as duas mil militantes da Marcha Mundial das Mulheres chegam nesta quinta-feira (dia 18) a São Paulo, destino final da 3ª Ação Internacional do movimento. Ao todo, três mil mulheres dos 27 estados brasileiros participaram da chamada Ação 2010, que tem quatro eixos de luta: autonomia econômica das mulheres, paz e desmilitarização, pelo fim da violência sexista e pela defesa dos bens comuns e serviços públicos.

As militantes andaram, no total, 116 quilômetros, incluindo as entradas nas cidades de Valinhos, Vinhedo, Louveira, Jundiaí, Várzea Paulista, Cajamar e Osasco, além dos distritos de Jordanésia e Perus. Elas caminhavam pela manhã e, à tarde, realizavam atividades de formação. A de ontem, em Osasco, foi um debate sobre a integração dos povos e o papel do Estado.

“Lutamos pelo aumento do salário mínimo, pela construção de creches públicas de qualidade, pela legalização do aborto. São demandas que se chocam com os valores da sociedade patriarcal, racista e capitalista na qual vivemos. Por isso nossa batalha é árdua, é transformadora, já que o neoliberalismo na década de 1990 conquistou corações e mentes”, analisou Vera Soares, militante da Marcha e do campo da economia solidária.

A luta contra a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e contra a Organização Mundial do Comércio (OMC) uniu diversos movimentos sociais na resistência ao neoliberalismo. “As mulheres souberam aproveitar bem esse momento para se fortalecerem. A partir daí, ganhou visibilidade o projeto de integração dos povos latino-americanos”, relatou Nalu Farias, da coordenação da Marcha e da Sempreviva Organização Feminista (SOF). Ela lembrou também que na América Latina nasceram conceitos que atualmente reanimam a luta socialista mundial, como soberania alimentar (gestado pelo movimento camponês) e bem viver (fruto dos movimentos sociais da Bolívia e do Equador). “Tivemos a eleição de presidentes de esquerda em vários países da América Latina. Foi um sinal de que as pessoas queriam dar um basta ao neoliberalismo. Representou um avanço, mas também um desafio: obrigou-nos a criar espaços de diálogo com os governos”, avaliou Nalu.

O risco da cooptação dos movimentos sociais e do aparelhamento do Estado foi lembrado respectivamente por Ângela Silva, do movimento de moradia de São José dos Campos (SP), e por Terezinha Vicente Ferreira, da Articulação Mulher e Mídia, ambas militantes da Marcha. “Um exemplo de solidariedade regional foi o Brasil não ter reconhecido o governo golpista de Honduras. Mas eu me pergunto, caso o golpe tivesse sido aqui, se teríamos persistido na resistência a ele, como fez o povo de Honduras. Receio que não, porque a esquerda do Brasil está esfacelada e bastante desacreditada”, lamentou Ângela. “O Estado, tal qual o conhecemos, historicamente foi construído pela imposição. E a disputa para ocupar seus espaços e cargos tem dividido os movimentos sociais brasileiros”, argumentou Terezinha.

Tatiana Berringer, da Assembléia Popular, destacou a importância de fazer frente a este esfacelamento da esquerda e acumular poder popular, a fim de transformar a sociedade. “Acredito que a Marcha Mundial das Mulheres seja um exemplo deste acúmulo”, comemorou a militante. Elaine, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra na Bahia (MST-BA), concordou com a avaliação: “Nós do MST sabemos bem, na pele, como dói dificuldade de integração com a sociedade. A Marcha Mundial das Mulheres cumpre um pouco esse papel de integração dos movimentos”.

Seguiremos em marcha
O lema da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres é “Seguiremos em marcha, até que todas sejamos livres”. Por isso, nem no Brasil, nem nos outros 51 países que realizaram atividades no primeiro período de lutas (de 8 a 18 de março), esta quinta-feira significa um ponto final. No ato público em São Paulo, marcado para às 16h na Praça Charles Miller (ao lado do estádio do Pacaembu), estarão presentes, por exemplo, as bonecas Caminhantes, construídas pelas militantes que participam da Ação 2010. Elas representarão o país no segundo período de lutas, de 7 a 17 de outubro, na República Democrática do Congo.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Formigueiro

Presta atenção (clique na foto para vê-la maior): estamos lá embaixo, em cima do viaduto e seguimos na curva da pista. Eramos muitas mesmo. Além do calos e joelhos doendo, ficam a esperança de outro mundo e as lembranças de momentos marcantes, como esse da foto (11/03).

quarta-feira, 17 de março de 2010

Marcha Mundial das Mulheres completa dez dias na estrada

As duas mil militantes chegaram a Osasco, onde debaterão a integração dos povos e o papel do Estado na transformação da vida das mulheres (e, em última instância, do mundo).

Esta quarta-feira (dia 17) é o décimo dia da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil, véspera da chegada a São Paulo e do encerramento com ato público na Praça Charles Miller. Hoje, chegaram a Osasco as duas mil militantes que no dia 8 de março iniciaram em Campinas a grande caminhada de luta e formação. Elas saíram às 6h da manhã do Centro Santa Fé, em Perus, no quilômetro 26 da rodovia Anhanguera, e durante quase cinco horas marcharam 14 quilômetros.

Nos dez dias de caminhada, as militantes já percorreram um total de 108 quilômetros. Desta vez, quem puxou a Marcha foi a delegação de Minas Gerais, que inovou na mística de mobilização. Funcionando como comissão de frente, o grupo de teatro mineiro Obscenas fez uma performance em memória das mulheres brasileiras violentadas e assassinadas.

À medida que a Marcha vai se aproximando da capital paulista, centro do capitalismo brasileiro, cresce a interação crítica com seu entorno. De Perus a Osasco, as duas mil militantes, vindas de todos os estados brasileiros, passaram na frente do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) e do Centro de Distribuição do Grupo Pão de Açúcar. No primeiro, entoaram palavras e cantos de protesto contra a mercantilização do corpo das mulheres e a criminalização dos movimentos sociais, promovida pela mídia comercial brasileira. No segundo, as vaias contra o empresário Antônio Ermírio de Moraes (dono do Grupo Pão de Açúcar) tiveram como pano de fundo a luta por soberania alimentar e pelo fortalecimento da agricultura camponesa e familiar.

Nesta tarde, no Sindicato dos Metalúrgicos, local do alojamento em Osasco, a Marcha fará um debate aberto sobre “integração dos povos como alternativa e o papel do Estado”. Em pauta, uma avaliação dos avanços, limites e desafios para as políticas públicas no Brasil e em nível regional. Amanhã, às 13h, as caminhantes partem com destino ao estádio do Pacaembu, em São Paulo, na frente do qual acontecerá um grande ato público de encerramento desta Ação 2010.

Paz e desmilitarização

Ainda no Centro Santa Fé, ontem à tarde, a Marcha Mundial das Mulheres debateu paz e desmilitarização. A presença da médica cubana Aleida Guevara, filha do revolucionário cubano Che Guevara, emocionou as militantes, algumas das quais incorporaram o papel de verdadeiras tietes. “É bom estar aqui e conhecer pessoas bem preparadas para a luta, que buscam soluções para os seus problemas”, declarou a militante cubana, agradecendo a acolhida calorosa.

A maioria dos intelectuais cubanos é composta por mulheres. Elas representam, por exemplo, 63,8% dos médicos gerais e 65% dos graduados em nível superior. Em Cuba, o aborto é legalizado e a licença maternidade dura 12 meses, podendo ser dividida entre a mãe e o pai. “Eu nasci em um país socialista, onde a mulher é tratada com respeito e igualdade de direitos”, comemorou Aleida. “Não podemos dar receitas, nem dizer o que vocês precisam fazer. Mas podemos mostrar nossa realidade e dizer que, se um país pequeno e pobre como o nosso conseguiu, o Brasil também consegue”, incentivou a cubana.

Um dos itens da plataforma de reivindicações da Marcha Mundial das Mulheres é a retirada das missões militares da Organização das Nações Unidas (ONU) do Haiti e da República Democrática do Congo. “A presença militar da ONU deve ser emergencial e rápida. No Congo, as tropas já estão há dez anos, provocando inflação com os salários em dólares dos soldados. O caminho para a paz passa necessariamente pela autodeterminação das mulheres e pela soberania dos povos”, defendeu Miriam Nobre, coordenadora internacional da Marcha.

Fonte: site da Ação