sábado, 24 de dezembro de 2011
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
BomBril patrocinadora oficial do Futebol Feminino?
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Formação Amanhã!
Data: 10/12/11
Horário: 14 h
Local: Sindicato dos bancários.
Aguardamos todas.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Diálogos Feministas
No Lago – Olha, cabôca, finalmente deu tudo certo com mocinha lá na Santa Casa, ela fez o procedimento, tá um pouco fraquinha, mas passa bem, voltou pra casa dela, espero que aquele um “amigo” não a procure, porque de todo o aparato que chamam de aquelas coisas... “o Estado defende” ninguém ofereceu segurança pra ela, não.
Entre as Torres e o Aleixo - As delegacias da mulher, as casas-abrigo, os centros de acolhimento, a Lei Maria da Penha, bem como as promotorias de violência doméstica e setores especializados em violência contra a mulher em defensorias públicas, são conquistas dos movimentos de mulheres/feministas.
Essas vitórias decorrem de anos de uma luta que, entre outras palavras de ordem, tinha como lema “o pessoal é político”, ou seja, a esfera privada e a família são lugares onde fluem relações (desiguais) de poder, a sociedade e o Estado, devem olhar para isso, a fim de ajudar na instauração do paradigma da igualdade. Para tanto, durante muitos anos – e ainda hoje, com menor intensidade – foi estratégia feminista denunciar os casos de violência contra a mulher que, ou eram abafados como “problema de família”, ou tinham seus algozes absolvidos pelo argumento da “legítima defesa da honra.”
Além disso, as mulheres, na falta de políticas públicas, começaram a criar redes próprias para amparar aquelas em situação de violência. Nesse contexto, ficaram conhecidos os SOS –Mulher, principalmente o de São Paulo, que nada mais eram que a aglutinação de movimentos feministas, que captavam ( poucos) recursos públicos, criando um centro que recebia/acolhia mulheres que estavam sofrendo violência. Porém, tais centros funcionaram durante poucos anos, e devido a diversos problemas (com o financiamento e com os movimentos), fecharam as portas.
No Lago – Sim senhora, não descordo a merecendência do movimento social feminista, e esta é uma luta que ainda não acabou, mas quero mesmo é te contar, que na situação da dona coisinha lá (que eu não posso caguetar o nome), tudo se resolveu depois de imprensarem a moça contra parede umas tantas vezes durante a madrugada de internação, rolou a maior desconfiança, mana: off course que a moça tava só & zinha, e neste caso eu também. Explico: Tu te lembras, Aleixo, que noutro dia eu mesmíssima, tu, mais aquelazinha Luana, a Leila e um montão de mulheres fomos lá na Avenida Presidente Vargas? (vê, nome inglório pra uma rua tão importante que abrigou nossa Marcha das Vadias, tá vendo? Vai anotando aí!). Isso é movimento social feminista, né? Pois é, como eu tava só com minha filha de 4 aninhos, não podia acompanha-la no hospital, mana, eu fiquei doida, procurei essas mulheres que fizeram uma linda passeata, e todas estavam ocupadas(numa sexta-feira a noite, né), teve gente até que se justificou pra mim com a tala da desconfiança se era ou não real a conversa da companheira, e teve gente que conseguiu me dizer que não achava legal ir porque era um assunto particular dela. Ah, eu falo é mesmo!!! E olha que o caso foi estupro, baby.
Entre as Torres e o Aleixo - A professora Maria Filomena Gregori, no seu famoso estudo Cenas e Queixas – um estudo sobre mulheres, relações violentas e a prática feminista, pôde acompanhar os atendimentos feitos no SOS- Mulher de São Paulo até a sua reunião final e identificou, entre outras coisas, que o medo de parecerem, nas palavras das militantes, “assistencialistas”, fazia com que não amparassem devidamente muitas mulheres que procuravam ajuda. Segundo Gregori, o que parecia ser mais importante para as feministas do SOS- Mulher paulista era que as mulheres “tomassem consciência de sua opressão” e com isso saíssem das relações violentas nas quais estavam inseridas.
Ora, o que a vida real mostrou era que nem todas estavam dispostas a lutar por igualdade, a se tornarem feministas e romperem com uma série de barreiras e estereótipos colocados às mulheres: queriam apenas parar de sofrer violência. Para isso, infelizmente, as feministas não estavam ajudando tanto, de acordo com as reflexões de Gregori.
No Lago – Repito, foi estupro. E nem feministas de carteirinha, nem redes de contato in_formal, nem polícia, nem Maria do Pará, nem a família. NINGUÉM!!! Mas tá bem, continue...
Entre as Torres e o Aleixo - Após o “período dos SOS” o que se viu foi boa parte do movimento feminista saindo das ruas e indo formular/influenciar políticas púbicas. A tática parece render frutos até os dias atuais, uma vez que a Lei Maria da Penha fez cinco anos de vigência há poucos meses. No estado do Pará, por exemplo, há dez delegacias da mulher, há o Centro Maria do Pará, responsável por oferecer apoio psicológico, pedagógico e jurídico às mulheres em situação de violência e é presente em mais quatro municípios além da capital.
No Lago – Aqui fala alguém que trabalhou no Maria do Pará, aliás, alguém, parte da equipe que inaugurou o primeiro ano de trabalho naquela casa, no nosso tempo, não tinha verba pra pirotecnias vanglorísticas, mas a gente nunca deixou nenhuma mulher se lascar sozinha, antes pelo contrário...
Entre as Torres e o Aleixo - Poderiam ser listadas muitas outras políticas, mas o que importa é que o fato de elas existirem e serem executadas mostra que o Estado e, por conseguinte, a sociedade, reconheceram que a violência contra a mulher é um problema sério, que atinge a dignidade de todas nós e deve ser resolvido. Ou seja, é uma vitória das mulheres!
No Lago - Esta vitória conseguida após mais de 100 anos de feminismo, mas vamos refletir, vem sendo descartada por pessoas reais, pelas próprias mulheres. Que nos momentos mais críticos, esquecem que existe vida além da institucionalidade. O caso Mulher x Institucionalização feminista é mais grave do que os maus tratos e o descaso nas DEAMs, Abrigos e Centros de Referência (falo mesmo do Maria do Pará – Belém), ainda há a problemática falta de conhecimento de todos e todas pela causa. Estamos vivenciando um maldito revés, onde a mulher que sofre violência é, antes de tudo criminalizada, além de vivenciar estupro, tem de passar por traumas quando procura ajuda, tanto quando vai denunciar procurando seus direitos, quanto quando procura sua rede de contatos in_formais (amigas, familiares e tal, e tal...). É nesse momento que se estabelece um diabo de caos. Na vida prática, maninha, a Escolástica é uma vasilha de nada com nada dentro. E eu sei bem de onde é que vem tudo isso.
Entre as Torres e o Aleixo - Porém, o medo do “assistencialismo” ainda parece rondar a prática de muitos movimentos e mulheres feministas. Para estes, o essencial ainda é esclarecer as mulheres quanto a sua opressão, depois disso “tá tudo resolvido.” Porém, acredita-se aqui que as duas vias são importantes, afinal, garantir a dignidade das mulheres não é lutar pela igualdade? Não é ser feminista?
No Lago – É sim, mas dá pra socorrer a pessoa que tá em situação de alto risco, de preferência antes que ela morra? Dá pra acreditar em transgressões, sejam elas individuais ou coletivas, que não venham acompanhadas de alguma ternura?
Entre as Torres e o Aleixo - Por isso, precisamos estar unidas sempre, manter uma rede de mulheres aptas a ajudar umas as outras. As políticas públicas e tudo o que foi institucionalizado para dar cabo da violência é importante, executa ações, mas pode falhar. Ou nem mesmo isso. Por ser aparato do Estado muitas vezes não dispõe de companhia, ombro, colo, que é o que uma companheira pode dar à outra, quando se passa por situações que nós mulheres sabemos o quanto são difíceis. Caso o sistema falhe, onde estarão as companheiras para estender a mão?
No Lago – Era justamente aí que eu queria chegar, Aleixo, aliás até te agradeço o apoio que você nos deu. Y en nombre de este amor, que eu costumo confundir amor e solidariedade nessas horas (tenha paciência comigo, sou artista), saiba que aos 40 minutos do segundo tempo, quem me ofereceu a mão foram duas comparsas de minha escola de Direito feminino, Ediane Jorge (que segurou minha filha pra eu poder entrar no hospital) e Jureuda Guerra que, já no domingo estava de plantão lá??? (e olha que a história todinha começou desde a segunda feira). Viu, existe vida, existem seres humanos em sofrimento para além de toda a institucionalidade. Ora veja só você, se tem lá alguma graça, a gente querer revolucionar anos e anos de machismo-cristão-ditadura política sem se envolver pessoalmente com as causas, então agora o papel é só do Estado, ah, que se foda esse mundo burocrata eu quero é ter confiança na companheirada toda!
Entre as Torres e o Aleixo - Ao que parece, precisamos de uma espécie de “SOS- Mulher em rede”, formado por mulheres prontas para ajudar as outras, independente da existência de delegacias ou quaisquer centros. As discriminações que sofremos quando passamos por situações de violência nenhuma lei ou política consegue fazer acabar. São essas discriminações/ preconceitos que nos impedem, por exemplo, de ir à delegacia fazer ocorrência, mesmo quando ela existe (e que bom que ela existe!). Sempre vejo nos cartazes que “o feminismo é a idéia radical de que as mulheres são gente.” Vamos colocá-la em prática!
No Lago – Agora você falou & disse uma fala bem bonita, mas eu não vou te deixar encerrar a conversa assim não. Por falar em “prática’” Baby, vamos repensar a prática do nosso olhar, é que vivemos o inferno dum olhar alheio que traz a imutabilidade e a perda de liberdade do existir e, consequente-mente, do ser (!!!) há muitos olhares sobre a Amazônia. Há muitos olhares sobre a mulher amazônida, como se esta fosse incapaz de expressar ou compreender seus sentimentos y ninguém discute a inter_ferência branca(e ponha ferência nisso!) na nossa cultura cotidiana, isso vai dar mangas nos nossos panos, aviso: aqui onde o modelo de “progresso” implantado com a colonização branca até hoje trai a confiança de meninos e meninas, ofende e humilha a honra de homens e mulheres.
Escuta aqui, somos campeões brasileiros no ranking da violação de direitos humanos, as pessoas precisam parar de fingir que com as políticas públicas já está tudo bem, aqui em Belém, nessa uma cidade – cortina cenográfica localizada em frente ao rio-mar, de banda pra favelização das comunidades rurais e ribeirinhas e cada vez mais distante das matas onde vivem os deuses da natureza que deveriam nos proteger (canta pra chamar teus ancestrais, gatinha, e ouve, eles vão te dar a maior pressão).
Então, minha nêga se este tal de povo que pensa que tudo é política não começar a pensar que existe cultura, e que quando se fala em cultura não dá pra pensar em bom e mau, certo e errado, ou feio e bonito, nunca vamos poder contar com nadica de nada. A luta corre o risco de andar sempre pra trás mesmo. Bora adicionar coisas às coisas todas, pra mexer, pra balançar e ler cartazes dizendo “O feminismo amazônida é a idéia radical de que as icamiabas são gente, porra!!”
Entre as Torres e o Aleixo – É assim que se fala, maninha!
*Mariah Aleixo é estudante de Direito e militante da MMM/PA e Isabela do Lago é Artista, Cineclubista e Feminista, claro.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Afegã presa por ter sido estuprada obtém perdão judicial.

Penúltimo sábado de Formação da MMM (Módulo I)
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Dia Internacional de Luta Contra a Violência à Mulher
terça-feira, 22 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
SÁBADO: reunião e formação!!!
# Lembram também que marcamos reunião para o mesmo dia devido às nossas agendas?
# Pois então, aguardamos todas no próximo sábado, a partir das 14h (14h mesmo!)!!!
# Onde? Lá no Sindicato dos Bancários (Rua 28 de setembro, 1210 - pertinho da Doca)
- No próximo post colocaremos a pauta da reunião e os detalhes da formação.
domingo, 6 de novembro de 2011
Oficina de Movimentos Sociais e o Recurso ao Direito Penal!
Quando?
Dia 22/11 (às 17h).
Onde?
Auditório Ary Brandão ( Bloco LP-altos).
Quanto?
Não paga nada, inscrições gratuitas no dia.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Queremos desejar boa viagem à marchante Bianca Maués que irá representar o Pará na reunião de coordenação nacional da Marcha Mundial das Mulheres em São Paulo.
Boa viagem, bons estudos, debates e muita responsabilidade no planejamento!
Aproveitamos também para saudar todas as militantes da MMM que estarão presente no encontro!!!
Recado aos navegantes:
Continuaremos a seguir em Marcha até que todas sejamos Livres.
Sábado terá formação? Terá sim senhoras!
♫Pra mudar a sociedade do jeito que a gente quer, participando sem medo de ser mulher♫
No próximo sábado, 5 de novembro, das 9h às 12h, realizaremos o 6º sábado de Formação Feminista da MMM lá no Sindicato dos Bancários do Pará (Rua 28 de setembro, 1210, bem pertinho da Doca). Já que o acesso ao Blog está cada vez mais diversificado, para situá-los, escrevemos de Belém do Pará.
Tema: Reforma Política e a Participação das Mulheres.
Por que o tema?
Precisamos discutir o por quê de mais mulheres nos poderes representar mais democracia!
Já fez sua inscrição?
Tá aqui o link http://mulheresemmarcha.blogspot.com/2011/08/ficha-de-inscricao-da-formacao-mmmpa.html
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Financiamento colaborativo, contribuir para fortalecer!

Companheiras,
muitas nos escreveram pedindo mais informações sobre o financiamento colaborativo para garantir a participação do Brasil no Encontro Internacional da MMM.
Aqui vão algumas respostas que nos ajudam a dialogar com parceiras/os que podem contribuir com doações.
1. Esse site é confiável? - O “Catarse” é um site que apresenta projetos criativos para serem financiados através da internet. É a primeira plataforma deste tipo no Brasil, é um site seguro e existe um processo de seleção dos projetos. Por isso, os projetos do Catarse são coletivos, devem ter algum produto criativo e que possa ser compartilhado com quem doou e pela internet. A proposta de oferecer recompensas para as pessoas que financiam os projetos serve tanto para estimular a colaboração, como para compartilhar os resultados do projeto. Alguns exemplos de projetos que passaram pelo Catarse: revista OCAS, projetos da Casa de Cultura Digital, Catraca Livre, peças de teatro, entre outros.
2. Como doar? É seguro?- As pessoas ou entidades podem doar a partir de seu perfil em redes sociais como twitter, orkut, facebook, e-mail do yahoo ou do google. Uma dica para as companheiras que não tenham perfil nestas redes sociais é que recolham o dinheiro e façam uma única doação a partir de uma companheira que tenha. As doações podem ser identificadas ou anonimas. As doações podem ser feitas via cartão de crédito, boleto bancário ou débito em conta corrente. O pagamento é através do MoIP – um site de pagamento seguro pela internet.
3. E se não alcançar o valor total? - Os projetos tem um prazo para a doação. Caso o valor total não seja alcançado neste prazo, todas as pessoas que doaram recebem de volta sua doação. Assim, os projetos só recebem o financiamento se alcançarem o total do valor indicado dentro do prazo.
Nós ainda precisamos de mais da metade do valor, e temos apenas 8 dias.
[...]
O link direto para nosso projeto é esse aqui ---> http://catarse.me/pt/projects/366-feminismo-no-mundo
Saudações feministas
Marcha Mundial das Mulheres
domingo, 9 de outubro de 2011
Consumo e sexismo no dia das crianças

sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Carta de apoio a SPM pela suspensão da propaganda da HOPE
Carta de apoio a SPM
Nós, da Marcha Mundial das Mulheres, expressamos nosso apoio à Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SPM), especialmente à Ministra Iriny Lopes, pela posição firme, destemida e comprometida com a construção da igualdade entre homens e mulheres.
A contestação e pedido de suspensão junto ao CONAR da propaganda da Hope foi uma medida assertiva por parte desta Secretaria. A construção da SPM e SEPPIR, ainda no governo Lula, afirmou o avanço na compreensão de que o combate às desigualdades de gênero e raça é obrigação do Estado.
A SPM tem se destacado na construção de políticas de igualdade desde o enfrentamento à violência contra a mulher e, neste momento, aponta como prioridade a construção de autonomia econômica e pessoal das mulheres. De nada adianta construir políticas de igualdade de um lado e não atuar para que alterar os mecanismos que mantém e reproduzem a desigualdade na sociedade. Portanto, é parte das políticas de igualdade atuar para que os estereótipos e preconceitos não sejam reproduzidos.

A propaganda em questão reforça um estereótipo discriminatório com relação as mulheres: reproduz a idéia da mulher consumidora exacerbada e irresponsável, quando, na realidade, estudos demonstram que as mulheres aplicam o dinheiro com mais responsabilidade. Não é a toa que o próprio governo usou este dado como critério para o programa Bolsa Família, em que as mulheres compõem a grande maioria de titulares.
Esta propaganda difunde o mito de que os homens são os únicos provedores e que toda mulher tem um provedor ao seu lado arcando com as despesas. Reproduz, assim, um modelo que não condiz com a realidade brasileira, já que cerca de 35% das famílias são chefiadas por mulheres, sem contar as que compartilham as despesas, mesmo com todas as desigualdades ainda existente no mundo do trabalho.
Além disso, a propaganda é preconceituosa ao insistir no jargão de que as não sabem dirigir, sendo que hoje os seguros de carros são mais baratos para as mulheres, baseado no fato de que as mulheres se envolvem em menos acidentes no trânsito. Por fim, a propaganda é pouco criativa ao reproduzir e incentivar a idéia de mulher objeto, incapaz de ter outras soluções para enfrentar os problemas cotidianos.
Repudiamos a grande imprensa, burguesa e medíocre, pois toda vez que os conteúdos preconceituosos e as injustiças propagandeadas são questionados, eles tentam fazer crer que se está impedindo a liberdade de expressão.
Seguimos em luta todos os dias, contra todas as tentativas de transformar as mulheres em mercadoria!
Toda a nossa solidariedade a Secretaria Políticas para as Mulheres!
Marcha Mundial das Mulheres
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
A Clara nasceu!

Nasceu na noite do último sábado, dia 01.10.11, a nossa Clara.
Origem do nome: Clara Zetktin para a mamãe por sua contribuição ao 8 de março; e Clara Crocodilo para o papai, pela composição do músico brasileiro Arrigo Barnabé no final dos anos 70.
Clarinha é filha da militante e fundadora da MMM no Pará, Tatiana Cibele, mais conhecida como Tati. Nasceu com 3,640 kg, 50 cm, tem os olhos azuis e não tem dificuldade nenhuma em mamar (quero dizer que a menina é apetitosa minha gente!).
É verdade que nossos anseios são os de que Clara seja feminista e dê continuidade em nossas lutas por uma sociedade mais justa e igualitária, porém, sabemos que a Clarinha terá a liberdade em suas escolhas e de qualquer forma, temos a esperança que crescerá em um lugar melhor, mais humano e menos sexista de se viver!
Desejamos uma ótima recuperação para a Tati e que logo a Clara possa contribuir com suas intervenções em nenenês nas reuniões da Marcha Mundial das Mulheres.
A foto é de autoria do David Alves.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Além dos lucros, alta rotatividade e questão de gênero motivam greve dos bancários
Apesar do saldo positivo de 6.851 vagas geradas, a diferença salarial entre admitidos e desligados foi de 42,97%, acima do verificado no ano anterior, de 37,57%.
De acordo com o técnico do Dieese Miguel Huertas Neto, um dos responsáveis pela pesquisa divulgada em julho, a rotatividade explica porque, nos últimos seis anos, os bancários empregados acumularam reajuste real de pelo menos 12,2%, mas a média salarial do setor subiu apenas 3,6% – de R$ 4.278, em 2004, para R$ 4.435, em 2010, em valores já corrigidos pela inflação.
Com remuneração menor, a juventude é a nova cara do trabalhador bancário. Entre os 15.798 funcionários admitidos nos primeiros três meses deste ano, 72,84% tinham até 29 anos. Já entre os trabalhadores com mais de 40 anos, houve 2.002 mais desligamentos do que admissões.
Rosalina Amorim, presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará e militante da MMM |
Os dados da pesquisa do Dieese revelam que isso também ocorre porque as instituições financeiras têm contratado menos homens e mais mulheres, para quem costumam pagar menos.
Segundo o estudo, as mulheres desligadas saíram do banco com rendimento médio de R$ 3.410,41, valor 27,41% inferior àquele auferido pelos homens (R$ 4.697,90).
Na contratação, a mão-de-obra feminina começa a trabalhar ganhando, em média, R$ 2.004,21, enquanto os admitidos do sexo masculino receberam o equivalente a R$ 2.639,32 – 24,06% a mais.
O Dieese aponta que o degrau salarial que separa homens e mulheres permaneceu do mesmo tamanho quando comparado aos 24,10% registrados em 2010.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Saiba mais sobre a Marcha no sábado de formação feminista.

Vamos falar da Carta de fundação da Marcha Mundial das Mulheres, das nossas Ações Internacionais e também porque é importante as mulheres estarem auto-organizadas para atuarem como um movimento social autônomo, mas com presença e alianças com demais movimentos sociais e organizações políticas.
Participe!
OBS: Houve algumas mudanças na ordem dos temas da formação. Veja no topo do Blog, na parte da FORMAÇÃO.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Um Protesto em Forma de Homenagem ou Pelo Direito de Decidir

terça-feira, 27 de setembro de 2011
Marcha Pela Legalização do aborto: Essa Luta nos UNE!
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Audiência na OAB-PA sobre o caso da menor violentada na Colônia Agrícola
A comissão será coordenada pela deputada petista Janete Pietá (SP) e contará com a participação de Érika Kokay (PT/DF), Domingos Dutra (PT/MA) e Arnaldo Jordy (PPS/PA).
Hoje (26/09), às 14h, haverá audiência promovida pela Comissão na OAB-PA (Largo da Trindade). Importante afirmar que o caso é grave não apenas pela idade da vítima, precisamos ressaltar a verdadeira rede de exploração de mulheres na qual ela foi envolvida, cujo objetivo era satisfazer as "necessidades" sexuais masculinas. Mais grave ainda é a omissão do Estado diante de tamanha violência.
Conforme denunciamos na Marcha das Vadias, também neste caso parece que a linha adotada por alguns será discutir o comportamento da vítima, invés de questionar a violência sexual por ela sofrida. Um absurdo!
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Sábado terá Formação Feminista. Venha!!!

CONVOCATÓRIA
Ao tentar encontrar a melhor forma de convocar o maior número de mulheres para a formação que irá ocorrer no próximo sábado, pensei se deveria buscar textos de grandes companheiras, com vasta experiência no assunto, ou talvez militantes da causa de outros países, grandes nomes, que sempre servem de base para a fundamentação da luta pelos direitos das mulheres. Porém, talvez de forma pretensiosa, resolvi convoca-las através de um discurso próprio. Um relato de uma mulher que sempre se indignou com a violência contra a mulher, mas só agora se tornou feminista.
Há um tempo atrás, não tinha idéia da dimensão do movimento feminista no mundo, e em particular no nosso país. Há cerca de um ano, comecei a vivenciar uma experiência que mudou minha vida, de verdade. Sempre me revoltei com casos de violência contra a mulher, mas nunca percebi, o quanto essa violência é mascarada, como ela pode tomar várias formas e entrar na nossa vida sorrateiramente e acabando por se tornar comum, comum a ponto de se tornar normal, normal a ponto de realmente acharmos que deixou de ser violência e passar a ser o que hoje classifico como “costume social”.
Quando, de repente, vimos em noticia que uma mulher foi queimada com ferro de passar roupa pelo próprio "companheiro" e que ele escreveu seu próprio nome com faca quente no corpo da vítima, fica clara e dolorosamente evidenciada a violência, e isso nós causa obviamente revolta, mas antes do feminismo, a única coisa que me acontecia era a REVOLTA, mas o que eu fazia com essa revolta? Adivinhem...isso mesmo, eu não fazia nada! Era difícil imaginar o que eu poderia fazer, como poderia ajudar, na verdade acredito que era bem mais fácil não me mexer, afinal, concordo com a nobre companheira Rosa Luxemburgo, quando nos mexemos, nos damos conta das amarras que nos prendem. E foi aí que aconteceu a verdadeira REVOLUÇÃO na minha vida, quando descobri o feminismo, ou melhor, nos descobrimos. Percebi como posso ajudar, posso até evitar, é emocionante ver o quanto os nossos gritos nas rua, as palavras de ordem,os congressos, as formações, são efetivos na luta, a luta nossa de cada dia, em nossas casas, no trabalho, nas universidades, podem acreditar, mudam sim a vida de muitas de nós, resgatam à vida perdida de muitas mulheres e até aquele tipo de violência, o “costume social”, quase imperceptível pra algumas, como a infeliz colocação de Rafinha Bastos, quando diz que: - as mulheres ‘feias’ deveriam agradecer seu estuprador. Fica cada vez mais evidente, hoje consigo odiar certos comerciais, piadinhas, e até já deixei de ouvir certas bandas que adorava, porque hoje vejo o grau de humilhação que certas letras nos sujeitam, e ontem, confesso, até chorei ao ver um filme onde uma mulher era brutalmente assassinada, porque ao ver a cena, penso em todas as mulheres que passam rotineiramente por isso.
É mulherada, espero que esse simples relato tenha servido para as que já estavam quando a ‘caloura’ aqui chegou, que a luta de vocês prospera cada vez mais, e para as recém-chegadas e as que ainda nem conhecem o feminismo, se inspirem, e vejam que existem mulheres que são iguais a vocês, que não querem e não vão se calar, diante de qualquer que seja o tipo de violência contra uma de nós.
Pra encerrar divido com vocês um pensamento que tive, quando ouvi de um militante, de um movimento que agora prefiro não citar, onde ele afirmou que as mulheres feministas eram mal amadas, me permiti pensar sobre o assunto, já que de certa forma fomos condicionadas a pensar como ele; conclui então que ao contrário do que ele afirmou, as feministas são muito bem amadas, são mulheres que se amam tanto, e que transmitem isso entre si, que não se sujeitam a viver com nada mesmo que dignidade e igualdade e é por isso que seguiremos em Marcha até que todas sejamos Livres!
*Rafaella Moura é estudante do curso de Direito da UFPA e militante da Marcha Mundial das Mulheres desde 2010.
Será facilitadora da Formação Feminista da MMM/PA, junto com Bianca Maués, também estudante de direito da UFPA e militante da MMM. Aguardamos todas no dia 24/09, às 9h, no Sindicato dos Bancários do Pará.
sábado, 17 de setembro de 2011
Defesa de Dissertação
A Estella é militante da Marcha Mundial das Mulheres desde 2005, ajudando a fundar o Coletivo de Mulheres Estudantes da UFPA e a MMM/PA
VAMOS TODAS!
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Quando as mulheres conquistaram o direito ao voto pela primeira vez?
No Brasil, o Código Eleitoral Provisório instituiu o voto feminino em 1932, mas era restrito às mulheres casadas, viúvas e solteiras com renda própria. Dois anos depois (1934) as barreiras cairam e todas podiam votar, mas o voto só era obrigatório aos homens. Apenas em 1946 a obrigatoriedade se entendeu às mulheres.
Sabe qual era o argumento contrário ao voto feminino na Constituinte Brasileira de 1890? A proposta era "anárquica, desastrada, fatal e decretaria o fim da família brasileira". Ai, ai...
Fonte: Almanaque da Mulher: a incrível jornada (publicação da Sec. Nac. da Mulher Trabalhadora da CUT Brasil, 2009)
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
O machismo mata e humilha todos os dias, milhares de mulheres.
Vivemos numa sociedade inegavelmente machista, nos chocamos quando vemos casos tão fortes quanto este, mas a verdade é que o que sustenta esse tipo de comportamento é bem mais comum do que pensamos, está nas piadas, no fato das mulheres mudarem de nome quando casam, está no controle sobre nossas roupas e horários, está em dizer que somos culpadas pelos estupro que sofremos por andar tarde na rua ou estar de mini-saia etc etc etc.
O machismo mata e humilha todos os dias, milhares de mulheres.
Ex-marido escreve seu nome com uma faca quente nas costas da mulher
POR RICARDO ALBUQUERQUE
Ex-marido agressor sorri durante apresentação na delegacia | Foto: Fabio Gonçalves / Agência O Dia
Paula contou que Neliton pediu para o ver o filho. "Fazia dois meses que ele realmente não via o menino. Como ele disse que me daria R$ 150 para as despesas, fui até a casa dele levar o garoto. Ele me recebeu bem, mas quando passei da porta começou o inferno. Ele me trancou dentro do apartamento e me acusou de ter relações com amigos dele. Aí ele me disse que ia apenas me torturar, mas não iria matar para eu lembrar sempre dele", disse ela. Com um ferro de passar roupas, o agressor queimou o rosto e as coxas da mulher, que ficaram em carne viva.

Marcas da agressão no corpo de Paula de Souza Nogueira Farias, de 22 anos | Foto: Fabio Gonçalves / Agência O Dia

O suspeito negou ter queimado sua ex-esposa com ferro quente, mas confessou ter usado uma faca quente para fazer as letras do seu nome | Foto: Fabio Gonçalves / Agência O Dia
Os gritos da mulher não fizeram o ex-marido parar. Paula se contorceu em dores quando Neliton escreveu seu primerio nome nas costas dela. "Ele disse que para que toda a vez que eu estiver com outro homem, vou lembrar dele", disse. Ele usou uma faca sob alta temperatura para fazer as letras. Nos braços, ele desenhou as letras "enes". Após a sessão de torturas, o agressor levou a vítima até o ponto de ônibus. Ele pegou uma kombi e parou no Posto de Policiamento Comunitário (PPC) do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes. Ela foi levada para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, onde foi medicada.Ainda bastante abalada com as agressões, a vítima contou que prestou queixa por agressão contra Neliton duas vezes na Delegacia Especial de Atendimento a Mulher (Deam). Há nove meses, ele encostou uma colher quente em seu rosto. "Ele sempre foi agressivo, mas jamais imaginei que pudesse chegar a esse ponto. Nunca pensei que isso poderia acontecer. Infelizmente meu filhinho assistiu tudo muito espantado. Espero que não fique traumatizado", disse. O caso foi registrado na 16ª DP (Barra).
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Seminário de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher

quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Violência gratuita à moradora de rua por seguranças da Prefeitura de Belém
Quem agrediu a mulher foram dois seguranças da Prefeitura Municipal de Belém, exatamente a instância executiva de governo responsável por CUIDAR dos moradores de rua. Diga-se de passagem, a PMB recebe recursos federais para isso.
Assusta a covardia de dois marmanjos chutando uma mulher portadora de sofrimento mental caída no chão. Assusta também a conivência da maioria dos presentes. Veja a repercussão do vídeo no G1, exibido no Jornal Hoje da Globo (08/09). A filmagem foi feita por Gibson.
Retificando, às 13h de 09/09: acabamos de ter a informação de que os seguranças são privados, contratados pelos feirantes. O que não tira a responsabilidade do Município quanto ao cuidado com a população de rua.
Sábado tem formação feminista.
... Dia 10 (sábado), das 9h às 12h. 3º Sábado de Formação Feminista da MMM. No Sindicato dos Bancários (Rua 28 de setembro, 1210). Tema: A mercantilização do corpo e vida das mulheres.
Veja o calendário completo e como participar aqui.