quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Que venha 2010!
Sem dúvida, o que mais queremos neste momento é renovar as esperanças de um mundo mais fraterno e solidário no futuro. É preciso cultivar hoje as sementes do novo mundo que, mais do que nunca, precisamos construir.
Para as mulheres, este foi um ano difícil e por isso mesmo de muita luta. Contrariando o que ouvimos cotidianamente nas TV’s, universidades, escolas, trabalho e rodas afins, não vivemos tão próximo da igualdade, não. Não alcançamos nossos espaços.
Para nós, da Marcha Mundial das Mulheres, que temos compromisso com a mudança do mundo, das suas relações sociais e econômicas desiguais e opressoras, essa igualdade está bem longe de ser realidade (pra falar a verdade).
Em 2009, tivemos a proliferação das mulheres frutas (uma verdadeira salada coisificante), o famoso “Caso Uniban” e uma ofensiva conservadora contra a autonomia das mulheres sobre seus corpos e suas vidas, expressa pela CPI do aborto e pelo seguimento dos processos criminais no Mato Grosso. Há poucos dias, ouvimos relatos de violências extremas na guerra civil do Suriname, em que mais uma vez as mulheres foram violentadas sexualmente, usadas como troféus dos “vencedores”.
Este ano, vimos o quanto o machismo está enraizado na sociedade. Por isso, em todos os espaços devem ecoar nossos gritos de mudança, nossos batuques revolucionários.
Quando militamos politicamente pelo que acreditamos, praticamos um ato de esperança e de coragem, pois nem sempre o debate e o enfrentamento são fáceis ou causam os resultados que esperamos. Mesmo assim, acumulamos força e experiência.
Em 2010, vamos marchar por 10 dias, companheiras. E cada atividade política e financeira que realizamos para garantir nossa delegação paraense na Marcha é uma expressão de que o feminismo é muito importante pra nós, que ele é atual e necessário. Cada passo partindo de Campinas em direção a São Paulo é a afirmação de que as mulheres são o sujeito político capaz de construir sua própria história e, em aliança, construir plataformas e lutas amplas de mudança.
Que nossas esperanças e ânimos de luta se renovem para 2010. Nossa 3ª Ação Internacional nos espera.
Um 2010 de muitas realizações individuais e coletivas para todas nós!
Blog da MMM Bahia. Lindo...
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Terra Fria

Título original: North Country
Gênero: Drama
Duração: 126 min
Lançamento: 2005 (EUA)
Estúdio e distribuição: Warner Home Vídeo
Direção: Niki Caro
Elenco: Charlize Theron, Elle Peterson, Thomas Curtis, Frances McDormand, Sean Bean, Woody Harrelson, Sissy Spacek e Richard Jenkins.
Roteiro: Michael Seitzman, baseado em livro de Clara Bingham e Laura Leedy
Produção: Nana Greenwald, Jeff Skoll e Nick Wechsler
Trilha Sonora: Gustavo Santaolalla
Fotografia: Chris Menges
Direção de arte: Gregory S. Hooper
Sinopse:
A vencedora do Oscar de Melhor Atriz por "Monster", Charlize Theron, interpreta Josie Aimes, uma jovem mãe que foge do marido agressor, no início dos anos 70. Ela volta para Minessota, sua terra natal, e se torna uma das primeiras mulheres a trabalhar em uma mina de ferro, cujos empregados eram na maioria moradores locais, incluindo seu pai. Josie e suas colegas são constantemente molestadas, verbalmente e fisicamente, pelos homens que trabalham com elas. Mesmo reclamando, não conseguem respeito, pois os proprietários da mina ignoram a situação. Josie, então, decide mover uma ação legal contra eles. - A história é uma versão ficcionalizada do caso real Jenson vs. Eveleth Mines, primeiro processo bem sucedido de assédio sexual julgado nos Estados Unidos.
"Dicas de Filmes" estréia hoje

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Brechó 2. A missão!

Em vendas, o Brechó 2 faturou quase o dobro do 1.
Poxa, muito obrigada:
- Isabel, por conseguir o espaço e pelo lanche delicioso;
- Bel, pelo maravilhoso almoço;
- Priscila e Débora, pela etiquetagem e caixa, respectivamente;
- Nosso Banho na Fazenda, pelo espaço;
- todas que compareceram a mais esta tarefa militante.
Bicicleta e TV são da Bel, mãe da palhaça trovadoura.
Ela merece: Bel generosamente fez o almoço de domingo da equipe do Brechó 2. Obrigada!
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Pra descontrair no feriadão

Ela ensinava a limpar o assento com papel higiênico e cuidadosamente colocava tiras de papel no perímetro do vaso e instruía: "Nunca, nunca sente em um banheiro público"
E, em seguida, mostrava "a posição", que consiste em se equilibrar sobre o vaso numa posição de sentar sem que, no entanto, o corpo entre em contato com o vaso.
"A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, super importante e necessária, e irá nos acompanhar por toda a vida.
Quando você TEM que ir ao banheiro público, encontra uma fila de mulheres, que faz você pensar que o Brad Pitt deve estar lá dentro.
Você se resigna e espera, sorrindo para as outras mulheres que também estão com braços e pernas cruzados na posição oficial de "estou me mijando".
Finalmente chega a sua vez.
Você, então verifica cada cubículo por baixo da porta para ver se há pernas. Todos estão ocupados.
Finalmente, um se abre e você se lança em sua direção quase puxando a pessoa que está saindo.
Você entra e percebe que o trinco não funciona (nunca funciona); não importa... você pendura a bolsa no gancho que há na porta e se não há gancho (quase nunca há gancho), você inspeciona a área... o chão está cheio de líquidos não identificados e você não se atreve a deixar a bolsa ali, então você a pendura no pescoço enquanto observa como ela balança sob o teu corpo, sem contar que você é quase decapitada pela alça porque a bolsa está cheia de bugigangas.
Mas, voltando à porta...
Como não tinha trinco, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto, com a outra, abaixa a calcinha com um puxão e se coloca "na posição".
Alívio...... AAhhhhhh.....finalmente...
Aí é quando os teus músculos começam a tremer ...
Porque você está suspensa no ar, com as pernas flexionadas e a calcinha cortando a circulação das pernas, o braço fazendo força contra a porta e uma bolsa de 5 kg pendurada no pescoço.
Você adoraria sentar, mas não teve tempo de limpar o assento nem de cobrir o vaso com papel higiênico.
No fundo, você acredita que nada vai acontecer, mas a voz de tua mãe ecoa na tua cabeça "jamais sente em um banheiro público!!!" e, assim, você mantém "a posição" com o tremor nas pernas...
Você procura o rolo de papel higiênico, maaassss, $#!&*$%##Você procura o rolo de papel higiênico, maaassss, $#!&*$%##$&...!
amp;...!
O rolo está vazio...! (sempre)
Então você pede aos céus para que, nos 5kg de bugigangas que você carrega na bolsa, haja pelo menos um miserável lenço de papel.
Mas, para procurar na bolsa, você tem que soltar a porta. Você pensa por um momento, mas não há opção...
E, assim que você solta a porta, alguém a empurra e você tem que freiá-la com um movimento rápido e brusco enquanto grita: TEM GENTE!!!
Aí, você considera que todas as mulheres esperando lá fora ouviram o recado e você pode soltar a porta sem medo, pois ninguém tentará abrí-la novamente (nisso, nos respeitamos muito) e você pode procurar teu lenço sem angústia.
Você gostaria de usar todos, mas quão valiosos são em casos similares e você guarda um, por via das dúvidas.
Você então começa a contar os segundos que faltam para você sair dali, suando porque você está vestindo o casaco já que não há gancho na porta ou cabide para pendurá-lo.
É incrível o calor que faz nestes lugares tão pequenos e nessa posição de força que parece que as coxas e panturrilhas vão explodir.
Sem falar da porrada que você levou da porta, a dor na nuca pela alça da bolsa, o suor que corre da testa, as pernas salpicadas...
A lembrança de tua mãe, que estaria morrendo de vergonha se te visse assim, porque sua bunda nunca tocou o vaso de um banheiro público, porque, francamente, "você não sabe que doenças você pode pegar ali"... você está exausta.
Ao ficar de pé você não sente mais as pernas.
Você acomoda a roupa rapidíssimo e tira a alça da bolsa por cima da cabeça!...
Você, então, vai à pia lavar as mãos. Está tudo cheio de água, então você não pode soltar a bolsa nem por um segundo..
Você a pendura em um ombro, e não sabendo como funciona a torneira automática, você a toca até que consegue fazer sair um filete de água fresca e estende a mão em busca de sabão.
Você se lava na posição de corcunda de notre dame para não deixar a bolsa escorregar para baixo do filete de água...
O secador, você nem usa.
É um traste inútil, então você seca as mãos na roupa porque nem pensar usar o último lenço de papel que sobrou na bolsa para isso.
Você então sai. Sorte se um pedaço de papel higiênico não tiver grudado no sapato e você sair arrastando-o, ou pior, a saia levantada, presa na meia-calça, que você teve que levantar à velocidade da luz, e te deixou com a bunda à mostra!
Nesse momento, você vê o teu carinha que entrou e saiu do banheiro masculino e ainda teve tempo de sobra para ler um livro enquanto esperava por você.
"Por que você demorou tanto?" - pergunta o idiota.
Você se limita a responder: "A fila estava enorme"
E esta é a razão porque as mulheres vamos ao banheiro em grupo.
Por solidariedade, já que uma segura a tua bolsa e o casaco, a outra segura a porta e assim fica muito mais simples e rápido já que você só tem que se concentrar em manter "a posição" e a dignidade.
Obrigada a todas as amigas que já me acompanharam ao banheiro.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Desafios para 2010
Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT
O ano de 2010 será um ano de grandes desafios para toda classe trabalhadora brasileira, especialmente para as mulheres.
Logo no início do ano, em Março, vamos marchar pela liberdade das mulheres! Faremos parte da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, que no Brasil será uma grande marcha, com cerca de três mil mulheres marchando pela estrada de Campinas até São Paulo, durante os dias 8 a 18 de março/2010.
Será um momento de bastante visibilidade das mulheres em que demonstraremos nossa solidariedade internacional com todas as mulheres do mundo, além de consolidarmos uma plataforma política que traga as reivindicações das mulheres como indispensáveis para a construção de uma outra sociedade, que tenha como princípio a solidariedade, a igualdade, a justiça e a paz. Ou seja, será a ocasião para afirmamos a pauta feminista como incontornável para avançarmos com as mudanças que tanto queremos e necessitamos em nosso país. Leia a íntegra do artigo aqui
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Mulheres atendem ao chamado
Novidades de novo

Do lado direito, basta clicar na arte da Ação de 2010 que você viaja até o site específico da atividade (www.sof.org.br/acao2010). Lá tem tudo: materiais, agenda, contatos etc. etc. etc. Está superlegal e vale a pena conferir.
Na seção "Notícias amigas", também do lado direito (mais embaixo) incluimos o link para o Blog do Coletivo de Mulheres da PUC-MG (www.explodiulilas.blogspot.com). Também super vale a pena visitar.
Há mudanças na seção "Agende-se", com a inclusão do Brechó do próximo domingo e do Show de janeiro.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Tarefas da semana.

- Prestar conta da Rifa 2 (procure a pessoa que lhe repassou: Tati, Isabel, Gisele ou Lili);
- Dia 22, show do Teatro Mágico, 20h, no Hangar (isso não é bem uma tarefa... mas eles são nossos parceiros... Bora? Não está entendendo? Veja o vídeo em postagem anterior);
- Dia 26, corre a Rifa 2 pela Loteria Federal - verifique o número da ganhadora (o), pois pode estar entre as pessoas que compraram de você;
- Dia 27, Brechó 2 - será as 10h, domingo, no município de Sta Bárbara. Já estão confirmadas: Isabel, Rafa, Carol e Tati. Quem mais se habilita a ir? Quem ainda tem coisas para doar? Entre em contato.
- Visitar o blog todos os dias! HAHAHA!
Brechó: nossos agradecimentos!

Agradecemos:
- todas e todos que doaram roupas, acessórios e demais objetos;
- o Sindicato dos Bancários pelo espaço;
- nossas "vendedoras" Isabel Dusik, Rafaela Rodrigues e Carol Bernardo;
- nossas organizadoras Tatiana Oliveira e Gisele Dantas;
- nossas e nossos colaboradores (que compraram!).
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Hoje é sexta-feira...

A idéia é arrecadar fundos para nossa 3ª Ação Internacional (olha o cartaz aí do lado, que lindo!!!), que será uma marcha de 8 a 18 de março de 2010. Saiba mais aqui.
Convide alguém e venha!
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Igualdade de oportunidades para homens e mulheres vai à votação no Congresso

Desigualdade...
Pesquisa do Dieese, divulgada em março de 2009, o rendimento médio por hora de trabalho das mulheres casadas com filhos é de R$ 5,89, contra R$ 6,91 daquelas sem filhos e R$ 5,39 das solteiras sem filhos. A taxa de desemprego das que não possuem filhos (13,1%) também é menor do que a das que possuem (15,6%), comprovando a preferência dos empregadores por aquelas que não tenham de realizar a chamada dupla jornada.
Na prática, a equidade de oportunidades colaborará para estabelecer a divisão de responsabilidades familiares e, conseqüentemente, para que as mulheres tenham mais tempo e possam se dedicar à qualificação e ao descanso. A aprovação permitirá ainda avanços como a criação de projetos de lei complementares que tratem da igualdade salarial e da licença-maternidade.
Para a secretária da mulher trabalhadora da CUT, Rosane Silva, “a luta pelo fim da discriminação contra a mulher é de toda a classe trabalhadora e não apenas das mulheres. Se realmente queremos uma sociedade mais justa e igualitária, devemos combinar a defesa de ações como a redução da jornada sem redução de salário com medidas que promovam a igualdade como a ratificação da 156 e a efetiva implementação da Convenção 100 da OIT, que trata da remuneração igual para trabalho de igual valor”, apontou.
Solidariedade com os manifestantes da COP-15

Bancos fecham 2.076 postos de trabalho. Mulheres recebem menos.

Demissões se concentram nos maiores salários
Além da redução do emprego, está havendo também uma diminuição na remuneração dos trabalhadores do sistema financeiro. Os desligados de janeiro a setembro de 2009 recebiam remuneração média de R$ 3.494,25. Já os contratados têm remuneração média de R$ 2.051,80, o que representa uma diferença de 41,28% - quase a metade.
Demitidos com alta escolaridade
O levantamento revela uma contradição com o discurso das empresas sobre a necessidade de crescente escolarização: 59,42% dos desligados tem educação superior completa.
Discriminadas, mulheres já entram recebendo menos
A tendência de os afastamentos se concentrarem nos salários mais altos ocorre tanto com os bancários como com as bancárias. Mas as mulheres continuam tendo remuneração inferior aos homens no sistema financeiro nacional: 30,21% de diferença entre os admitidos e 32,95% entre os desligados, como demonstra a tabela a seguir.
Masculino - 4.122,29 / 2.392,28 / -41,97%
Feminino - 2.764,06 / 1.669,59 / -39,60%
Fonte: MTE/Caged. Elaboração: Subseção Dieese/Contraf-CUT
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Plenária da Marcha
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
MMM no show do Teatro Mágico!!!!!

Nós, da Marcha Mundial das Mulheres somos ativistas feministas de todo o Brasil e atualmente existimos em todos os estados, com mais ou menos atuação.
Uma das nossas principais ações, são as atividades de rua, as ações diretas que fazemos através da nossa Batucada (pra conhecer melhor sobre a batucada visite: http://ofensivammm.blogspot.com/2008/07/batucada-feminista-ritmos-de-liberdade.html), uma marca registrada de nossas intervenções.
A Batucada Feminista é bastante organizada em alguns estados. Aqui no Pará, com orgulho, somos a "Zoada Feminista" e em janeiro de 2009 participamos da abertura do Fórum Social Mundial, onde fizemos parte da grande Batucada da MMM, com mais de 150 batuqueiras do Brasil todo.
Tá, mas essa conversa toda foi pra contar pra vocês o que aconteceu com a Batucada das meninas de SP, a Fuzarca Feminista, que é super organizada. No lançamento da Ação de 2010 em São Paulo, uma das integrantes do Teatro Mágico, a Gabi Veiga, que também é ambientalista, participou e disse que vai marchar com a gente em 2010. Surgiu então a idéia da Fuzarca fazer uma participação especial no show do 6º aniversário do Teatro Mágico em São Paulo!!! O resultado disso é esse vídeo lindo, que enche a gente de emoção!!! Nós da Zoada queremos ser que nem elas quando a gente crescer!!
Não podíamos também deixar de dar parabéns ao Teatro Mágico que vem se mostrando um grande aliado dos movimentos sociais, sejam eles ambientalistas, pela democratização da comunicação, ou feministas!!
E quem não conhece o Teatro Mágico não deeeeeeeixe de assistir o show deles dia 22/12, no Hangar, em Belém. O Show é aberto ao público.
Leiam a matéria no blog: http://ofensivammm.blogspot.com/
No Pará, mercado de trabalho cresce mais para as mulheres

Dados do Dieese revelam que a mão de obra feminina cresceu bem mais que a dos homens no número de empregos conquistados, e também em nível de escolaridade.
A força da mão de obra feminina avança no mercado de trabalho paraense, mesmo no período de crise. Dados de uma pesquisa comprovam que ela cresceu bem mais que a dos homens. A constatação foi feita pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), ao analisar os dados da Rais/2008 (Relação Anual de Informações Sociais) e do balanço do Ministério do Trabalho (Caged) de outubro de 2009.
Os números revelam que no Pará, de janeiro a outubro de 2009, foram feitas 215.039 admissões contra 206.382 desligamentos, gerando um saldo positivo de 8.657 postos de trabalho.
Deste saldo total de empregos formais, 4.616 postos de trabalho, o equivalente a cerca de 53%, foram ocupados por mulheres, e 4.041 empregos são ocupados por homens.
Esta perspectiva já ocorre desde o ano passado, quando em 2008, o emprego formal no Pará para os homens cresceu 4,73% gerando 23.419 postos de trabalho, enquanto o emprego para as mulheres cresceu 8,69%, com saldo positivo de 26.184 postos de trabalho.
Outro dado importante observado pelo Dieese foi o crescimento da escolaridade entre as mulheres ocupadas, principalmente no nível superior completo e incompleto. Com o 3º grau completo, o total de mulheres no mercado de trabalho no Estado chega a 66.862 contra 48.431 homens.
Na outra ponta, nos níveis de escolaridade que demandam pouca qualificação, as mulheres estão em menor número. No ensino fundamental completo, por exemplo, o número de mulheres no mercado de trabalho paraense alcança 33.208 contra 89.156 homens.
A pesquisa mostra que há um número maior de homens que estão ocupados em empregos que exigem menos escolaridade.
No balanço também foi observado que o número de vagas ocupadas por homens com o ensino médio completo foi maior do que das mulheres. São 19.441 homens (11,76%) contra 15.756 mulheres (10,82%). Em todo Pará, em 2008, foram registrados 35.197 postos de trabalhos (11,32%) neste nivel de escolaridade.
Em números absolutos, este resultado foi bem superior à perda ocorrida nas faixas até 8ª serie completa do ensino fundamental e, em termos relativos, situa-se bem acima da média de todo o Estado, que foi de 6,23%.
CUT solicita audiência com Dilma sobre Empresa Cidadã
O projeto que garante a prorrogação por 60 (sessenta) dias sobre a duração da licença-maternidade, foi sancionado pelo Presidente Lula e publicado no Diário Oficial da União em 10 de setembro de 2008.
Com isso, a empresa que aderir ao programa poderá deduzir do imposto devido, em cada período de apuração, o total da remuneração integral da empregada pago nos 60 (sessenta) dias de prorrogação de sua licença-maternidade.
“Essa regulamentação é necessária e urgente para que o direito à prorrogação da licença maternidade seja efetivamente garantido às trabalhadoras”, afirma Rosane Silva.
Fonte: Bancários PA/AP
As mulheres também querem uma comunicação democrática
A sociedade brasileira precisa de uma comunicação mais democrática e as mulheres tem a expectativa de que a 1ª Confecom consiga construir uma regulamentação do setor, que exija uma abordagem não mercantilizante e pejorativa sobre nossas vidas e corpos.
Veja aqui a moção aprovada na etapa paulista da Conferência.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Igualdade é o máximo! Cota é o Mínimo!

Entre outros assuntos, na Cartilha você encontra os seguintes artigos:
- MERCADO DE TRABALHO FEMININO E SINDICALIZAÇÃO, por Marilane Oliveira Teixeira e Patrícia Pelatier.
- A ORGANIZAÇÃO DAS MULHERES E A POLÍTICA DE COTAS NA CUT: AVANÇO OU RETROCESSO? Por Suzineide Rodrigues de Medeiros.
Serenata do Carmo em dezembro

PROGRAMAÇÃO*
19h – Mostra de Cinema 19h30 – Amaury Ramalho MPB (Ourém)
21h - Pedrinho Cavallero & Banda 22h30 – Sapecando no Choro
00h – Metaleiros da Amazônia
18/12/09 – (TENDA CARIMBÓ)
20h – Grupo de Carimbó Mururé
22h - Grupo de Carimbó Mururé
23h30 - Grupo de Carimbó Mururé
domingo, 13 de dezembro de 2009
É domingão...

sábado, 12 de dezembro de 2009
+ de 100 em 24

Fetraf agora é Marcha!

Celi é mestra.
Para entender melhor, olhe a postagem ao Sul.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Quem puder, vá!
Data: 11/12/2009 (sexta-feira)
Hora: 18 horas
Local: Auditório do ICJ (altos)
Coordenador
Novidades do Blog
Confira tudinho aí do lado, beeem embaixo... achou?
Ah! Em breve, lançaremos outras colunas. Já está quase pronta a "Dica de filmes" com uma lista cinematográfica que você vai gostar de ver.
Quem quiser contribuir com sugestões, estamos abertas!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Nosso corpo. Nossa autonomia.
Os estados fizeram relatos das lutas e realidades locais relativas a legalização do aborto. Várias estratégias foram traçadas a fim de fortalecer a Frente e realizar seu lançamento onde ainda está faltando, além de ampliar o número de entidades e pessoas envolvidas nessa articulação.
A fala das participantes foi unânime: o que está em jogo é autonomia das mulheres sobre seus corpos e suas vidas. Temos o direito de decidir sobre nossos destinos.
Leia abaixo a declaração final da Assembleia (que terminou com a Batucada da Marcha!).
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
DECLARAÇÃO FINAL DA ASSEMBLEIA DA FRENTE NACIONAL PELO FIM DA CRIMINALIZAÇÃO DAS MULHERES E PELA LEGALIZAÇAO DO ABORTO
Recrudesce no Brasil um processo de criminalização dos movimentos sociais, organizações e militantes. Isto para bloquear o avanço das lutas por direitos e transformação social. No caso da luta das mulheres não é diferente.
Forças patriarcais tradicionais, constituídas pelas oligarquias, a ultra direita fascista e setores fundamentalistas das igrejas cristãs, nos últimos anos deslancharam um processo de perseguição e criminalização da luta das mulheres por autonomia e autodeterminação reprodutiva atingindo em primeiro lugar as mulheres que recorreram a prática do aborto e aqueles/as que as apóiam.
Numa perversa aliança entre neoliberais e conservadores, vivemos uma conjuntura de cerceamento do direito ao debate democrático sobre a problemática do aborto, ao mesmo tempo em que cresce no Estado o poder e influência destas forças. Ocupam o parlamento, os espaços de controle social e avançam no controle da gestão da rede pública de educação e de saúde, e nesse caso, ameaçando os princípios do SUS com impacto negativo na qualidade do atendimento às mulheres. Dados de estudos e pesquisas sobre a mortalidade de mulheres comprovam que, pela magnitude da proporção de mulheres negras mortas nos serviços de saúde, configura-se num verdadeiro genocídio perpetrado pelo Estado brasileiro contra esta população.
As forças patriarcais, religiosas ou não, atuam também na base dos partidos políticos e movimentos sociais, disputando ideologicamente o debate de projeto de sociedade junto à juventude e à ampla parcela cristã dos/as militantes e dirigentes. Por este estratagema tentam impor sua doutrina religiosa, visão de mundo e visão sobre as mulheres, a sexualidade e a reprodução humana.
A adesão ao ideário conservador no campo da sexualidade e reprodução construiu as contradições que hoje enfrentamos nos partidos de esquerda e nos movimentos do campo democrático popular, que, construindo um projeto libertador, recuam em propostas libertárias quanto à autonomia das mulheres.
Hoje no Brasil, parte dos algozes da inquisição com suas vestes e capuzes tem uma nova face: o paletó, o jaleco branco, a toga, que no legislativo, nos tribunais, serviços de saúde, delegacias se arvoram a prender, julgar, punir e condenar as mulheres que, em situação limites de sua vida, optaram pela prática do aborto como ultimo recurso diante de uma gravidez indesejada.
Temos hoje uma das piores e mais reacionária legislatura no Congresso Nacional desde a ditadura, que ataca os movimentos sociais pela via das CPIs, entre elas a CPI do Aborto, ao mesmo tempo em que aprova a concordata entre o Brasil e o Vaticano, uma ameaça ao princípio da laicidade do Estado brasileiro.
Nesta conjuntura, nós integrantes da Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto reafirmamos:
- nosso compromisso com a construção da Frente formada por movimentos sociais e setores democráticos brasileiros;
- nosso compromisso com a defesa radical das mulheres e movimentos sociais engajados nas lutas sociais;
- nosso compromisso de não abandonar e prestar solidariedade a todas as mulheres que precisaram recorrer ao aborto,
- nosso compromisso com a construção de um Brasil justo e democrático.
Convocamos todas as mulheres a mobilizarem sua inquietude, rebeldia e indignação na luta feminista em defesa das mulheres;
Convocamos os setores democráticos a somarem-se em aliança contra a criminalização das mulheres e dos movimentos sociais;
Não aceitamos qualquer proposta de plebiscito sobre o tema do aborto. Esta prática não pode ser transformada em questão plebiscitária. Esta é uma questão de foro íntimo de cada uma de nós mulheres. As mulheres devem ter garantida a sua capacidade moral e soberana de tomar decisões sobre suas vidas.
Exigimos dos poderes da República a observância dos Tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário e observância das resoluções das Conferências de Políticas para Mulheres, cumprindo a revisão, coordenada pela SPM em 2005, da legislação que pune o aborto e avançando na sua legalização nos termos da proposta consensuada no âmbito da Comissão Tripartite formada pela sociedade civil, executivo e legislativo.
Pela autonomia e cidadania de todas as mulheres! Pelo fim da criminalização das mulheres!
Pela legalização do aborto!
São Paulo, 07 de dezembro de 2009.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Moção de repúdio a criminalização das mulheres que fazem aborto

A personagem vem sendo constantemente acusada de “assassina” pela prática do aborto realizado no início da carreira de modelo, em sua adolescência.
No Brasil, o aborto é considerado crime pelo código penal de 1940, sendo permitido no caso de gravidez por estupro e no caso de colocar em risco a vida da gestante.
Entretanto, o aborto é praticado na clandestinidade (cerca de 1 milhão por ano), nas mais diversas condições, colocando em risco a vida principalmente das mulheres pobres.
A rede Globo vem reafirmando uma postura cristalizada na emissora, no sentido de invalidar a luta por direitos sexuais e reprodutivos, historicamente construída pelo Movimento de Mulheres e pelo Movimento Feminista.
Essa postura fundamentalista que se ancora nos dogmas da Igreja Católica, influenciou a decisão de criminalização de cerca de 10 mil mulheres no Mato Grosso do Sul, neste ano.
Exigimos que a emissora retome a temática na mesma novela, trazendo à tona o posicionamento dessa ampla camada de mulheres brasileira que encara o aborto como um direito da mulher e uma questão de saúde pública.
São Paulo, 22 de novembro de 2009.
1ª Conferencia Paulista de Comunicação
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Partipação das mulheres cresce. Pouco, mas cresce.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Você sabia?

Que somente em 1999, a Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou o dia 25 de Novembro como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres?
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Ex-médica acusada de realizar abortos é encontrada morta em MS

Uma verdadeira ofensiva conservadora foi iniciada em 2008, na tentativa de criminalizar ainda mais as mulheres que praticaram aborto, a partir do caso de MS, culminando na criação da CPI do aborto clandestino. Esta CPI, se implementada, atingirá especialmente as mulheres da classe trabalhadora, em especial as mais pobres e vulneráveis, grupo no qual se encontra grande parte da população afro descendente.
As mulheres também partiram na defesa desta bandeira e organizaram a Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto, da qual participam a Marcha Mundial das Mulheres, a UNE, a CUT, as Católicas pelo Direito de Decidir, a AMB, dentre outros movimentos mistos e feministas. Dias 06 e 07 de dezembro ocorrerá a assembléia da Frente, em São Paulo. Todos e todas que lutam contra a opressão das mulheres podem participar.
Nenhuma Mulher deve ser presa, maltratada ou humilhada por ter feito aborto!
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Mais mulheres em Marcha

Na pauta, a construção da Marcha Mundial das Mulheres no Estado, além das atividades políticas e financeiras para garantir uma delegação de 50 mulheres em Campinas, quando marcharemos por 10 dias até São Paulo. Na agenda:
Dezembro
Dia 12, dia todo - evento da ACBEL (a confirmar)
Dia 17, às 18h, no Sindicato dos Bancários - Próxima plenária da MMM
Dia 21, das 16h às 21h, no Sindicato dos Bancários - Brechó da MMM (gente, dia 22 já estava ocupado...)
Dia 26, pela Loteria Federal - corre a nossa rifa (R$ 2,00 / 2 prêmios - 1 bicicleta e 1 TV)
Janeiro
Reunião com mulheres cutistas, com comunitárias do Barreiro e com assentadas de Castanhal (dia a definir).
Dia 29 ou 30 - Grande-show com artistas da terra
Em breve mais notícias!
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Já nas bancas!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009
A plenária da MMM é neste sábado.

A plenária da MMM é neste sábado (28/11/09), às 15h, no Sindicato dos Bancários (Rua 28 de Setembro, Nº 1210 - entre Doca e Quintino
91 81196110 (Tatiana) ou 91 82537009 (Gisele)
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Participe da nossa plenária!

Como falamos aí embaixo, já estamos trabalhando para levar uma delegação paraense à Campinas. Participe de nossas ações. Venha para plenária da Marcha.
PLENÁRIA SOBRE AÇÃO DE 2010 - MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES
Dia: 28/11/2009 (sábado)
Hora: 15h
Local: Sindicato dos Bancários (Rua 28 de Setembro, Nº 1210 - entre Doca e Quintino)
Informações:
91 81196110 (Tatiana) ou 91 82537009 (Gisele)
Se você quer saber mais sobre a ação de 2010 da MMM, é fácil. Basta clicar aqui.
domingo, 22 de novembro de 2009
3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres

Em 2010, a Marcha Mundial das Mulheres vai organizar sua terceira ação internacional, que contará com mobilizações de diferentes formatos e em vários países do mundo.
No Brasil, celebraremos os 100 anos da declaração do Dia Internacional das Mulheres, marchando de 8 a 18 de março de 2010, de Campinas à São Paulo. Já estamos trabalhando para levar uma delegação paraense para participar, fique atenta ao calendário de atividades locais que divulgaremos em breve.
Ah, clique no título e leia o Jornal da nossa 3ª Ação Internacional.
Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!
Genial...
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Parada Gay em Castanhal
Durante toda a semana, o Grupo Diversidade vai realizar uma vasta programação cultural. Nesta quarta-feira, 04, a partir das 19h00, no Auditório da FUNCAST, acontecerá o Seminário Pará sem Homofobia, com a participação de representantes da Secretaria de Justiça dos Direitos Humanos.
No dia 05, quinta-feira, exibição do filme “Meninos não choram”, às 16h00 e de “Uma família bem diferente”, às 19h00, no Auditório da FUNCAST. Na sexta-feira, 06, acontecerá palestra com o Movimento Estadual LGBT, a partir das 19h00.
No sábado, 07, acontecerá a Festa Pré-Parada, com a escolha da Drag Parada, Mister Gay & Miss Gay Castanhal, no Betocas Bar, a partir das 22h00.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
IBGE: apesar de estudar mais, mulheres ganham menos

A maior diferença de rendimento médio é na posição de empregador, onde os homens auferem, em média, R$ 3.161, enquanto as mulheres recebem apenas R$ 2.497, ou seja R$ 664 a mais para os homens, "o que corresponde a dizer que as mulheres empregadoras recebem 22% a menos que os homens", segundo o documento de divulgação da pesquisa.
De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais, os brasileiros brancos tinham, em média, em 2008, quase dois anos a mais de escolaridade que pretos e pardos. Mas a pesquisa revela também que, de 1998 a 2008, houve "significativa melhora" na distribuição da frequência por níveis de ensino entre a população de cor preta e parda.
FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/s/09102009/25/manchetes-ibge-apesar-estudar-mulheres-ganham.html
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Mulheres avançam no mercado de trabalho, mas ainda sofrem com dupla jornada

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra avanços das mulheres no mercado de trabalho brasileiro. No entanto, a divisão do trabalho doméstico continua penalizando muito mais as mulheres do que os homens, revelando a cultura machista do país.
Dados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) mostram que a participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro, que saltou de 42 para 47,2% entre 1998 e 2008. Além disso, o número de famílias chefiadas por mulheres subiu de 25,9% há 11 anos para 34,9% no ano passado.
Mesmo quando há um homem presente, 9,1% das mulheres são consideradas a pessoa de referência da casa, contra 2,4% delas em 2008, apontou o levantamento feito com base em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Os dados levam em consideração apenas a opinião dos próprios membros da família.
As mulheres também levam vantagem na escolaridade média - o que influencia na entrada mais tardia delas no mercado de trabalho e, por consequência, tem peso sobre o número feminino na condição de chefe de família. Em 2008, em áreas urbanas, a média das mulheres foi de 9,2 anos de estudos, contra 8,2 anos para os homens. No campo, elas somam 5,2 anos de escola na média, contra 4,4 anos deles.
No entanto, a pesquisa mostra também que a evolução na vida econômica não acabou com a desigualdade no que diz respeito às tarefas domésticas. Entre as mulheres que têm emprego, 87,9% cuidam dos afazeres do lar, enquanto entre os homens esse número chega a 46,1%. O número médio de horas semanais dedicado a tarefas domésticas pelas mulheres é de 20,9. Para os homens, 9,2 horas.
Para Deise Recoaro, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, o aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho é importante, mas precisa ser acompanhada de uma mudança cultural que garanta a igualdade de condições em todos os níveis. "Neste dia da Criança, é importante revermos a maneira de educar nossos filhos e filhas. Enquanto continuarmos a dar boneca e fogãozinho para as meninas, e carrinho e bolas para os meninos vamos continuar reproduzindo este padrão de exploração e sobrecarga da mão de obra feminina", afirma a dirigente.
Fonte: Contraf-CUT, com Maurício Savarese - UOL Notícias ( http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=19154 )
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Tráfico Internacional de Mulheres
Emir Sader *
A história é a seguinte: um casal, Domingo Fernandez e Gilda Borges, dirigiam duas casas de prostituição em Vigo, chamadas Mamba Negra e Skorpio, assim como participavam da gestão do Sheraton, na cidade de Verin, dirigida por Manue Atanes. Levavam moças do Brasil para trabalhar como prostitutas nesses locais, sem esconder as atividades que elas iam ter. Pagavam suas passag
Chegadas à Espanha, se impunham as normas de funcionamento dos locais, que incluíam horários e os preços da bebida e dos serviços sexuais oferecidos aos clientes. Estes pagavam aos garçons e no fim de cada noite elas recebiam sua parte, se é que tivessem direito. Porque durante os primeiros meses tinham descontado o preço da passagem, o que fazia com que elas não recebessem nada, além das multas que poderiam receber, por chegar tarde ao trabalho, por falar alto (sic), por dar o numero de telefone a clientes e por sair sem autorização. Além disso, elas tinham obrigação de morar nos locais de trabalho e pagar pelo aluguel e pela comida.
O casal foi condenado pela Audiência Provincial de Pontevedra a seis anos de prisão por tráfico ilegal de pessoas com fins de exploração e a dois anos e meio por um delito contra os direitos dos trabalhadores. O Supremo Tribunal Federal da Espanha ratificou a primeira condenação, mas absolveu o casal do segundo delito, alegando que as condições de trabalho, as multas por atrasos e falar alto “são normalmente penalizadas pela lei no mundo dos hotéis e que as outras condições “são normais”.
O Tribunal decidiu que “à margem de razões de moralidade”, a prostituição por conta alheia pode ser “uma atividade econômica que, se é realizada em condições aceitáveis pelo Estatuto dos Trabalhadores, não pode ser enquadrada no delito 312 do Código Penal, que castiga aos que oferecem condições de trabalho enganosas ou falsas ou empregam a cidadãos estrangeiros em condições que prejudiquem, suprimam ou restrinjam os direitos que fossem reconhecidos por disposições legais, convênios coletivos ou contrato individual.”
O Supremo Tribunal Federal da Espanha considera assim que pode haver uma relação, mesmo que atípica, no exercício da prostituição por conta alheia? O Código Penal espanhol tipifica como delito o proxenetismo, mesma se a mulher o consente. Mas os juízes fazem uma declaração de principio afirmando que “a questão da prostituição voluntária em condições que não suponham coação, engano, violência ou submissão, ainda que por conta própria ou dependendo de um terceiro que estabelece umas condições que não atentem contra os direitos dos trabalhadores, não pode ser decidida com enfoques morais ou com concepções ético-sociológicas, dado que afetam a aspectos da vontade (das mulheres) que não podem ser coibidas pelo direito sem maiores matizes.”
Diante dessa situação, pergunta-se o jornal espanhol "El Pais":
“É possível explorar sexualmente uma mulher e ao mesmo tempo dar-lhe condições de trabalho `normais´? Se pode falar de relação de trabalho nestes casos?” Responde que as leis sobre tráfico de mulheres e prostituição não têm uma resposta clara, fazendo com que as sentenças dos juízes sejam, às vezes, tão confusas como a própria legislação.
Chega-se a uma situação tal de mercantilização do corpo das mulheres, como se fosse normal, que a discussão se transfere para a legislação laboral, aceitando-se implicitamente que a venda ou o aluguel do corpo feminino é uma atividade comercial como uma outra qualquer. (Há poucos anos Fernando Gabeira aventou até a possibilidade de apresentar uma proposta de lei que legalizaria a prostituição infantil.)
Que sociedade é essa que discute com frieza e “normalidade” a redução do ato sexual a uma mercadoria? A defesa dos direitos das prostitutas torna-se uma reivindicação normal, dado que a prostituição passou a ser um elemento compensatório da frustração tanto dos casamentos, quanto das outras formas de relação amorosa.
Na era da globalização, enquanto os espanhóis nos mandam seus bancos, empresas de telefonia celular, de exploração de petróleo e gás, importam nossos jovens jogadores de futebol e moças brasileiras para atender as demandas e as carências da afluente sociedade capitalista espanhola.
Não há nenhuma indicação sobre quem são as brasileiras, quantas são e o que aconteceu com elas depois do processo.
* Texto publicado no "Blog do Emir"
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
O Congresso Nacional e a função social da maternidade

O debate retomado recentemente na Câmara dos Deputados, através da PEC no 30 - proposta pela Deputada Ângela Portela ainda em 2007 - permite resgatar essa bandeira. Esse talvez seja o principal mérito do projeto, e o que o diferencia estruturalmente da Lei 11.770. Promulgada em 2008, a Lei 11.770 instituiu o Programa Empresa Cidadã, prorrogando por 60 (sessenta) dias a duração da licença-maternidade prevista na Constituição Federal.
No entanto, diversos fatores limitam sua efetividade. Pela proposta, as empresas que aderem ao programa assumem os custos do benefício garantido às trabalhadoras pelo período da prorrogação em troca de isenção fiscal. Como a adesão não é compulsória, a prerrogativa de decidir sobre o assunto é das empresas, o que acaba gerando uma desigualdade de acesso entre as trabalhadoras desse setor.
Em relação à Administração Pública Direta e Indireta, o problema persiste, já que a Lei autoriza, mas não obriga, a prorrogação da licença. A nova proposta mantém o prazo de prorrogação (de 120 para 180 dias) e avança ao estender o benefício a todas as mulheres com vínculo empregatício, obrigando igualmente os setores público e privado a assumi-lo; além disso, responsabiliza integralmente o Sistema Previdenciário pelas despesas geradas.
Também é acertada a justificativa do Projeto, que alega haver fundamentos técnico-científicos e jurídicos suficientes para alterar a Constituição Federal no intuito de "proteger a infância, valorizar a mulher e destacar a função social do trabalho". No entanto, o texto atual ainda carece de importantes reparos, pois desconsidera as mães desempregadas e trabalhadoras informais, assim como desconsidera o papel do pai, abstendo-se do debate sobre a licença-paternidade, que permitiria, potencialmente, o compartilhamento das tarefas de cuidado com a criança nos primeiros meses de vida.
Justamente por se tratar de uma alteração no texto constitucional, é imprescindível que essas e outras questões sejam consideradas e amplamente debatidas. Reconhecendo a função social da maternidade, a CUT defende o compartilhamento da responsabilidade sobre a reprodução da vida entre família, Estado e sociedade. Por isso, reivindica, além da universalização da licença-maternidade de 180 dias, a criação de uma licença-paternidade, a ampliação e estruturação das creches públicas e a redução da jornada de trabalho.
* Graça Sousa é secretária de mulheres da CUT-DF
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Ação direta na Parada Gay

sábado, 26 de setembro de 2009
Parada GAY 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Você é favorável ao ensino religioso facultativo nas escolas públicas?
O Senado brasileiro está realizando em seu website a enquete: Você é favorável ao ensino religioso facultativo nas escolas públicas?, relacionada ao Acordo assinado entre Brasil e Santa-Sé. Aprovado em agosto pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara, o texto do Acordo tem 20 artigos que criam um estatuto jurídico e dão direitos à Igreja Católica no Brasil. Entre outros pontos, regulamenta a forma do ensino religioso nas escolas públicas: conforme o Acordo assinado, o modelo adotado deve ser confessional.
Pesquisa do instituto Ibope encomendada pela organização Católicas pelo Direito de Decidir aponta que 75% dos católicos entrevistados discordam ou pelo menos têm restrições a um acordo fechado com apenas uma religião. Entre os católicos, 44% acreditam que um acordo bilateral não deveria existir porque o Estado brasileiro não tem religião oficial. Outros 31% acham que aprovar um acordo desse tipo desrespeita as demais religiões. O porcentual sobe quando as perguntas são feitas a pessoas de outra fé, como os evangélicos. Entre aqueles que se dizem agnósticos, ateus ou de religiões com menos expressão no Brasil, como espíritas e budistas, 82% reprovam o acordo.
Uma vez que a concordata ainda precisa ser ratificada pelo Senado, o CLAM entende ser fundamental que a sociedade se manifeste a respeito do assunto. Clique aqui e opine na enquete do Senado. Até o momento desta publicação, a enquete havia totalizado 23.300 respostas, 73% favoráveis à proposta e 27% contra.SE VOCÊ NÃO CONCORDA COM O ACORDO, SE VOCÊ NÃO QUER QUE ESSA VIOLAÇÃO DO ESTADO LAICO POR SEJA RATIFICADA, ENTRE NO SITE E VOTE NÃO! http://www.senado.gov.br/agencia/
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Manifesto contra a criminalização das mulheres
Dia 28 de Setembro é o Dia de luta pela Legalização do aborto na América Latina e Caribe! Por isso vamos postar hoje o manifesto da Frente pelo fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. A Frente é composta por diversas organizações e indivíduos. Nós da Marcha Mundial das Mulheres construimos também a Frente! Conheça mais no blog http://frentepelodireitoaoaborto.blogspot.com/