terça-feira, 28 de setembro de 2010
Novo layout do Blog!!
O blog tá ficando meio desatualizado é verdade, mas já já vamos dar um jeito nisso, e o blog voltará a sua atualização diária normal!
Enquanto isso mudamos nosso layout, queremos sempre melhorar para vocês leitores!!
Então digam para gente, vocês gostaram do novo layout do blog???
Em defesa da vida das mulheres! Pela legalização do aborto!
Dia 28 de setembro, diversos movimentos feministas reunidos na Frente Nacional contra a criminalização das mulheres e pela legalização do aborto realizarão atos públicos para marcar o Dia Latinoamericano e Caribenho de Luta Pela Legalização do Aborto. A data foi proposta em 1990 e desde 1993 são realizadas ações em toda a região. Em homenagem a esse dia postamos um texto da companheira Tica Moreno da MMM.
Os “anti-direitos” ou “pró-morte das mulheres” tem várias frentes de atuação para impedir a legalização do aborto, fazer retroceder os direitos já conquistados pelas mulheres e aumentar a criminalização daquelas que praticaram aborto. Uma delas é a atuação parlamentar coordenada. Eles criam Frentes Parlamentares anti-direitos em nível nacional, nos estados e municípios. No Congresso Nacional, articularam a proposição da CPI do aborto, o Estatuto do Nascituro e mais cerca de 50 projetos de lei orientados para cercear os direitos das mulheres.
Eles se auto-intitulam pró-vida. Nessas eleições, assinaram um termo de compromisso com a defesa da vida desde a concepção. Para eles, importa mais uma vida abstrata que a vida concreta de milhares de mulheres que recorrem ao aborto em situações de insegurança. Até agora tem 55 candidatos/as a deputado/a federal nesta lista, vários/as para estadual, um candidato a governador (o Bassuma, do PV da Bahia), e um candidato a vice-presidente, que não por acaso é o Índio da Costa, do DEM, candidato a vice do Serra – que não vai ganhar de jeito nenhum!
Não vote neles!…
E venha pras ruas com a gente!
O nosso lado, que defende a vida e autonomia das mulheres, também se articula. Desde 2008 existe uma Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. Participam desta frente mulheres e homens, parlamentares, movimentos de mulheres e movimentos sociais em geral, partidos políticos e quem mais quiser se somar. Neste dia 28 de setembro, a Frente apresenta a Plataforma para a legalização do aborto no Brasil.
Nas ruas, blogs e redes sociais, estamos em luta em defesa da vida e da autonomia das mulheres e pela legalização do aborto.
Por Tica Moreno, militante da MMM-SP
*Post retirado do Blog Ofensiva contra a Mercantilização
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Mulheres no espaço de poder e decisão – Suíça
Texto adaptado da FOLHA.COM (http://www1.folha.uol.com.br/bbc/802802-mulheres-sao-maioria-no-executivo-suico-pela-primeira-vez.shtml).
O Parlamento da Suíça elegeu nesta quarta-feira a social-democrata Simonetta Sommaruga para o cargo de ministra no Conselho Federal, dando às mulheres a maioria no maior órgão executivo do país pela primeira vez na história.
A escolha de Sommaruga, que toma posse em outubro, é um marco histórico em um país no qual as mulheres somente ganharam direito a voto no nível federal em 1971.
As mulheres adquiriram direito a voto na Suíça em 1959, mas somente em nível regional. Apenas em 1971 elas puderam votar no âmbito federal. O último cantão (equivalente suíço aos Estados) a adotar o voto feminino foi Appenzell Innerrhoden, em 1990.
Mas e a DESIGUALDADE?
A correspondente da BBC na Suíça Imogen Foulkes afirma que o país ainda tem muitos caminhos a percorrer em termos de igualdade entre os sexos.
A primeira ministra de governo foi eleita em 1984, mas desde então apenas seis mulheres chegaram a postos ministeriais.
Segundo a correspondente, as suíças têm uma média salarial muito inferior aos homens, o governo gasta menos de um terço do recomendado pela Unicef com auxílio-creche e, em termos de licença-maternidade, a Suíça é um dos países europeus com menos benefícios.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
A Globo Precisa ouvir Pagu
Há quem (ainda) pense que este mundo é igualitário, e que também não existe desigualdade nas relações entre homens e mulheres. Este modo de enxergar a sociedade contribui para que a opressão sofrida pelas mulheres fique invisível, que não saibamos que as mulheres ainda ganham cerca de 30% menos que os homens, que a cada 15 segundos uma mulher sofre violência no Brasil e que o aborto inseguro está entre as principais causas de morte materna no país.
A mídia (Golpista!) é um dos principais agentes a mascarar a desigualdade, mostrando que hoje em dia as mulheres são “livres” e o machismo é algo antiquado e tende a desaparecer, como se as mulheres não tivessem que seguir um padrão de beleza imposto, aliás, pela própria mídia que afirma não haver machismo; como se o trabalho doméstico não fosse realizado majoritariamente pelas mulheres além da jornada de trabalho, entre tantas outras situações que, ao exigir que sejamos verdadeiras “mulheres maravilhas”, oprimem e confirmam a atualidade e necessidade da luta feminista por igualdade.
Para não perder o costume, no ultimo domingo, na emissora de televisão Rede Globo, exibiu no programa do Faustão um quadro chamado “Maratoma”. A disputa deste domingo foi entre os homens CDFs e as mulheres BBGs (Boas, Bonitas e Gostosas), para conferir acessem: http://tvglobo.domingaodofaustao.globo.com/maratoma/. Incrível! As mulheres gostosas, bonitas e boas, nunca poderiam ser CDFs que como os homens!? Não parece ser esta a mensagem? Mais uma vez esta sociedade machista mostra sua face rotulando a mulher como apenas um corpo bonito e supostamente sem capacidade, como se as mulheres não pudessem fazer o que os homens fazem, como se não existissem mulheres bonitas e inteligentes...
Afora este rótulo, as cenas não dão o enfoque na disputa por si só e sim em closes nas bundas e peitos das mulheres, como se fôssemos mercadorias a sermos prontamente vendidas em horário comercial pela televisão! Há quem possa retrucar: “Mas elas são livres! Escolheram mostrar o corpo na televisão, fazem isso porque querem ou gostam...” Aos adeptos desse (falacioso) discurso, saibam que às mulheres são reservados apenas alguns papéis na sociedade, temos somente poucas perspectivas: ou somos “freiras”, e aceitamos a maternidade, o casamento e tantas outras coisas como nossa obrigação, ou somos “putas”, devendo ser sempre gostosas, bonitas para satisfazer a virilidade masculina...
Esse programa foi e é mais um exemplo de como a sociedade, (e a mídia golpista, porque é também machista) mercantilizam o corpo e a vida das mulheres, usando peitos e bundas para aumentar o ibope, reforçado os estereótipos.
“Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem!”
Por Caroline Bernardo e Mariah Aleixo, militantes da Marcha Mundial das Mulheres /PA
http://carolinebernardo.blogspot.com/
http://carolinebernardo.blogspot.com/
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Machismo em propaganda eleitoral - Eleições 2010.
Como se já não bastasse o machismo “oculto” nos processos eleitorais brasileiro. Recentemente o candidato a governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), manifestou publicamente em seu programa de rádio preconceito à classe trabalhadora doméstica do estado. Atitude em prol de atingir a imagem da candidata a reeleição Ana Júlia Carepa (PT), o programa eleitoral segue na integra no final da matéria.
A presidenta da Federação dos Trabalhadores Domésticos, Creuza Oliveira, veio a público se manifestar: “Eu considero que isso é um grande desrespeito. As trabalhadoras domésticas no Brasil são 8 milhões. São votantes que elegem presidente, deputados, senadores, governadores, todas essas categorias de políticos que tão aí, para defender direitos do cidadão e da cidadã. Então não pode haver nenhum candidato discriminando essa categoria. Ao contrário, ele teria é que apresentar um programa de governo para a categoria”.
Segundo a Pesquisa Nacional por amostra de Domicílios – PNAD(2009), entre os sete milhões e meio de habitantes do PA, 220 mil são trabalhadoras domésticas, essas representam 8% das pessoas ocupadas e remuneradas no estado. Não sabemos como um candidato a governador pretende construir uma visão de mundo, de vida e de política desconhecendo o lugar das atividades e do trabalho atribuído às mulheres na sustentação da vida.
Além do candidato não promover o debate de políticas públicas de inserção das mulheres no mercado para alterar a tradicional divisão sexual do trabalho. O candidato ainda desqualifica a capacidade da mulher de ser um sujeito político protagonista no governo do estado, como ainda inunda de preconceito e descriminalização de gênero um debate que deveria ser político. Promovendo o Estado como sujeito impulsionador da dinâmica que mudará o paradigma entre as relações de trabalho entre homens e mulheres, a exemplo da implementação das creches como política pública para a família que, significantemente, contribui para a autonomia da mulher.
Dessa forma fica o repúdio da Marcha Mundial das Mulheres ao candidato Simão Jatene por atitude machista em sua propaganda eleitoreira. Fica a solidariedade a todas as trabalhadoras domésticas do Brasil e fica a reflexão do quanto nós, feministas, ainda temos que incentivar a organização de mulheres em movimentos sociais para disputar a própria concepção do modelo político e econômico para a alteração desses paradigmas.
http://www.youtube.com/watch?v=78I4isg6OYU&feature=player_embedded
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Dilma amanhã em Belém
Com mais de 50% das intenções de voto em quase todas as pesquisas de intenção de voto, tudo indica que Dilma será eleita presidenta do Brasil. A primeira mulher a ocupar o mais alto posto de comando do país.
No Pará, Ana Júlia é candidata à reeleição e também é a primeira mulher a governar nosso Estado.
Dilma e Ana Júlia realizarão comício em Belém amanhã, às 19h, na Av. Pedro Miranda próx. à Dr. Freitas. A presença de Lula também está confirmada. Quem quiser, vá lá!
No Pará, Ana Júlia é candidata à reeleição e também é a primeira mulher a governar nosso Estado.
Dilma e Ana Júlia realizarão comício em Belém amanhã, às 19h, na Av. Pedro Miranda próx. à Dr. Freitas. A presença de Lula também está confirmada. Quem quiser, vá lá!
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Porque a República Democrática do Congo? Rumo ao encerramento da 3ª Ação Internacional!
Mulheres ocupam estacionamento do estádio do Pacaembu, na praça Charles Miller. Encerramento da Ação de 2010. (Foto: Daia Oliver/R7)
Entre 13 e 17 de outubro de 2010, iremos realizar as atividades de encerramento da nossa terceira Ação Internacional, na cidade de Bukavu, província do Sul do Kivu, na República Democrática do Congo (RDC).
Esperamos a participação de 1.000 mulheres durante a semana de atividades - provenientes, sobretudo da região da Grande Lagos Africano - e mais de 1500 pessoas para a grande marcha pela paz em 17 de outubro.
A ideia de fazer o encerramento da ação internacional em um país em conflito foi o centro da discussão no Encontro Internacional de Vigo, na Galicia, em outubro de 2008, em que participaram 148 delegados de 48 países. O principal objetivo da ação é chamar a atenção particular às relações entre a violência contra a mulher, o conflito e a militarização. As razões para esta decisão são muitas, incluindo:
• A utilização de estupro sistemático de mulheres emeninas para humilhar, envergonhar e desmoralizar, porque são consideradas como espólio de guerra;
• A existência de grupos de mulheres organizadas local e nacionalmente, proporcionando a oportunidade de expressar a nossa solidariedade internacional através do fortalecimento desses grupos;
• A utilização de tensões étnicas para justificar o conflito armado e, assim, disfarçar as causas econômicas: o controle dos recursos minerais e biodiversidade da região, além de os lucros das indústrias de armas e empresas segurança privada.
• A presença da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no DRC (MONUSCO) - que foi a Missão da ONU na RDC (MONUC) - que, em 2010, comemora 10 anos de presença na região, os impactos são vistos como mínimos pela população.
A MONUSCO representa um custo per capita para os soldados que são mais do que 400 vezes o PIB per capita na RDC.
Neste cenário, a ação de encerramento visa fortalecer a autonomia sócio-econômica e o estatus político das mulheres congolesas e exigir que os responsáveis pela violência sexual e o uso do corpo das mulheres como arma de guerra sejam punidos. Também visa denunciar os interesses econômicos que mantêm o conflito no país, especialmente a cumplicidade das milícias; lutar para que os recursos naturais beneficiem prioritariamente o povo congolês e que a República Democrática do Congo conheça a paz duradoura e que comece pela desmilitarização do país e da retirada gradual e negociada da MONUSCO.
Texto extraído do boletim da MMM
Entre 13 e 17 de outubro de 2010, iremos realizar as atividades de encerramento da nossa terceira Ação Internacional, na cidade de Bukavu, província do Sul do Kivu, na República Democrática do Congo (RDC).
Esperamos a participação de 1.000 mulheres durante a semana de atividades - provenientes, sobretudo da região da Grande Lagos Africano - e mais de 1500 pessoas para a grande marcha pela paz em 17 de outubro.
A ideia de fazer o encerramento da ação internacional em um país em conflito foi o centro da discussão no Encontro Internacional de Vigo, na Galicia, em outubro de 2008, em que participaram 148 delegados de 48 países. O principal objetivo da ação é chamar a atenção particular às relações entre a violência contra a mulher, o conflito e a militarização. As razões para esta decisão são muitas, incluindo:
• A utilização de estupro sistemático de mulheres emeninas para humilhar, envergonhar e desmoralizar, porque são consideradas como espólio de guerra;
• A existência de grupos de mulheres organizadas local e nacionalmente, proporcionando a oportunidade de expressar a nossa solidariedade internacional através do fortalecimento desses grupos;
• A utilização de tensões étnicas para justificar o conflito armado e, assim, disfarçar as causas econômicas: o controle dos recursos minerais e biodiversidade da região, além de os lucros das indústrias de armas e empresas segurança privada.
• A presença da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no DRC (MONUSCO) - que foi a Missão da ONU na RDC (MONUC) - que, em 2010, comemora 10 anos de presença na região, os impactos são vistos como mínimos pela população.
A MONUSCO representa um custo per capita para os soldados que são mais do que 400 vezes o PIB per capita na RDC.
Neste cenário, a ação de encerramento visa fortalecer a autonomia sócio-econômica e o estatus político das mulheres congolesas e exigir que os responsáveis pela violência sexual e o uso do corpo das mulheres como arma de guerra sejam punidos. Também visa denunciar os interesses econômicos que mantêm o conflito no país, especialmente a cumplicidade das milícias; lutar para que os recursos naturais beneficiem prioritariamente o povo congolês e que a República Democrática do Congo conheça a paz duradoura e que comece pela desmilitarização do país e da retirada gradual e negociada da MONUSCO.
Texto extraído do boletim da MMM
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Marcha Mundial das Mulheres lamenta falecimento da companheira Eliana Batista, da Contag
A Marcha Mundial das Mulheres lamenta profundamente o falecimento de Eliana Batista da Silva, de 36 anos, dirigente da Federação Estadual dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia (Fetagro) e integrante da Contag. Eliana participou da 3ª Ação Internacional da MMM, caminhando de Campinas a São Paulo junto com outras 2 mil mulheres.
Eliana e Manoel Francisco Oliveira, também da Fetagro, faleceram em decorrência de um acidente de carro na última sexta-feira (20/8), no município de Jaru, Rondônia, quando voltavam de uma atividade sindical. A companheira tinha duas filhas e cumpria seu segundo mandato de coordenadora estadual de Mulheres da Fetagro. Ela foi dirigente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Jarú e candidata a vereadora pelo Partido dos Trabalhadores (PT) de seu município nas eleições de 2008.
Expressamos nossos sentimentos às famílias, na certeza de a luta de Eliana pela vida das mulheres seguirá!
Marcha Mundial das Mulheres
Eliana e Manoel Francisco Oliveira, também da Fetagro, faleceram em decorrência de um acidente de carro na última sexta-feira (20/8), no município de Jaru, Rondônia, quando voltavam de uma atividade sindical. A companheira tinha duas filhas e cumpria seu segundo mandato de coordenadora estadual de Mulheres da Fetagro. Ela foi dirigente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Jarú e candidata a vereadora pelo Partido dos Trabalhadores (PT) de seu município nas eleições de 2008.
Expressamos nossos sentimentos às famílias, na certeza de a luta de Eliana pela vida das mulheres seguirá!
Marcha Mundial das Mulheres
terça-feira, 24 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Mulher, trabalho e bancos
Na semana em a nossa ContrafCUT entrega aos banqueiros a pauta geral de reivindicações da categoria, o Arte Bancária indica a leitura do artigo a seguir, produzido pela compa Heidiany Katrine, diretora do Seeb-Pa/AP:
As mulheres sempre encontraram dificuldades para se inserirem no mercado de trabalho, talvez seja consequência do sistema patriarcal que dominou e infelizmente ainda domina as esferas de maior poder. Assim como os escravos o trabalho da mulher era visto como indigno, inferior e desvalorizado, por isso sempre foi menos remunerado. Mesmo após o processo de revolução industrial no Brasil, o quadro de desvalorização não modificou. Hoje temos ainda uma desigualdade muito grande no mercado de trabalho, com relação aos negro e as mulheres, refletido na participação, na remuneração, ou na ocupação de cargos de alto nível hierárquico.
Partindo para o setor bancário as mulheres são quase metade da categoria, segundo pesquisa realizada pelo DIEESE, entretanto quando analisamos a remuneração há uma queda de 25% em relação a remuneração dos homens. Quando comparamos os cargos ocupados por mulheres apenas 33,4% estão ocupando postos de gerência. Com relação a mulher negra esse dado se torna gritante, apenas 8% das mulheres que trabalham nos bancos são negras. Aliás quantos negros trabalham com você? Passamos tão despercebidos nos afazeres cotidianos que nem percebemos que praticamos preconceito no nosso trabalho.
Percebemos pelos dados que a participação feminina fica reduzida a um papel secundário ou subordinado, é que o maior nível de escolaridade que é das mulheres não refletiu em maior salário. Isso demostra que as mulheres continuam tendo representação em ocupações com menor nível de remuneração. As mulheres costumam ser sub-representadas em posições de alto nível hierárquico, quantas superintendentes, diretoras e presidentas de bancos são mulheres e quantos negros você conhece ocupando tais cargos? Apenas 5% das bancárias chegam assumir tal posto, além da pequena participação quando assumem tal posição, recebem salários menores para efetuar o mesmo trabalho. Além disso ainda são as que mais sofrem com a violência dos superiores, sendo as principais vítimas do assédio moral e sexual.
Esses dados são apenas um alerta para que possamos refletir, analisar e verificar que necessitamos avançar aquém da moeda social. Adotar medidas que contribuam para paridade tanto das mulheres quanto dos negros, deficientes, homoafetivos, significa dizer dar condições de oportunidades de ascensão profissional no setor bancário, para que as diferenças não sejam vistas como desigualdades.
Precisamos desconstruir estes estereótipos de inferioridade presentes na sociedade, pensar em seres humanos completos capazes de desenvolver razão e emoção, repensar nos espaços de homens, mulheres, negros, deficientes, homoafetivos e principalmente, repensar em que tipo de sociedade queremos. A campanha nacional da nossa categoria é um ótimo espaço pra enfrentar esse debate!
* Heidiany Katrine Moreno é Diretora de Bancos Estaduais do Seeb-PA/AP, cientista social, feminista e Esp. em Cultura Afro- Brasileira
E-mail: heidianykatrineO8@gmail.com / Fone: 91- 8198.4005
As mulheres sempre encontraram dificuldades para se inserirem no mercado de trabalho, talvez seja consequência do sistema patriarcal que dominou e infelizmente ainda domina as esferas de maior poder. Assim como os escravos o trabalho da mulher era visto como indigno, inferior e desvalorizado, por isso sempre foi menos remunerado. Mesmo após o processo de revolução industrial no Brasil, o quadro de desvalorização não modificou. Hoje temos ainda uma desigualdade muito grande no mercado de trabalho, com relação aos negro e as mulheres, refletido na participação, na remuneração, ou na ocupação de cargos de alto nível hierárquico.
Partindo para o setor bancário as mulheres são quase metade da categoria, segundo pesquisa realizada pelo DIEESE, entretanto quando analisamos a remuneração há uma queda de 25% em relação a remuneração dos homens. Quando comparamos os cargos ocupados por mulheres apenas 33,4% estão ocupando postos de gerência. Com relação a mulher negra esse dado se torna gritante, apenas 8% das mulheres que trabalham nos bancos são negras. Aliás quantos negros trabalham com você? Passamos tão despercebidos nos afazeres cotidianos que nem percebemos que praticamos preconceito no nosso trabalho.
Percebemos pelos dados que a participação feminina fica reduzida a um papel secundário ou subordinado, é que o maior nível de escolaridade que é das mulheres não refletiu em maior salário. Isso demostra que as mulheres continuam tendo representação em ocupações com menor nível de remuneração. As mulheres costumam ser sub-representadas em posições de alto nível hierárquico, quantas superintendentes, diretoras e presidentas de bancos são mulheres e quantos negros você conhece ocupando tais cargos? Apenas 5% das bancárias chegam assumir tal posto, além da pequena participação quando assumem tal posição, recebem salários menores para efetuar o mesmo trabalho. Além disso ainda são as que mais sofrem com a violência dos superiores, sendo as principais vítimas do assédio moral e sexual.
Esses dados são apenas um alerta para que possamos refletir, analisar e verificar que necessitamos avançar aquém da moeda social. Adotar medidas que contribuam para paridade tanto das mulheres quanto dos negros, deficientes, homoafetivos, significa dizer dar condições de oportunidades de ascensão profissional no setor bancário, para que as diferenças não sejam vistas como desigualdades.
Precisamos desconstruir estes estereótipos de inferioridade presentes na sociedade, pensar em seres humanos completos capazes de desenvolver razão e emoção, repensar nos espaços de homens, mulheres, negros, deficientes, homoafetivos e principalmente, repensar em que tipo de sociedade queremos. A campanha nacional da nossa categoria é um ótimo espaço pra enfrentar esse debate!
* Heidiany Katrine Moreno é Diretora de Bancos Estaduais do Seeb-PA/AP, cientista social, feminista e Esp. em Cultura Afro- Brasileira
E-mail: heidianykatrineO8@gmail.com / Fone: 91- 8198.4005
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Aos inimigos, a lei
Dado Dolabella, que foi condenado a dois anos e nove meses de prisão em regime aberto por ter agredido a atriz Luana Piovani, fez um desabafo: "Hoje tenho uma família que depende de mim. A situação é de medo. É assustador", declarou Dado sobre sua sentença.
Dias antes, Luana fez a seguinte declaração: "Aos inimigos, a lei".
RELEMBRE O CASO
Dado e Luana tiveram uma briga durante uma festa que aconteceu após a estreia da atriz no monólogo "Pássaro da Noite", na boate 00, na Gávea, Zona Sul do Rio. Enquanto os dois discutiam, a camareira da atriz, Esmeralda de Souza, conhecida como dona Esmê, tentou defender Luana e foi empurrada por Dado. Após a acusação, Dado foi condenado pela lei Maria da Penha. No entanto, em 2009, durante o carnaval, não respeitou a ordem de ficar a 250 metros de distância de atriz, e ficou preso por um dia.
Fonte: Yahoo, com edição do Blog
Dias antes, Luana fez a seguinte declaração: "Aos inimigos, a lei".
RELEMBRE O CASO
Dado e Luana tiveram uma briga durante uma festa que aconteceu após a estreia da atriz no monólogo "Pássaro da Noite", na boate 00, na Gávea, Zona Sul do Rio. Enquanto os dois discutiam, a camareira da atriz, Esmeralda de Souza, conhecida como dona Esmê, tentou defender Luana e foi empurrada por Dado. Após a acusação, Dado foi condenado pela lei Maria da Penha. No entanto, em 2009, durante o carnaval, não respeitou a ordem de ficar a 250 metros de distância de atriz, e ficou preso por um dia.
Fonte: Yahoo, com edição do Blog
domingo, 8 de agosto de 2010
Festival Territórios de Teatro começa amanhã
Programação:
Dia 08
Teatro Universitário Cláudio Barradas -10h - PÁSSARO TUCANO
Casarão do Bonecos - 20H - MORGUE INSANO AND COOL
Dia 09
Anfiteatro da Praça da República – 19h30 - O MÃO DE VACA - PALHAÇOS TROVADORES
Teatro Cuíra - 21h – ABRAÇO
Teatro da Fundação Curro Velho – 19h – UMA FLOR PARA LINDA FLORA
Dia 10
Casarão dos Bonecos – 19h - SIRÊNIOS
Anfiteatro da Praça da República – 19h30 - CONTOS DA FLORESTA
Teatro Cuíra - 21h – IRACEMA VOA
Dia 11
Casarão do Bonecos – 19h - O CONTO Q EU VIM CONTAR
Anfiteatro da Praça da República – 19h30 - PERIFÉERICO
Teatro Cuíra - 21h – ÚTERO
Dia 12
Teatro Cuíra - 21h - SEM FLOR, SEM PERFUME, SEM MARGARIDA
Teatro da Fundação Curro Velho – 19h-RETALHOS DE HOLANDA
Teatro Porão Cultural da Unipop - 20h - A MULHER MACACO
Teatro Universitário Cláudio Barradas – 21h – CORPO SANTO
Dia 13
Teatro da Fundação Curro Velho – 19h - ÁGUAS DE MARIANA
A Casa da Atriz – 19h – A TROCA E A TAREFA
Teatro Universitário Cláudio Barradas – 21h – MEIO DIA DO FIM
Dia 14
Praça Ver-o-rio 17h – Grupo de Experimentação Teatro Miniatura
Memorial dos Povos Indígenas – 19h – 6 MESES AQUI
Teatro da Fundação Curro Velho – 19 - QUEM TEM RISO VAI A LONA
Teatro Universitário Cláudio Barradas – 21h – FROZEN
Dia 15
Teatro Universitário Cláudio Barradas – 18h – DONS DE QUIXOTE
Teatro Maria Sylvia Nunes - 21h - IN BETWEEN
* Os espetáculos apresentados em locais fechados terão como ingressos a doação de 1 Kg de alimento não perecível, que serão doados à instituição PARAVIDDA.
Local: Anfiteatro da Praça da República - Avenida Presidente Vargas s/n, Campina
Período: 08/08/2010 - 15/08/2010
Horário: 17h00 - 21h00
Preço: Livre
Dia 08
Teatro Universitário Cláudio Barradas -10h - PÁSSARO TUCANO
Casarão do Bonecos - 20H - MORGUE INSANO AND COOL
Dia 09
Anfiteatro da Praça da República – 19h30 - O MÃO DE VACA - PALHAÇOS TROVADORES
Teatro Cuíra - 21h – ABRAÇO
Teatro da Fundação Curro Velho – 19h – UMA FLOR PARA LINDA FLORA
Dia 10
Casarão dos Bonecos – 19h - SIRÊNIOS
Anfiteatro da Praça da República – 19h30 - CONTOS DA FLORESTA
Teatro Cuíra - 21h – IRACEMA VOA
Dia 11
Casarão do Bonecos – 19h - O CONTO Q EU VIM CONTAR
Anfiteatro da Praça da República – 19h30 - PERIFÉERICO
Teatro Cuíra - 21h – ÚTERO
Dia 12
Teatro Cuíra - 21h - SEM FLOR, SEM PERFUME, SEM MARGARIDA
Teatro da Fundação Curro Velho – 19h-RETALHOS DE HOLANDA
Teatro Porão Cultural da Unipop - 20h - A MULHER MACACO
Teatro Universitário Cláudio Barradas – 21h – CORPO SANTO
Dia 13
Teatro da Fundação Curro Velho – 19h - ÁGUAS DE MARIANA
A Casa da Atriz – 19h – A TROCA E A TAREFA
Teatro Universitário Cláudio Barradas – 21h – MEIO DIA DO FIM
Dia 14
Praça Ver-o-rio 17h – Grupo de Experimentação Teatro Miniatura
Memorial dos Povos Indígenas – 19h – 6 MESES AQUI
Teatro da Fundação Curro Velho – 19 - QUEM TEM RISO VAI A LONA
Teatro Universitário Cláudio Barradas – 21h – FROZEN
Dia 15
Teatro Universitário Cláudio Barradas – 18h – DONS DE QUIXOTE
Teatro Maria Sylvia Nunes - 21h - IN BETWEEN
* Os espetáculos apresentados em locais fechados terão como ingressos a doação de 1 Kg de alimento não perecível, que serão doados à instituição PARAVIDDA.
Local: Anfiteatro da Praça da República - Avenida Presidente Vargas s/n, Campina
Período: 08/08/2010 - 15/08/2010
Horário: 17h00 - 21h00
Preço: Livre
sábado, 7 de agosto de 2010
Moção de Repúdio contra a ação criminosa da Rede Globo em relação às mulheres que praticam aborto
É “fantástico” como a Rede Globo, ao longo dos últimos anos, tem cumprido um papel de afirmar e incrementar visões conservadoras na sociedade brasileira de forma geral, e de reafirmar a ideia do aborto como assassinato, em particular. As novelas da Globo têm sido o principal instrumento para veicular esta visão de aborto como crime e taxar as mulheres que o praticam de assassinas.
Não bastasse, esta emissora tem também assumido um papel policialesco, ao produzir reportagens para criminalizar e denunciar o aborto clandestino. Não podemos esquecer que o estouro de uma clínica no Mato Grosso do Sul, no final de 2007, que resultou na exposição pública do nome de dez mil mulheres e na condenação de trabalhadoras e de mulheres que fizeram aborto, foi desencadeada a partir da ação desta emissora, após denúncia feita contra a clínica.
A partir deste episódio, tem se desenvolvido no Brasil uma ação sem precedentes de criminalização do aborto. Inclusive com a proposta de uma CPI do aborto, contra a qual os movimentos têm lutado. Sabemos que a Rede Globo não está sozinha. Ela se articula com o setores mais conservadores da sociedade, que reúne parlamentares e igreja católica, com o intuito de retroceder nos poucos avanços que as mulheres conquistaram na área dos direitos reprodutivos.
Neste domingo, 1º de agosto, o programa Fantástico fez uma reportagem no mínimo revoltante. Em uma ação policialesca, entrou em clinicas clandestinas de Salvador, Belém e Rio de Janeiro para denunciar o aborto clandestino. Como sempre, foram expostas as mulheres pobres e as clínicas que atendem mulheres pobres, marcando assim o caráter de classe da criminalização do aborto. Por que não mostrou as clínicas em que as artistas e celebridades da Globo fazem abortos? Por que não mostrou os médicos as atendem? Ficou claro as mulheres ricas e as artistas da globo ficam preservadas, pois para elas o aborto não é problema, e nem é feito nestas clínicas.
Esta atuação da Globo somente reforça a já emblemática situação de criminalização instaurada no país. Sabemos que o aumento da repressão empurra as mulheres pobres para práticas de aborto cada vez mais inseguras, condenando-as a correr graves riscos para suas vidas, e para sua saúde física e psíquica. Além de não contribuir para reduzir este grave problema de saúde pública, alem de demarcar o lugar de subordinação das mulheres, já que elas não têm o direito de decidir sobre seus corpos e suas vidas.
É preciso lembrar sempre que são as mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, as que mais sofrem com a criminalização. São elas que recorrem à clínicas clandestinas e a outros meios precários e inseguros, uma vez que não podem pagar pelo serviço clandestino na rede privada, que cobra altíssimos preços, nem podem viajar para países onde o aborto é legalizado, opções seguras para as mulheres ricas.
Diante de tudo isso, nós, mulheres da Marcha Mundial, vimos a público repudiar esta ação criminosa da Rede Globo contra as mulheres pobres que praticam aborto. Ao invés de punição, nós propomos para o Brasil uma política pública integral de saúde que auxilie mulheres e homens a adotarem um comportamento preventivo, que promova de forma universal o acesso a todos os meios de proteção à saúde, concepção e anticoncepção, sem coerção e com respeito. Somente a legalizaçao do aborto no Brasil é capaz de reverter a situação dramática da clandestinidade do aborto, que mata, humilha e pune as mulheres que ousam decidir por suas vidas.
Fazemos coro com os movimentos que lutam pela democratização dos meios de comunicação para dar um basta nesta postura criminosa, reacionária e autoritária da Rede Globo.
Fora Rede Globo! Basta de violência contra a mulher!
Pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto!
Marcha Mundial das Mulheres
Não bastasse, esta emissora tem também assumido um papel policialesco, ao produzir reportagens para criminalizar e denunciar o aborto clandestino. Não podemos esquecer que o estouro de uma clínica no Mato Grosso do Sul, no final de 2007, que resultou na exposição pública do nome de dez mil mulheres e na condenação de trabalhadoras e de mulheres que fizeram aborto, foi desencadeada a partir da ação desta emissora, após denúncia feita contra a clínica.
A partir deste episódio, tem se desenvolvido no Brasil uma ação sem precedentes de criminalização do aborto. Inclusive com a proposta de uma CPI do aborto, contra a qual os movimentos têm lutado. Sabemos que a Rede Globo não está sozinha. Ela se articula com o setores mais conservadores da sociedade, que reúne parlamentares e igreja católica, com o intuito de retroceder nos poucos avanços que as mulheres conquistaram na área dos direitos reprodutivos.
Neste domingo, 1º de agosto, o programa Fantástico fez uma reportagem no mínimo revoltante. Em uma ação policialesca, entrou em clinicas clandestinas de Salvador, Belém e Rio de Janeiro para denunciar o aborto clandestino. Como sempre, foram expostas as mulheres pobres e as clínicas que atendem mulheres pobres, marcando assim o caráter de classe da criminalização do aborto. Por que não mostrou as clínicas em que as artistas e celebridades da Globo fazem abortos? Por que não mostrou os médicos as atendem? Ficou claro as mulheres ricas e as artistas da globo ficam preservadas, pois para elas o aborto não é problema, e nem é feito nestas clínicas.
Esta atuação da Globo somente reforça a já emblemática situação de criminalização instaurada no país. Sabemos que o aumento da repressão empurra as mulheres pobres para práticas de aborto cada vez mais inseguras, condenando-as a correr graves riscos para suas vidas, e para sua saúde física e psíquica. Além de não contribuir para reduzir este grave problema de saúde pública, alem de demarcar o lugar de subordinação das mulheres, já que elas não têm o direito de decidir sobre seus corpos e suas vidas.
É preciso lembrar sempre que são as mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, as que mais sofrem com a criminalização. São elas que recorrem à clínicas clandestinas e a outros meios precários e inseguros, uma vez que não podem pagar pelo serviço clandestino na rede privada, que cobra altíssimos preços, nem podem viajar para países onde o aborto é legalizado, opções seguras para as mulheres ricas.
Diante de tudo isso, nós, mulheres da Marcha Mundial, vimos a público repudiar esta ação criminosa da Rede Globo contra as mulheres pobres que praticam aborto. Ao invés de punição, nós propomos para o Brasil uma política pública integral de saúde que auxilie mulheres e homens a adotarem um comportamento preventivo, que promova de forma universal o acesso a todos os meios de proteção à saúde, concepção e anticoncepção, sem coerção e com respeito. Somente a legalizaçao do aborto no Brasil é capaz de reverter a situação dramática da clandestinidade do aborto, que mata, humilha e pune as mulheres que ousam decidir por suas vidas.
Fazemos coro com os movimentos que lutam pela democratização dos meios de comunicação para dar um basta nesta postura criminosa, reacionária e autoritária da Rede Globo.
Fora Rede Globo! Basta de violência contra a mulher!
Pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto!
Marcha Mundial das Mulheres
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Seresta do Carmo. É hoje!
O GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, promove: SERENATA DO CARMO
Data: 06/08/2010
Hora: 19 horas
Local: Praça do Carmo
19h Mostra de cinema
20h Interferência Poética:
Grupo Extremo Norte
· Rui do Carmo,
· Rita Melém,
· RenatoGusmão
21h Grupo Paranativo
21h30 Trio Ternura
22h30 Mestre Vieira
Data: 06/08/2010
Hora: 19 horas
Local: Praça do Carmo
19h Mostra de cinema
20h Interferência Poética:
Grupo Extremo Norte
· Rui do Carmo,
· Rita Melém,
· RenatoGusmão
21h Grupo Paranativo
21h30 Trio Ternura
22h30 Mestre Vieira
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Aborto no "Fantástico": sensacionalismo e superficialidade*
O "Fantástico" de ontem (01/08) exibiu uma péssima reportagem sobre a prática clandestina de aborto no Brasil. Sem pé nem cabeça, a matéria serviu mais pra alimentar a desinformação do que contribuir para um debate tão importante. Muitos aspectos foram deixados de lado e, para garantir seu posicionamento de propaganda antilegalização do aborto, a reportagem tornou-se um imenso emaranhado de informações que não se relacionaram entre si.
Diante de um problema de enorme complexidade, o programa resolveu abordar apenas a ponta do iceberg: a existência de clínicas clandestinas no Rio, em Salvador, em Belém; e a venda de Citotec no "mercado paralelo". Com câmeras escondidas, adentrou as clínicas, questionou médicos(as) e atendentes sobre o procedimento, sobre o número de abortos realizados por mês, sobre riscos e preço. Exibiu rostos e nomes de médicos(as) e pessoas que trabalham nesses locais. Nenhuma mulher foi entrevistada - apenas uma que fez uso de Citotec há um mês.
A reportagem optou por não relacionar nitidamente dados expostos por ela mesma: de um lado, as clínicas existem, e as mulheres procuram por elas. Há riscos importantes para a mulher, provenientes das condições inseguras em que o aborto é realizado nesses locais. De outro lado, pesquisa realizada pela Universidade de Brasília aponta que uma em cada cinco mulheres, aos 40 anos, já fez aborto; e que a mulher que faz aborto no Brasil é absolutamente normal: tem religião, é trabalhadora, às vezes é casada, às vezes já até tem filhos. Poderia ser vizinha, prima, amiga, irmã, colega de qualquer telespectador(a) do "Fantástico".
Nenhuma palavra sobre o fato de ser exatamente a criminalização que gera essa clandestinidade e, por consequência, os riscos aos quais as mulheres estão expostas. A não legalização as leva a buscarem métodos caseiros improvisados e clínicas clandestinas sem nenhuma condição de higiene e segurança. Ambas as "alternativas" submetem essas mulheres à possibilidade de prisão, de sofrer sequelas profundas ou mesmo de morrer. Muitas acabam no SUS, para finalizar o procedimento mal feito, e são tratadas com crueldade por médicos e enfermeiros. Porém, certamente, há clínicas clandestinas bem equipadas, onde o aborto pode ser realizado com segurança e higiene. A essas, somente tem acesso quem pode pagar caro. Isso significa que a criminalização do aborto no Brasil é uma hipocrisia tão grande que condena aos riscos mencionados especialmente as mulheres mais pobres. Disso, a reportagem não tratou.
Uma reportagem, no mínimo, razoável, daria mais espaço à antropóloga da UnB que dissertou sobre os resultados da pesquisa mencionada do que os míseros 30 segundos a que ela teve direito; e com edição menos "malandra". A reportagem poderia ter falado da experiência de países que têm o aborto legalizado (por exemplo, mostrar que é fantasiosa a ideia de que a prática de aborto aumenta com a legalização) ou das diferenças que há entre um aborto realizado com segurança e outro, o clandestino.
A responsabilidade por evitar uma gravidez indesejada é integralmente da mulher: é ela quem deve tomar pílulas anticoncepcionais; é ela quem tem dificuldade de negociar com seu parceiro o uso da camisinha; são dela todos os ônus de eventuais falhas de métodos contraceptivos; é dela a vida que mais muda com o nascimento de uma criança, muitas vezes, sem pai. Apenas uma coisa não é dela: o direito de escolher levar a cabo ou não uma gravidez. A matéria também não falou disso.
Ou seja: a resportagem do "Fantástico" tratou a questão do aborto com superficialidade, sensacionalismo e preconceito. Falou do tema como se as mulheres que sofrem essas consequências fossem vítimas de profissionais mal-intencionados, e não da hipocrisia e do anacronismo. Se o aborto fosse legalizado, não haveria mercado clandestino. Aquelas que têm religião e crença poderiam segui-las livremente. Aquelas que optam por interromper sua gestação, também teriam liberdade.
*Alessandra Terribili é jornalista e militante da Marcha Mundial das Mulheres
Texto retirado do blog: http://terribili.blogspot.com/
Diante de um problema de enorme complexidade, o programa resolveu abordar apenas a ponta do iceberg: a existência de clínicas clandestinas no Rio, em Salvador, em Belém; e a venda de Citotec no "mercado paralelo". Com câmeras escondidas, adentrou as clínicas, questionou médicos(as) e atendentes sobre o procedimento, sobre o número de abortos realizados por mês, sobre riscos e preço. Exibiu rostos e nomes de médicos(as) e pessoas que trabalham nesses locais. Nenhuma mulher foi entrevistada - apenas uma que fez uso de Citotec há um mês.
A reportagem optou por não relacionar nitidamente dados expostos por ela mesma: de um lado, as clínicas existem, e as mulheres procuram por elas. Há riscos importantes para a mulher, provenientes das condições inseguras em que o aborto é realizado nesses locais. De outro lado, pesquisa realizada pela Universidade de Brasília aponta que uma em cada cinco mulheres, aos 40 anos, já fez aborto; e que a mulher que faz aborto no Brasil é absolutamente normal: tem religião, é trabalhadora, às vezes é casada, às vezes já até tem filhos. Poderia ser vizinha, prima, amiga, irmã, colega de qualquer telespectador(a) do "Fantástico".
Nenhuma palavra sobre o fato de ser exatamente a criminalização que gera essa clandestinidade e, por consequência, os riscos aos quais as mulheres estão expostas. A não legalização as leva a buscarem métodos caseiros improvisados e clínicas clandestinas sem nenhuma condição de higiene e segurança. Ambas as "alternativas" submetem essas mulheres à possibilidade de prisão, de sofrer sequelas profundas ou mesmo de morrer. Muitas acabam no SUS, para finalizar o procedimento mal feito, e são tratadas com crueldade por médicos e enfermeiros. Porém, certamente, há clínicas clandestinas bem equipadas, onde o aborto pode ser realizado com segurança e higiene. A essas, somente tem acesso quem pode pagar caro. Isso significa que a criminalização do aborto no Brasil é uma hipocrisia tão grande que condena aos riscos mencionados especialmente as mulheres mais pobres. Disso, a reportagem não tratou.
Uma reportagem, no mínimo, razoável, daria mais espaço à antropóloga da UnB que dissertou sobre os resultados da pesquisa mencionada do que os míseros 30 segundos a que ela teve direito; e com edição menos "malandra". A reportagem poderia ter falado da experiência de países que têm o aborto legalizado (por exemplo, mostrar que é fantasiosa a ideia de que a prática de aborto aumenta com a legalização) ou das diferenças que há entre um aborto realizado com segurança e outro, o clandestino.
A responsabilidade por evitar uma gravidez indesejada é integralmente da mulher: é ela quem deve tomar pílulas anticoncepcionais; é ela quem tem dificuldade de negociar com seu parceiro o uso da camisinha; são dela todos os ônus de eventuais falhas de métodos contraceptivos; é dela a vida que mais muda com o nascimento de uma criança, muitas vezes, sem pai. Apenas uma coisa não é dela: o direito de escolher levar a cabo ou não uma gravidez. A matéria também não falou disso.
Ou seja: a resportagem do "Fantástico" tratou a questão do aborto com superficialidade, sensacionalismo e preconceito. Falou do tema como se as mulheres que sofrem essas consequências fossem vítimas de profissionais mal-intencionados, e não da hipocrisia e do anacronismo. Se o aborto fosse legalizado, não haveria mercado clandestino. Aquelas que têm religião e crença poderiam segui-las livremente. Aquelas que optam por interromper sua gestação, também teriam liberdade.
*Alessandra Terribili é jornalista e militante da Marcha Mundial das Mulheres
Texto retirado do blog: http://terribili.blogspot.com/
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Brasil é o penúltimo na promoção da igualdade de gênero
O Brasil ocupa a penúltima posição num ranking geral que mede os esforços de 16 países latinoamericanos e caribenhos na promoção da igualdade de gênero. O mau desempenho do país foi medido através de uma ferramenta batizada de ISOQuito, que monitora quase todos os países que assinaram o Consenso de Quito, em 2007, no Equador. O resultado foi apresentado na última semana, durante a XI Conferência Regional das Mulheres, realizada em Brasília (DF).
Após três anos de implementação de políticas públicas, com exceção do Brasil, os países do Cone Sul tiveram melhor desempenho em diversos quesitos. O Chile apresenta o maior índice na promoção do bem estar para as mulheres. Em relação à paridade econômica e do trabalho, o Uruguai está em primeiro lugar.
No terceiro aspecto avaliado, a paridade na tomada de decisões, a Argentina lidera o índice. Nesse quesito, o Brasil é o último colocado.
A autonomia física, política e econômica está entre as diretrizes estabelecidas pelo Consenso de Quito. O desempenho de cada país é baseado em dados em dados do Observatório Regional de Paridade de Gênero da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe).
Fonte: RadioCom
Após três anos de implementação de políticas públicas, com exceção do Brasil, os países do Cone Sul tiveram melhor desempenho em diversos quesitos. O Chile apresenta o maior índice na promoção do bem estar para as mulheres. Em relação à paridade econômica e do trabalho, o Uruguai está em primeiro lugar.
No terceiro aspecto avaliado, a paridade na tomada de decisões, a Argentina lidera o índice. Nesse quesito, o Brasil é o último colocado.
A autonomia física, política e econômica está entre as diretrizes estabelecidas pelo Consenso de Quito. O desempenho de cada país é baseado em dados em dados do Observatório Regional de Paridade de Gênero da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe).
Fonte: RadioCom
terça-feira, 27 de julho de 2010
Vida corrida, blog parado
Apesar de ser um mês em que as pessoas tem mais tempo livre, as atualizadoras do Blog tem passado maus bocados... em termos de tempo! Cecília veio ao mundo e o calendário não tá brincadeira.
Desculpem-nos, mas o mundo real nos demanda (e como!).
Sempre que possível, estaremos por aqui.
Desculpem-nos, mas o mundo real nos demanda (e como!).
Sempre que possível, estaremos por aqui.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
O CASO 'ELIZA SAMUDIO' E O MACHISMO TOTAL
O caso Eliza Samudio
Que tem chocado o Brasil
Emerge como prelúdio
De um grande desafio:
Exortar nossa Justiça
Pra deixar de ser omissa
Ante o machismo tão vil!
Trata-se de um momento
De grande reflexão
Pois não basta só lamento
Ou alguma oração
É hora de provocar
Propondo um outro olhar
Sobre processo e ação
Saiu na televisão
Rádio, internet e jornal
Notícia em primeira mão
Toda manchete é igual:
Ex-amante de goleiro
(Aquele cheio de dinheiro!)
Sumiu sem deixar sinal
Muita especulação
- discurso de autoridade-
Uns dizem que é armação
Outros dizem que é verdade
Polícia e delegacia
Justiça e promotoria:
Fogueira de vaidades!
Mei-mundo de advogados
Investigação global
Cada um no seu quadrado
Falando em todo canal
Subjacente a tudo
Um peixe muito graúdo:
Androcentrismo total!
A mídia fala em Bruno
Eliza e gravidez
Flamengo, orgia e fumo
-esta é a bola da vez!-
Tem muito 'especialista'
Em busca de alguma pista
Pra ser o herói do mês
E a história se repetindo
Mudando apenas o nome
Outra mulher sucumbindo
Sob ameaça dum homem
Uma vida abreviada
Cuja morte anunciada
A estatística consome
Assim é a violência
Lançada sobre a mulher
Ela pede providência
E cara faz o que quer
Mas a Justiça, que é lerda,
Machista, 'fazendo merda'
Vem com papo de mané
E oito meses depois
Da 'denúncia' inicial
Que é o feijão com arroz
Do distinto tribunal
Nadica de nada existe
Mas autoridade insiste
Que isto, sim, é normal:
?A culpa é do Instituto
Que não mandou o exame?
- isto soa como insulto
e daqueles mais infame-
Não era caso de urgência?
-tenha santa paciência!-
Para que serve um ditame?
A moça buscou amparo
Na Justiça do país
Agiu correto, é claro
E esperou do juiz
O tal reconhecimento
Sobre o pai do seu rebento
Tendo a vida por um triz
Também fez comunicado
Ao campo policial
Dizendo que o namorado
Praticou crimes e tal
Buscou as vias legais
Enfrentou feras reais
Terá sido este o seu mal?
Mesmo com a delegacia
Dita especializada
E com toda a apologia
De uma Lei avançada
Faltou ter a ruptura
Com aquela velha cultura
De que a mulher é culpada
E o cumprimento legal
No caso, muito importante
Seria mais um arsenal
Para enfrentar o gigante
Mudar a mentalidade
De nossas autoridades
É fator preponderante
E para que isto ocorra
Entre outra alternativa
Antes que mais uma morra
E o caso fique à deriva
É preciso compreender
Que Justiça é pra fazer
Enquanto a mulher tá viva!
Sei que nada justifica
Que haja tanta demora
E enquanto o caso complica
A vítima 'já foi embora'
Sem medida protetiva!
Sequer prisão preventiva!
Quanta inoperância aflora!
Se o exame era necessário
À elucidação do crime
O Estado-perdulá rio
Neste campo fez regime
Ficando no empurra empurra
No velho: ''mulher é burra,
e joga no outro time?
Todo crime tem problemas
e toda diversidade
Assim como há esquemas
Também há dificuldades
Mas pra mim é evidente
Que o machismo presente
Premia a impunidade
Machismo compartilhado
Por gente de toda cor
Do goleiro ao empregado
Do primo ao executor
Autoridades também
Implicitamente têm
Um machismo inspirador
Cada 'doutor' se expressa
Centrado no garanhão
É o mote da conversa:
Fama, grana e traição
Ao se referir a ela
Falam da menina bela
Que fez filme de tesão
Falta a compreensão
Da questão relacional
Gênero, classe, profissão
Cor e status social
O processo é narrativa
Que emerge da saliva
Falocêntrica- legal
E ainda que alguns digam
?Oh, Eliza, coitadinha?
E suas doutrinas sigam
Desvendando pegadinhas
A escola dogmática
Do direito-matemá tica
Perpetua ladainhas
Processo judicial
Só serve para punir?
Havia tanto sinal...
Não dava pra prevenir?
E a tal ação civil?
Alimentos deferiu?
Para o bebê consumir?
É um momento de dor
Para a família dos dois
O caso é multifator
Não basta dar nome aos bois
A lógica policial
Cartesiana e formal
Festeja tudo depois
Por isso se faz urgente
Conjugar gênero e direito
Pois um trabalho decente
Que surta algum efeito
Não se limita a julgar
Mas também a estudar
O cerne do preconceito
Homens que matam mulheres
Em relações de poder
Isto tem se dado em série
Mas é preciso entender
Que subjaz ao evento
Um histórico comportamento
Que vai construindo o ser
A nossa sociedade
Apesar da evolução
Reproduz iniquidade
E também muita opressão
Homem que bate em mulher
- E ?ninguém mete a colher? -
Sempre foi uma 'lição'
Aprendida por goleiros
Delegados, professores
Motoristas, marceneiros
Pedreiros e promotores
Garçons e malabaristas
Médicos e taxistas
Juízes e adestradores
Por isto em nossos dias
De conquistas sociais
De novas filosofias
Direitos especiais
Não podemos aceitar
Justiça só pra apurar
Crimes tão excepcionais
Que a Justiça também
Sirva para (se) educar
Chega deste nhém-nhém-nhém
Deste eterno blá-blá-blá
A Lei Maria da Penha
Existe pra que não tenha
Tanta morte a lamentar!!!
Salete Maria
http://www.cordelirando.blogspot.com/
Que tem chocado o Brasil
Emerge como prelúdio
De um grande desafio:
Exortar nossa Justiça
Pra deixar de ser omissa
Ante o machismo tão vil!
Trata-se de um momento
De grande reflexão
Pois não basta só lamento
Ou alguma oração
É hora de provocar
Propondo um outro olhar
Sobre processo e ação
Saiu na televisão
Rádio, internet e jornal
Notícia em primeira mão
Toda manchete é igual:
Ex-amante de goleiro
(Aquele cheio de dinheiro!)
Sumiu sem deixar sinal
Muita especulação
- discurso de autoridade-
Uns dizem que é armação
Outros dizem que é verdade
Polícia e delegacia
Justiça e promotoria:
Fogueira de vaidades!
Mei-mundo de advogados
Investigação global
Cada um no seu quadrado
Falando em todo canal
Subjacente a tudo
Um peixe muito graúdo:
Androcentrismo total!
A mídia fala em Bruno
Eliza e gravidez
Flamengo, orgia e fumo
-esta é a bola da vez!-
Tem muito 'especialista'
Em busca de alguma pista
Pra ser o herói do mês
E a história se repetindo
Mudando apenas o nome
Outra mulher sucumbindo
Sob ameaça dum homem
Uma vida abreviada
Cuja morte anunciada
A estatística consome
Assim é a violência
Lançada sobre a mulher
Ela pede providência
E cara faz o que quer
Mas a Justiça, que é lerda,
Machista, 'fazendo merda'
Vem com papo de mané
E oito meses depois
Da 'denúncia' inicial
Que é o feijão com arroz
Do distinto tribunal
Nadica de nada existe
Mas autoridade insiste
Que isto, sim, é normal:
?A culpa é do Instituto
Que não mandou o exame?
- isto soa como insulto
e daqueles mais infame-
Não era caso de urgência?
-tenha santa paciência!-
Para que serve um ditame?
A moça buscou amparo
Na Justiça do país
Agiu correto, é claro
E esperou do juiz
O tal reconhecimento
Sobre o pai do seu rebento
Tendo a vida por um triz
Também fez comunicado
Ao campo policial
Dizendo que o namorado
Praticou crimes e tal
Buscou as vias legais
Enfrentou feras reais
Terá sido este o seu mal?
Mesmo com a delegacia
Dita especializada
E com toda a apologia
De uma Lei avançada
Faltou ter a ruptura
Com aquela velha cultura
De que a mulher é culpada
E o cumprimento legal
No caso, muito importante
Seria mais um arsenal
Para enfrentar o gigante
Mudar a mentalidade
De nossas autoridades
É fator preponderante
E para que isto ocorra
Entre outra alternativa
Antes que mais uma morra
E o caso fique à deriva
É preciso compreender
Que Justiça é pra fazer
Enquanto a mulher tá viva!
Sei que nada justifica
Que haja tanta demora
E enquanto o caso complica
A vítima 'já foi embora'
Sem medida protetiva!
Sequer prisão preventiva!
Quanta inoperância aflora!
Se o exame era necessário
À elucidação do crime
O Estado-perdulá rio
Neste campo fez regime
Ficando no empurra empurra
No velho: ''mulher é burra,
e joga no outro time?
Todo crime tem problemas
e toda diversidade
Assim como há esquemas
Também há dificuldades
Mas pra mim é evidente
Que o machismo presente
Premia a impunidade
Machismo compartilhado
Por gente de toda cor
Do goleiro ao empregado
Do primo ao executor
Autoridades também
Implicitamente têm
Um machismo inspirador
Cada 'doutor' se expressa
Centrado no garanhão
É o mote da conversa:
Fama, grana e traição
Ao se referir a ela
Falam da menina bela
Que fez filme de tesão
Falta a compreensão
Da questão relacional
Gênero, classe, profissão
Cor e status social
O processo é narrativa
Que emerge da saliva
Falocêntrica- legal
E ainda que alguns digam
?Oh, Eliza, coitadinha?
E suas doutrinas sigam
Desvendando pegadinhas
A escola dogmática
Do direito-matemá tica
Perpetua ladainhas
Processo judicial
Só serve para punir?
Havia tanto sinal...
Não dava pra prevenir?
E a tal ação civil?
Alimentos deferiu?
Para o bebê consumir?
É um momento de dor
Para a família dos dois
O caso é multifator
Não basta dar nome aos bois
A lógica policial
Cartesiana e formal
Festeja tudo depois
Por isso se faz urgente
Conjugar gênero e direito
Pois um trabalho decente
Que surta algum efeito
Não se limita a julgar
Mas também a estudar
O cerne do preconceito
Homens que matam mulheres
Em relações de poder
Isto tem se dado em série
Mas é preciso entender
Que subjaz ao evento
Um histórico comportamento
Que vai construindo o ser
A nossa sociedade
Apesar da evolução
Reproduz iniquidade
E também muita opressão
Homem que bate em mulher
- E ?ninguém mete a colher? -
Sempre foi uma 'lição'
Aprendida por goleiros
Delegados, professores
Motoristas, marceneiros
Pedreiros e promotores
Garçons e malabaristas
Médicos e taxistas
Juízes e adestradores
Por isto em nossos dias
De conquistas sociais
De novas filosofias
Direitos especiais
Não podemos aceitar
Justiça só pra apurar
Crimes tão excepcionais
Que a Justiça também
Sirva para (se) educar
Chega deste nhém-nhém-nhém
Deste eterno blá-blá-blá
A Lei Maria da Penha
Existe pra que não tenha
Tanta morte a lamentar!!!
Salete Maria
http://www.cordelirando.blogspot.com/
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Mulheres trabalham mais e ganham menos em toda a América Latina
A carga de trabalho, remunerado e doméstico, das mulheres é superior a dos homens em toda a América Latina, segundo documento divulgado nesta terça-feira (13) pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina) em virtude da 11º Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe, que começou hoje e vai até o dia 16 em Brasília.
No Brasil, as mulheres dedicam 56,6 horas semanais ao trabalho enquanto os homens ocupam 52 horas. No México, no entanto, as mulheres dedicam 76,3 horas, contra apenas 58,4 dos homens.
O relatório examina as conquistas e desafios enfrentados pelos governos da região em matéria de igualdade de gênero, que aponta a participação do Estado, do mercado e das famílias, segundo Alicia Bárcena, Secretária Executiva da Cepal.
- Não será possível conseguir igualdade de trabalho para as mulheres enquanto não for resolvida a carga de trabalho não remunerado e de cuidados que recai historicamente sobre elas.
Dados de 2008 mostram que 31,6% das mulheres de 15 anos ou mais na região não tinham renda própria, enquanto que somente 10,4% dos homens estavam nessa condição.
Ainda assim, as mulheres superam os homens em termos de desemprego (8,3% contra 5,7%) e embora a brecha salarial entre os gêneros tenham diminuído – a renda média das mulheres passou de 69% em 1990 para 79% em 2008 –, as mulheres continuam tendo maior representação em ocupações com menor nível de remuneração.
O documento aponta que as mulheres costumam ser sub-representadas em posições de alto nível hierárquico e ainda recebem salários menores para um trabalho de igual valor que o dos homens.
Entre as propostas apresentadas pela Cepal para solucionar o problema da desigualdade estão: uma maior participação do Estado, igualdade no sistema público e privado e redistribuição do trabalho total.
Fonte: R7
No Brasil, as mulheres dedicam 56,6 horas semanais ao trabalho enquanto os homens ocupam 52 horas. No México, no entanto, as mulheres dedicam 76,3 horas, contra apenas 58,4 dos homens.
O relatório examina as conquistas e desafios enfrentados pelos governos da região em matéria de igualdade de gênero, que aponta a participação do Estado, do mercado e das famílias, segundo Alicia Bárcena, Secretária Executiva da Cepal.
- Não será possível conseguir igualdade de trabalho para as mulheres enquanto não for resolvida a carga de trabalho não remunerado e de cuidados que recai historicamente sobre elas.
Dados de 2008 mostram que 31,6% das mulheres de 15 anos ou mais na região não tinham renda própria, enquanto que somente 10,4% dos homens estavam nessa condição.
Ainda assim, as mulheres superam os homens em termos de desemprego (8,3% contra 5,7%) e embora a brecha salarial entre os gêneros tenham diminuído – a renda média das mulheres passou de 69% em 1990 para 79% em 2008 –, as mulheres continuam tendo maior representação em ocupações com menor nível de remuneração.
O documento aponta que as mulheres costumam ser sub-representadas em posições de alto nível hierárquico e ainda recebem salários menores para um trabalho de igual valor que o dos homens.
Entre as propostas apresentadas pela Cepal para solucionar o problema da desigualdade estão: uma maior participação do Estado, igualdade no sistema público e privado e redistribuição do trabalho total.
Fonte: R7
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