terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Em defesa do PNDH 3

Nós, entidades de Direitos Humanos do Estado do Pará, abaixo assinadas, vimos através desta manifestar irrefutável apoio ao Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH 3) por refletir aspirações profundas da sociedade brasileira.

A construção desta agenda está fundamentada na Convenção de Direitos Humanos de Viena das Nações Unidas de 1993, que implementa a concepção contemporânea de direitos humanos como indivisibilidade, interdependência e universalidade, bem como recomenda aos Estados Nacionais que adotem planos e programas de direitos humanos.

O PNDH 3 é resultado de um amplo processo de discussão em todos os estados, com a participação da sociedade civil e poder público. Temas como os direitos sexuais e reprodutivos da mulher, direitos dos homossexuais, da memória e da verdade, meio ambiente e reforma agrária são reflexos de reivindicações históricas da sociedade brasileira e fundamentais para a consolidação da nossa jovem democracia.

As manifestações contrárias ao PNDH 3 reafirmam velhos preconceitos e procuram desinformar para confundir a consciência nacional. Conservadores de todas as estirpes, do latifúndio aos oligarcas da mídia, dos torturadores da ditadura militar até a ala mais atrasada da Igreja repudiam a legitimidade de várias conquistas e avanços presentes no PNDH 3. O conteúdo de tais manifestações está ligada aos interesses dos beneficiários da grande exclusão social brasileira e dos legítimos representantes de nosso passado escravocrata.

A defesa do PNDH 3 e a sua efetivação é uma necessidade histórica para livrar o Brasil de suas grandes deformações e desigualdades e assegurar a elevação da construção democrática, aspecto decisivo para o progresso social do povo brasileiro.

Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos - SDDH
Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra - MST
Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil- Seção Pará – CDH-OAB/PA
Instituto Paulo Fonteles
Movimento de Mulheres Campo e Cidade – MMCC
Igreja Evangélica de Confissão Luterana
Comitê Inter-religioso
SóDireitos

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Disque Denúncia

Este é o número nacional para denúncias de violência contra as mulheres. As ligações podem ser feitas de qualquer lugar, a qualquer hora.

Num país em que a cada 15 segundos uma mulher é agredida*, vale a pena divulgar, né?

*Dados da Fundação Perseu Abramo (2001)

Tráfico Humano

Titulo Original: Human Trafficking
Gênero: drama
Duração: 176 min
Lançamento: EUA/Canadá (2005)
Elenco: Mira Sorvino, Donald Sutherland, Rémy Girard, Isabelle Blais, Laurence Leboeuf e Vlasta Vrana
Direção: Christian Duguay
Distribuição: Alpha Filmes

Sinopse:
Centenas de milhares de jovens mulheres desapareceram, forçadas pela violência a uma vida infernal na indústria moderna da escravidão: o submundo do tráfico humano. Enquanto uma jovem de 16 anos da Ucrânia, uma mãe solteira da Rússia, uma orfã de 17 anos da Romênia e uma turista adolescente de 12 anos se tornam vítimas de traficantes internacionais, um time especializado de agentes federais luta para expor a rede mundial que as escravisou. A agente Kate Morozov conhece os horrores da exploração sexual de perto e dedicada a desmantelar a rede e trazer os culpados para a Justiça. Tráfico Humano é ao mesmo tempo um thriller envolvente, um aviso e uma das mais importantes histórias do nosso tempo.

Comentário nosso: o filme possui cenas muito fortes, exige estômago. Ótimo pra quem quer entender as diversas formas utilizadas para arregimentar mulheres para exploração sexual, cujo maior mercado é os Estados Unidos.

Fontes: cineminha.uol.com.br / interfilmes.com / com edição do Blog Mulheres em Marcha

domingo, 17 de janeiro de 2010

Jornal da Ação de 2010

São muitas coisas para nos lembrarmos de disponiblizar no blog para vocês! Agora é a vez do Jornal da Ação de 2010.

O jornal traz no seu conteúdo tudo sobre a Ação de 2010, além dos eixos que já postamos aqui para vocês. Dá um conferida, é muito legal e muito bonito tambem!

O Jornal vai ficar na nossa barra lateral, então assim que voce tiver um tempinho pode abrir ele e ler tudinho!

Sem photoshop

A mulher da foto é Lizzie Miller. Tem 20 anos e é modelo profissional. Essa foi a foto enviada por ela para uma reportagem sobre auto imagem na última edição da revista americana Glamour. Sua barriga saliente, fora do padrão de beleza (embora ela ainda seja loira, alta e branca...), provocou milhares de cartas e e-mails das leitoras à revista, aliviadas pelo reconhecimento de um corpo real.

Atualmente, milhares de mulheres (sobretudo as jovens) no mundo todo sofrem de distúrbios alimentares - como anorexia e bulimia -, causados pela busca de uma padrão que seja considerado belo, perfeito. Na verdade, elas só querem ser aceitas pela sociedade. Muitas morrem, outras são internadas por desenvolverem sérios problemas de saúde (como medir 1,80m e pesar um pouco mais do que 48 quilos?!).

As propagandas de cosméticos, carros, refrigerantes, cervejas, etc. etc. etc. que nos bombardeiam diariamente são instrumentos poderosos de estímulo ao consumo, pois o mercado vende a ideia de que comprando o produto X você vai ficar parecido ou viver como fulana. E isso vende... Vende de tudo e vende muito. E é por isso que o seguimento midiático resiste tanto a qualquer tentativa de regulamentação.

Quanto a Lizzie, obrigada por abrir mão do photoshop!

O Sorriso de Mona Lisa

Título original: Mona Lisa Smile
Lançamento: 2003 (EUA)
Direção: Mike Newell
Elenco: Julia Roberts, Kirsten Dunst, Julia Stiles, Maggie Gyllenhaal,
Marcia Gay Harden, John Slattery, Juliet Stevenson, Dominic West, Ginnifer Goodwin.
Duração: 125 min
Gênero: Drama
Estúdio: Columbia Pictures Corporation, Revolution Studios e Red Om Films
Distribuidora: Columbia Pictures e Sony Pictures Entertainment
Roteiro: Lawrence Konner e Mark Rosenthal
Produção: Elaine Goldsmith-Thomas, Paul Schiff e Deborah Schindler
Música: Rachel Portman
Fotografia: Anastas N. Michos
Direção de arte: Patricia Woodbridge
Figurino: Michael Dennison, Carmen Hawk e Milla Jovovich
Edição: Mick Audsley

Sinopse:
Katharine Watson é uma recém-graduada professora que consegue emprego no conceituado colégio Wellesley, para lecionar aulas de História da Arte. Incomodada com o conservadorismo da sociedade e do próprio colégio em que trabalha, Katharine decide lutar contra estas normas e acaba inspirando suas alunas a enfrentarem os desafios da vida.
Fonte: adorocinema.com.br
Mais infos:
Alguns especialistas chegaram a comparar “O Sorriso de Mona Lisa” ao vibrante e inspirador “Sociedade dos Poetas Mortos”, pela atmosfera dos anos 1950 e pelo ambiente fechado de uma faculdade para moças (“Sociedade” tem como pano de fundo uma escola de Ensino Médio, exclusiva para garotos).

A jovem professora de história da arte vivida por Roberts é, entretanto, muito mais que uma profissional em busca de renovação em seu trabalho pedagógico, ela é o protótipo de mulher moderna, livre, desimpedida e que quer quebrar as barreiras do mundo machista em que vive.

Julia encarna um feminismo antecipado em alguns anos. É uma mulher que está além de seu tempo e que não se conforma com o fato de suas alunas irem a faculdade para estudar somente para se tornarem futuras esposas dedicadas a transformar a vida de seus maridos numa existência confortável.

Resumo nosso do artigo "O Sorriso de Mona Lisa, Pela emancipação feminina", de João Luís de Almeida Machado, editor do Portal Planeta Educação, Doutor em Educação pela PUC-SP. Veja na íntegra aqui.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Música da Marcha!!!

Caramba! Como não pensamos nisso antes?!

Abaixo a letra da Música da MMM, de autoria de Karem Young e Janet Lumb. A versão brasileira é Grupo de Teatro "Loucas de Pedra Lilás" (http://www.loucas.org.br/) e o arranjo é de Virginia Cavalcanti.

A letra vai ficar disponível, desde já, do lado direito do Blog e estamos batalhando uma forma de colocar o som pra galera saber como canta.

Música da Marcha Mundial das Mulheres

Kapire, mosamam, mam, Kapire,
El ham mosamam el ham
Kapire, mosamam, mam, Kapire,
El ham mosamam el ham (bis)

Mulheres querem um mundo mais justo
Prós filhotes crescer sem susto.
Mulheres querem um mundo de paz
Sem elite e sem capataz.

Amigas, vamos marchar
Chega de fome, pobreza e violência
Amigas, vamos marchar
Cantando pro mundo a nossa irreverência
É terra, para gozar
Maternidade e aborto seguros
É vida pra navegar
E saber eleger
Quem respeite a quem aqui está
Vamos!!!

Kapire = Compreender em Italiano
Mosamam = Determinação em Persa
El Ham = Inspiração em Árabe

Nota de apoio da ABGLT ao PNDH 3

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – é uma entidade de abrangência nacional que congrega 220 organizações congêneres e tem como objetivo a defesa e promoção da cidadania desses segmentos da população. A ABGLT também é atuante internacionalmente e tem status consultivo junto ao Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas.

Neste sentido a ABGLT vem a público manifestar o seu apoio às resoluções presentes no Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH 3), recém-lançado pelo Governo Federal.

Compreendemos que os direitos sexuais de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) são direitos humanos e por isso direitos fundamentais a serem respeitados em uma sociedade democrática.

Sabemos que, porém, o alcance da consolidação dessa democracia não se dará sem que exista o reconhecimento da importância que têm os espaços de construção de políticas públicas em conjunto com a sociedade civil.

O Programa não foi feito apenas pelo governo, mas democraticamente por milhões de brasileiros e brasileiras. Nós, LGBT, participamos de em torno de 10 conferências – das mais de 50 que houve durante o governo atual – para contribuir para a elaboração do Programa Nacional de Direitos Humanos 3, incluindo a Conferência de Direitos Humanos, a Conferência LGBT, a Conferência da Igualdade Racial, a Conferência da Criança e do Adolescente, a Conferência de Saúde, a Conferência de Segurança Pública, a Conferência de Comunicação, a Conferência da Pessoa Idosa, entre outras.

Os processos das Conferências nos demonstram como é possível garantir, a partir da reunião dos mais diversos setores da sociedade civil em conjunto o poder público, a construção de políticas públicas para nosso país. Hoje vemos todo este trabalho e dedicação concretizados no PNDH 3.

Queremos referendar o apoio à busca da verdade sobre a ditadura militar. No mínimo precisamos saber a verdade, mas sem revanchismo. Devemos conhecer o passado para não repetir os mesmos erros.

Precisamos respeitar a autonomia das mulheres.

O Brasil ainda é um dos países que mais concentra renda e terra. Precisamos fazer uma reforma agrária democrática, com a participação das comunidades envolvidas.

Os meios de comunicação em nosso país precisam sim da participação cidadã da sociedade, para garantir que todos os meios de comunicação, sem distinção, respeitem os direitos humanos.

O Brasil está sendo um exemplo de democracia. Nossa nação cresceu e está ganhando reconhecimento mundialmente. Aumentaram nossos índices de desenvolvimento humano em todos os institutos e a promoção dos direitos humanos nesse contexto é fundamental.

Convocamos a sociedade para que apoie o PNDH 3, porém sabemos que projetos, planos e programas sempre podem ser dialogados e aprimorados. Isto é democracia.

No final das contas, o Programa não deve ser deste ou daquele governo, desde ou daquele partido político e deste ou daquele grupo. Deve ser de todo/as, e todos/as devem participar democraticamente para aprimorá-lo, implementá-lo, monitorá-lo e avaliá-lo.

O Programa também deve ser assumido pelo Estado, afinal os planos, projetos e programas não devem ser só do governo, e sim do Estado Brasileiro.

Desta forma, unimos as nossas vozes às diversas da sociedade que hoje estão em defesa das resoluções presentes no PNDH 3 democraticamente construídas no conjunto da sociedade civil brasileira.

A ABGLT luta e continuará lutando para garantir que as vozes de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, assim como de todos seus defensores(as), sejam sempre ouvidas e respeitadas, pois acreditamos que só assim poderemos garantir uma sociedade democrática como um direito de todas e todos.

Toni Reis
Presidente da ABGLT - Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

Historinha feminista: "Mãe, porquê?"

Por Carol Bernardo*

Era uma vez uma menina que sabia muito bem o que queria.

Então, certa vez essa menininha se perguntou o porque tudo que sua mãe comprava para ela era rosa. Porque ela não tinha tudo azul, verde ou de outras cores? Ela era super interessada em descobrir as razões das coisas e foi perguntar para sua mamãe...

- Mãe, porque eu nunca uso azul?
- Minha filha - disse a mãe num tom calmo e meio óbvio -, porque azul é uma cor de meninos.
- Mas, mãe, eu gosto tanto de azul... Porque eu não posso usar?
- Ai! Porque não!
- Mãe, mas porque não?
- Não é não, filha. - diante da minha insistência, o tom da minha querida mamãe mudou, ficou, digamos, um pouco áspero.
- Ara mãe!

E assim a menina - muito intrigada e com raiva-, ficou se perguntando porque ela só usava rosa?! Porque ela só podia brincar de casinha? Porque ela só tinha vestidos?

Um dia, essa menina se tornou mulher e começou a perceber que todas aquelas perguntas que ela se fazia quando era criança permaneciam. Na verdade, se tornavam cada vez mais fortes, ao ponto de não se sentir apenas aflita, mas sufocada, reprimida mesmo. Que injusto! Somente pelo fato de ser mulher ela sofria preconceitos enormes.

A menina-mulher cansou disso tudo. Queria entender melhor os absurdos que vivia e decidiu militar no movimento feminista. Depois de estudar um pouco, ela achou a resposta para todas as perguntas que ela sempre se fez e sentiu uma venda caindo de seus olhos, revelando quão preconceituosa era a sociedade, e quão ridiculamente machista era tudo aquilo.

Essa é a primeira história do porque militar no movimento feminista e do que sofremos sem perceber!

* Tem 19 anos e estuda direito na UFPA. É militante da Coletivo de Mulheres Estudantes, núcleo da MMM. É autora do Blog carolinebernardo.blogspot.com

Nunca Mais

Título original: Enough
Lançamento: 2002 (EUA)
Direção: Michael Apted
Elenco: Jennifer Lopez, Russell Milton, Bill Campbell, Tessa Allen, Juliette Lewis, Dan Futterman, Chris Maher, Noah Wyle.
Duração: 111 min
Gênero: Drama
Estúdio: Columbia Pictures Corporation e Winkler Films
Distribuidora: Columbia Pictures e Sony Pictures Entertainment
Roteiro: Nicholas Kazan
Produção: Rob Cowan e Irwin Winkler
Música: David Arnold
Fotografia: Rogier Stoffers
Direção de arte: Andrew Menzies
Edição: Rick Shaine

Sinopse:
Uma Dona de casa que apanha do marido acaba se separando dele. Depois de mudar de nome e de visual e se esconder em uma pequena cidade com sua filha o passado volta a aterrorizá-la. Agora ela começa a treinar artes marciais e vai fazer de tudo para que seu marido a deixe em paz, e vai acabar tento que lutar com suas próprias mãos.
Fontes: adorocinema.com.br / cinepop.com.br

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Nota Pública de apoio ao III Plano Nacional de Direitos Humanos

A Frente Nacional pelo fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto* vem a público manifestar o seu apoio ao III PNDH.

Na luta pela efetivação da democracia, dos direitos humanos e da construção de um país em que não se tolera mais as desigualdades o III PNDH cumpre um papel fundamental no sentido de nortear as Políticas Públicas. E sem dúvida representa avanços aos dois planos anteriores, no que tange a democratização do processo de construção do mesmo e nas próprias resoluções tomadas.

O Plano não se furta a tocar em questões essenciais para a construção de uma sociedade com justiça, igualdade e soberania ao recomendar: a descriminalizaçã o e a legalização do aborto, o apoio a uma legislação que garante igualdade jurídica para lésbicas, gays, travestis e outros, como a lei que reconhece a união civil entre pessoas do mesmo sexo, recomenda que se assegure um marco jurídico na questão dos conflitos agrários e, por fim, recomenda a instituição de uma comissão para investigar os crimes de tortura perpetrados pelo exército durante a ditadura militar.

A apuração e o esclarecimento público da tortura praticada contra homens e mulheres que lutaram contra a ditadura militar são fundamentais para garantir o direito à memória e à verdade histórica. Por isso, apoiamos a iniciativa do 3ª PNDH de, finalmente, instituir a comissão de verdade e apurar estes crimes, assim como foi feito na Argentina e Chile, por exemplo. A resistência dos militares sobre este assunto se soma com outras ações que faz em conjunto com o poder econômico, pretendendo manter-se no controle do país, impedindo a real democratização da sociedade brasileira.

No tema do aborto, entendemos que esta será uma grande oportunidade de realizarmos um debate honesto capaz de acumular contribuições que apontem para superação do arcaísmo e patriarcalismo que rege as idéias sobre o tema. É urgente que a legislação que criminaliza a prática do aborto e viola os direitos reprodutivos seja revista e alterada. E a hipocrisia com que se trata o tema seja definitivamente enterrada.

No Brasil, são realizados a cada ano aproximadamente 1 milhão de aborto s de forma clandestina, colocando em risco a saúde e a vida das mulheres pobres, especialmente as mulheres negras.

A frente nacional pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto em sua declaração nacional de dezembro 2009 já chamava atenção: “Recrudesce no Brasil um processo de criminalização dos movimentos sociais, de organizações e militantes. Tal criminalização tem como objetivo bloquear o avanço das lutas por direitos e transformação social.”

No caso da luta das mulheres não é diferente. Forças patriarcais tradicionais - constituídas pelas oligarquias, a ultra-direita fascista e setores fundamentalistas das igrejas cristãs - nos últimos anos tem sido protagonistas de um processo de perseguição e criminalização da luta das mulheres por autonomia e autodeterminação reprodutiva.

Numa perversa aliança entre neoliberais e conservadores, vivemos uma conjuntura de cerceamento do direito ao debate democrático sobre a problemática do aborto, ao mesmo tempo em que cresce no Estado o poder e influência destas forças, que ocupam o parlamento, os espaços de controle social e avançam no controle da gestão da rede pública de educação e de saúde.

Hoje, no Brasil, parte dos algozes da inquisição com suas vestes e capuzes tem uma nova face: o paletó, o jaleco branco, a toga, que no legislativo, nos tribunais, serviços de saúde, delegacias se arvoram a prender, julgar, punir e condenar as mulheres que, em situação limites de sua vida, optaram pela prática do aborto como último recurso diante de uma gravidez indesejada. Neste sentido o III PNDH será um importante instrumento de luta.

Nós integrantes da Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto reafirmamos:
  • Nosso compromisso com a defesa radical das mulheres e movimentos sociais engajados nas lutas sociais;
  • Nosso compromisso com a construção de um Brasil justo e democrático apontado no 3º PNDH;
  • Nosso apoio ao Ministro Paulo Vannuchi em sua iniciativa de romper o silêncio para apurar os crimes de tortura cometidos durante a ditadura e sua decisão de não comparar lutadoras(os) da resistência aos torturadores;
  • Nosso apoio a toda iniciativa que faça avançar o direito a terra e a reforma agrária;
  • Nosso apoio a construção de uma sociedade sem preconceitos e com direitos para as lésbicas gays, travestis e outros;
  • Nosso apoio a todas as iniciativas para a democratização dos meios de comunicação.
E convocamos todas as mulheres e suas organizações a mobilizarem sua inquietude, rebeldia e indignação na luta feminista pela defesa do direito das mulheres de tomarem decisões sobre suas vidas de forma soberana.

Exigimos dos poderes da República que mantenha o III PNDH em sua integralidade, a observância dos Tratados Internacionais, dos quais o Brasil é signatário, e a observância das resoluções das Conferências Nacionais de Políticas para Mulheres que colocam a legalização do aborto como um direito a ser assegurado para as mulheres.

Pela autonomia e cidadania de todas as mulheres!
Pelo fim da criminalização das mulheres!
Pela legalização do aborto!

Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto*

*É composta por organizações feministas e gerais (CUT e UNE, por exemplo). A Marcha Mundial das Mulheres faz parte da Frente.

Notícias vindas do Haiti

A respeito das militantes da Marcha no Haiti, recebemos ainda a pouco a seguinte mensagem:

"Estimadas compañeras de la MMM,

Hemos recibido una mensaje de Carole, ella está bien pero nos contó la triste noticia que sigue: “Sé que ustedes todos están inquietos, con razón, con la hecatombe de Porto Príncipe y algunas ciudades del sur. Estamos fortemente abalados. Muchos de nuestros compañeras y compañeros fueron victimas o están muertos: Magalie MARCELIN/ KAY FANM, Anne Marie Coriolan fundadora de la SOFA, Miriam MERLET está hace tres días en los destrozos de su casa y tenemos poca información como para confirmar su fallecimiento.”

Además, Camille Chalmers, del PAPDA y Jubileo Sur, habló con Marie Frantz Joachin y ella está bien. Seguimos intentando hablar con las otras compañeras de la MMM, apenas tengamos más noticias, enviaremos prontamente a todas ustedes. En solidaridad,

Secretariado Internacional de la MMM"

Recebemos ontem (14/01) esta nota:

"Prezadas companheiras da MMM,

É com muito pesar que escrevemos a todas hoje, dois dias depois do terremoto catastrófico no Haiti. Estamos muito consternadas e ainda mais tristes com as imagens e notícias que recebemos nas últimas 48 horas, além disso, estamos muito preocupadas pelas nossas companheiras da MMM neste país.

Temos tentado entrar em contato com as companheiras da Coordenação Nacional e dos grupos participantes da MMM no Haiti, mas até o momento presente, não conseguimos falar com nenhuma delas. Chegou a nós a trágica notícia de que faleceram no terremoto nossas companheiras Magalie Marcellin do Kayfanm e Myriam Merlet, militante feminista e atual encarregada do Ministério das Mulheres. Que seus familiares e amigos recebam nossos pensamentos e solidariedade.

Uma boa notícia é que Camille Chalmers, do PAPDA e Jubileu Sul, amigo próximo da MMM e de nossos movimentos sociais aliados, sobreviveu junto com sua companheira e seus filhos, mesmo que sua sogra tenha falecido e sua casa tenha sido destruída.

Estamos avaliando a melhor maneira para ajudar, como mulheres preocupadas em todo o mundo. O que sabemos é que nossa solidariedade é muito necessária, e que também vai ser indispensável a médio e longo prazo. Por favor, pensem em como começar a mobilizar dinheiro e outros recursos em seus países, lembrando que os demais recursos – comida, água, roupas, etc – só devem ser coletadas se vocês sabem um meio de fazê-los chegar ao Haiti. Por favor, nos mantenham informadas de qualquer iniciativa de solidariedade que vocês façam parte em seus países.

Assim que tivermos mais informações a respeito de nossas companheiras do Haiti e como poderemos oferecer nossa ajuda aos que sobreviveram, enviaremos a todas.

Em solidariedade feminista com nossas companheiras e companheiros do Haiti,

Marcha Mundial das Mulheres"

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Solidariedade ao povo haitiano

Foto: www.estadao.com.br

Tristes números sobre a tragédia no Haiti são publicados pela impresa no dia de hoje. Um terremoto atingiu o país na última terça-feira. Atingiu o Haiti beeeem depois da pobreza extrema, da exploração, da guerra civil e da ocupação estrangeira.

150 militares brasileiros podem ter morrido no desastre, por estarem em missão da ONU no país.

A Marcha Mundial das Mulheres é contra a presença das tropas brasileiras no Haiti. Agora, o que a ONU, o Brasil e outros países devem fazer é ocupar o Haiti de solidariedade internacional.

"Estimativas divulgadas nesta quinta-feira pela Cruz Vermelha haitiana indicam que entre 45 mil e 50 mil pessoas podem ter morrido em consequência do terremoto. Segundo a organização, outras 3 milhões de pessoas teriam ficado feridas ou desabrigadas. Muitos outros podem ainda estar vivos embaixo de escombros.

Na última quarta-feira, o primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive, disse à rede de TV americana CNN que o número de mortos pode chegar a 100 mil."

Fontes: noticias.uol.com.br / com edição do Blog Mulheres em Marcha

Os Sonhadores

Título original: The Dreamers
Lançamento: 2003 (França, Itália e EUA)
Direção: Bernardo Bertolucci
Elenco: Michael Pitt, Louis Garrel, Eva Green, Robin Renucci, Anna Chancellor
Duração: 130 min
Gênero: Drama
Estúdio: Fiction Films, Peninsula Films, Recorded Picture Company, Hachette Première, Kushner-Locke Company, Murakami-Wolf Productions
Distribuidora: Fox Searchlight Pictures
Roteiro: Gilbert Adair
Produção: Jeremy Thomas
Fotografia: Fabio Cianchetti
Figurino: Louise Stjernsward
Edição: Jacopo Quadri

Sinopse:
Matthew é um jovem que, em 1968, vai estudar cinema em Paris. Lá ele conhece os irmãos gêmeos Isabelle e Theo. Os três logo se tornam amigos, dividindo experiências e relacionamentos enquanto Paris vive a efervescência da revolução estudantil. Quando os pais se ausentam do enorme apartamento em que moram, os irmãos convidam-no para passar o tempo com eles e Matthew acaba testemunhando o estranho relacionamento entre os gêmeos, sendo vítima de seus jogos.

Mais infos: The Dreamers é o último filme do Bernardo Bertolucci e é considerado uma homenagem a sétima arte. O filme foi baseado no livro The Dreamers de Gilbert Adair que também assina o roteiro.

Fontes: adorocinema.com.br / com edição do Blog Mulheres em Marcha

O jornalismo derrotado

Por Marcos Rolim (*)

A julgar pelos noticiários, um fantasma assola o Brasil: o Programa Nacional de Direitos Humanos em sua 3º versão (PNDH-III). Todas as potências da Santa Aliança unem-se contra ele: setores da mídia, políticos conservadores, o agronegócio, os militares e a cúpula da Igreja. Os críticos afirmam que o programa propõe a “revisão da Lei de Anistia”, que é autoritário ao propor “controle sobre os meios de comunicação”, além de ser “contra o agronegócio”. Radicalizando, houve quem –fora dos manicômios - identificasse no texto disposição por uma “ditadura comunista”. É hora de denunciar esta farsa onde a desinformação se cruza com o preconceito e a manipulação política.

Auxiliei a redigir o texto final do Programa, juntamente com os professores Paulo Sérgio Pinheiro e Luiz Alberto Gomes de Souza. A parte que me coube foi a da Segurança Pública, mas participei de todos os debates. Assinalo, assim, que a 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos havia proposto uma “Comissão de Verdade e Justiça”; nome que traduzia a vontade de “investigar e punir” os responsáveis pelas violações durante a ditadura. O PNDH-III, entretanto, propôs uma “Comissão da Verdade”, porque prevaleceu o entendimento de que o decisivo é a recuperação das informações, ainda sonegadas, sobre as execuções e a tortura. O Programa não fala em “revisar a Lei da Anistia”; pelo contrário, afirma que a Comissão deve “Colaborar com todas as instâncias do Poder Público para a apuração de violações de Direitos Humanos, observadas as disposições da Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979”. Para quem não sabe, a lei citada é a Lei de Anistia. A notícia, assim, era o afastamento da pretensão punitiva. O caminho escolhido, como se sabe, foi o oposto; o que não assinala informar mal, mas desinformar, simplesmente.

No mais, é interessante que os críticos nunca tenham se manifestado quando, no período do presidente Fernando Henrique Cardoso, propostas muito semelhantes foram apresentadas. Senão vejamos: no que diz respeito aos conflitos agrários, o PNDH-I (1996) já propunha “projeto de lei para tornar obrigatória a presença no local, do juiz ou do Ministério Público, no cumprimento de mandado de manutenção ou reintegração de posse de terras, quando houver pluralidade de réus, para prevenir conflitos violentos no campo, ouvido também o INCRA”. O PNDH-II, seis anos depois, repetiu a proposta. Qual a novidade, neste particular, do PNDH-III? Apenas a idéia de mediação dos conflitos; prática que tem sido usual e que seria institucionalizada por lei. A Senadora Kátia Abreu, então, pode ficar tranqüila. Se o governo apresentar o projeto, ela terá a chance de se posicionar contra a mediação de conflitos e exigir que o tema seja resolvido à bala, como convém a sua particular concepção de democracia.

Quanto à reação ao tal “ranking” de veículos comprometidos com os direitos humanos, o assombro é ainda maior, porque o primeiro PNDH trouxe a ideia de: “Promover o mapeamento dos programas de rádio e TV que estimulem a apologia do crime, da violência, da tortura, das discriminações, do racismo,(…) e da pena de morte, com vistas a (…) adotar as medidas legais pertinentes”. A mesma proposta foi repetida no PNDH-II. Assinale-se que o PNDH-II propôs, além disso: “Apoiar a instalação do Conselho de Comunicação Social, com o objetivo de garantir o controle democrático das concessões de rádio e TV (…) e coibir práticas contrárias aos direitos humanos” e “Garantir a fiscalização da programação das emissoras de rádio e TV, com vistas a assegurar o controle social (…) e a penalizar as empresas (…) que veicularem programação ou publicidade atentatória aos direitos humanos”. Uau! Não são estas as armas dos inimigos da “liberdade de expressão”? Mas, se é assim, porque os críticos não identificaram o “ovo da serpente” na época?

Mais uma vez, ao invés de aprofundar o debate sobre as políticas públicas, a maior parte da mídia se deliciou com a reação vexatória dos militares, com o oportunismo da direita e com o medievalismo da Igreja e o fez às custas da informação, para não variar.

(*) Jornalista e sociólogo, professor da Cátedra de Direitos Humanos do IPA e consultor em segurança pública e direitos humanos. Ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Quarto eixo da plataforma da Ação de 2010

Publicamos agora o quarto e último eixo da Ação de 2010. Visite o site específico clicando aqui ou na arte aí do lado.

4. Paz e desmilitarização

Queremos evidenciar as conseqüências diretas das guerras e conflitos nas vidas das mulheres, que vão além das enfrentadas pela população masculina dos países que vivem essa realidade. Em contextos de guerra, a apropriação do corpo das mulheres é vista como recurso, forma de controle, intimidação ou troféu. Casos de violência sexista são comuns, praticados tanto pelo exército e por grupos paramilitares, como pela comunidade local, cujos homens passam a rechaçar e culpar mulheres vítimas das agressões. A manipulação ideológica, que está por trás dos conflitos quando propaga, por exemplo, a guerra ao terrorismo, também tem impacto na vida das mulheres, criminalizando as integrantes de movimentos sociais e restringindo seu direito de ir e vir. Além da denúncia do papel dos fabricantes de armas, que tanto lucram com os conflitos e interferem politicamente em seus rumos, este eixo procura demonstrar a responsabilidade dos Estados e da ONU, cujas tropas trazem mais violência às mulheres.

No Brasil, lutamos contra a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais e contra o processo crescente de militarização da sociedade, que se manifesta por meio de atitudes repressivas e violentas do Estado, como os inúmeros assassinatos cometidos pelas polícias, ou na crença de que as armas são capazes de resolver a questão da segurança pública. Deunciamos como essas ações atingem, sobretudo os negros e negras.

Reivindicamos a retiradas das tropas brasileiras do Haiti e somos contra o financiamento público às grandes empresas brasileiras que atuam nos países latino americanos com base em um modelo de desenvolvimento insustentável, que aprofunda desigualdades. Reafirmaremos nossa convicção em um projeto de integração soberana, solidária e com igualdade para os povos da América Latina e Caribe.

Anjos do Sol

Titulo original: Anjos do Sol
Lançamento: 2006 (Brasil)
Direção e roteiro: Rudi Lagemann
Elenco: Antônio Calloni, Chico Diaz, Otávio Augusto, Vera Holtz, Darlene Glória, Fernanda Carvalho, Bianca Comparato
Duração: 92 min
Gênero: Drama
Estúdio: Cara de Cão Produções Ltda.
Distribuidora: Downtown Filmes
Produção: Luiz Leitão de Carvalho, Juarez Precioso e Rudi Lagemann
Música: Felipe Radicetti, Flu e Nervoso
Fotografia: Tuca Moraes
Direção de arte: Levi Domingos
Figurino: Rita Murtinho
Edição: Leo Alves, Felipe Lacerda e Rudi Lagemann

Sinopse
Maria é uma jovem de 12 anos, que mora no interior do nordeste brasileiro. No verão de 2002 ela é vendida por sua família a um recrutador de prostitutas. Após ser comprada em um leilão de meninas virgens, Maria é enviada a um prostíbulo localizado perto de um garimpo, na floresta amazônica. Após meses sofrendo abusos, ela consegue fugir e passa a cruzar o Brasil através de viagens de caminhão. Mas ao chegar no Rio de Janeiro a prostituição volta a cruzar seu caminho.

Mais infos: a exploração sexual infantil ainda é um tema pouco retrado pelo cinema. O projeto do filme ficou parado por um ano e só voltou a ser tocado quando "Anjos do Sol" venceu um concurso do Ministério da Cultura para produções de baixo orçamento, em que obteve 800 mil. O custo total do filme foi de 1,5 milhão de reais.

Fontes: adorocinema.com.br / cinema.uol.com.br / com edição do Blog Mulheres em Marcha

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Atenção!

Postagem atualizada dia 13, às 14h.

Por questões de agenda da cantora Lia Sophia (foto), que viaja em turnê para o Rio de Janeiro, o Show ficou para o dia 11 de fevereiro. Então, o Brechó 4 agora será dia 31. As alterações já estão na sessão "Agende-se".

Mudando de assunto, incluimos o site da Central Única dos Trabalhadores - Brasil na sessão "Notícias Amigas". Entidade superparceira, que compõe a Coordenação Nacional da MMM (como ainda não estava lá? Falha nossa...)

Dormindo com o inimigo

Foto: fanzine produzido pelo grupo de debate sobre violência no Pré-EME 2009, etapa Pará.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), quase metade das mulheres assassinadas são mortas pelo marido ou namorado, atual ou ex, representando aproximadamente 7% de todas as mortes de mulheres de 15 a 44 anos no mundo.
Fonte: Almanaque da Mulher: a incrível jornada (SNMT da CUT Brasil, 2009)

A Letra Escarlate

Título original: The Scarlet Letter
Lançamento: 1995 (EUA)
Direção: Roland Joffé
Elenco: Demi Moore, Gary Oldman, Robert Duvall, Lisa Jolliff-andoh e Edward Hardwicke
Duração: 136 min
Gênero: Drama
Roteiro: Douglas Day Stewart, baseado em livro de Nathaniel Hawthorne
Estúdio: Cinergi, Allied Stars, Lightmotive e Moving Pictures
Distribuidora: Buena Vista Pictures e Hollywood Pictures
Produção: Roland Joffé e Andrew G. Vajna
Música: John Barry
Fotografia: Alex Thomson
Direção de arte: Tony Woollard
Figurino: Gabriella Pescucci
Edição: Thom Noble

Sinopse
Em 1666 em Massachussetts, Bay Colony, uma bela mulher casada com um médico chega na localidade na frente do marido, com a incumbência de providenciar um lar para o casal. Mas ela fica apaixonada por um reverendo, que tem por ela os mesmos sentimentos. No entanto, eles reprimem tais emoções pelo fato dela ser casada, mas quando ela supõe que seu marido foi morto pelos índios ela se sente livre e acaba ficando grávida do reverendo. Mas, como apesar de ficar presa e socialmente marginalizada ela se recusa a dizer o nome do pai da criança, passa então a portar um "A" de adúltera bordado em cores vermelhas em suas roupas, como símbolo de sua vergonha perante a sociedade local.
Fontes: adorocinema.com.br / interfilmes.com